Adam Jacobs conta curiosidades sobre espetáculo musical “Aladdin” da Disney

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(Foto: Deen van Meer)

Após grandes sucessos como “O Rei Leão” e “Mary Poppins”, o musical “Aladdin” estreou no New Amsterdam Theatre, em Nova York, cercado de ansiedade. Baseado na animação vencedora do Oscar de Melhor Trilha Sonora e de Melhor Canção Original em 1993, o espetáculo conquista crítica e público relembrando cenas tradicionais e recriando ao vivo históricos números musicais. O longa-metragem serve apenas como base para a criação de “Aladdin” e nem todas as principais referências ao filme foram utilizadas na peça.

“O show passou por muitas mudanças e adaptações ao longo do caminho. Haviam algumas piadas realmente engraçadas que foram cortadas pelo bem do espetáculo”, explica o cantor e ator Adam Jacobs. O intérprete do personagem Aladdin conversou com exclusividade com o Setor VIP. “Canções e cenas inteiras foram retiradas ou movidas, mas esse é o processo de crescimento que precisa acontecer. A equipe criativa decidiu conscientemente ser diferente da animação e retornar à visão original”, afirma ao ser questionado sobre a não existência do macaco Abu e do tigre Rajah. “Nós trouxemos de volta os amigos de Aladdin, Babkak, Omar e Kassim, que o público simplesmente ama. Não acho que a plateia se desaponte com as mudanças”, conclui. Além dos animais de estimação, há diferenças importantes nos personagens, que os distanciam das figuras conhecidas pela plateia através da animação. Iago (Don Darryl Rivera) é uma espécie de empregado ao invés de um pássaro; o Sultão (Clifton Davis) não possui as características divertidas que amplificavam sua personalidade amorosa; o figurino de Jafar (Jonathan Freeman, o dublador oficial da animação de 1992) é mais preto que vermelho e o vilão não hipnotiza ninguém com seu cajado. Citados por Jacobs, os companheiros de Aladdin não conquistam os espectadores tanto quanto os personagens clássicos conquistariam.

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(Foto: Deen van Meer)

Apesar das mudanças, falas icônicas como “eu terei o poder de me livrar de você” – dita por Jasmine (Courtney Reed) para Jafar e repetida por Iago – e “você confia em mim?” – responsável pelo momento em que Jasmine descobre que o Príncipe Ali é, na verdade, Aladdin – arrancam sorrisos e suspiros saudosistas da plateia que acompanhou o sucesso estrondoso da animação nos cinemas. “Minha cena favorita no filme é ‘One Jump Ahead’, quando Aladdin está fugindo de ser capturado no mercado. Há tantos momentos rápidos e engraçados nessa sequência, e Aladdin faz tudo parecer tão divertido e fácil. Tento trazer alguns elementos para o meu personagem em minha performance no palco”, confessa Adam. “Minha canção favorita no show é ‘Friend Like Me’. É um número épico de oito minutos e meio de pura adrenalina. É uma loucura fazê-lo toda noite”, empolga-se. A cena divide as atenções entre Adam Jacobs e James Monroe Iglehart, o intérprete do expansivo Gênio. Iglehart ganhou o Tony de Melhor Ator Coadjuvante por sua participação em “Aladdin”. “Preciso dizer que uma das maiores emoções que tive foi me apresentar no Tony Awards, no Radio City Music Hall”, conta Jacobs. “Você tem a elite da Broadway e estrelas de Hollywood nas primeiras fileiras, além de mais 5 mil pessoas atrás delas e câmeras transmitindo o show para milhões de outros espectadores. Foi assustador, mas emocionante”, afirma. “Além do que tenho aprendido com essa experiência, estrelar ‘Aladdin’ me mostrou que tenho a oportunidade de ajudar a fomentar jovens talentos e inspirar a próxima geração. Isso me deu um senso de propósito e grande satisfação”, discursa o pai dos pequenos gêmeos Jack e Alex.

São 337 peças de roupas assinadas pelo premiado figurinista Gregg Barnes. Todas feitas à mão, utilizando mais de 1.200 tipos de tecido, exclusivamente para o espetáculo. “Cada um dos trajes em ‘Aladdin’ tem incríveis detalhes que você só consegue apreciá-los se chegar muito perto. É essa atenção às minúcias que transforma o show em um espetáculo realmente iluminado e brilhante”, conta Adam. “A capa que uso em meu casamento, apesar de incrivelmente pesada, é particularmente ornamentada e impressionante. Acho que é esse o preço que se paga por uma boa aparência”, brinca. Só para ter uma ideia, as calças usadas pelos dançarinos apenas no final de “Friend Like Me”, possuem quase 1.500 cristais cada uma. Bob Crowley é o responsável pelos cenários grandiosos e encantadoramente mágicos. As peças que fazem parte do figurino e do cenário foram importadas de nove países, como Marrocos, Turquia, Uzbequistão, Guatemala e Índia. Os efeitos visuais são impecáveis, principalmente nos momentos com a lâmpada mágica. Em “A Whole New World”, cena mais esperada do musical, o tapete mágico provoca uma mistura de sentimentos no público. Como na animação, Aladdin pula da sacada de Jasmine e é amparado pelo objeto. Com os personagens sentados, voando em frente a um céu estrelado, um dos números mais famosos da história dos Estúdios Disney é recriada em frente ao público da forma mais impressionante possível. São quase 90 efeitos pirotécnicos e de ilusionismo para tirar o fôlego dos espectadores. Não há especialista capaz de apontar erros ou estragar a surpresa.

“Há muita pressão para ter certeza de que estamos fazendo certo”, entrega Jacobs. “Aladdin é um personagem icônico, que todo mundo conhece e ama, então nós procuramos ser tão bons quanto no filme, se não melhores”, conta. A equipe do musical possui 180 pessoas incluindo cantores, músicos e técnicos. “Por sorte, tenho um diretor incrível, Casey Nicholaw, com um escritor estelar, Chad Beguelin, que trabalharam comigo, me ajudando a criar o personagem. Eles me encorajaram e me apoiaram o tempo todo”, agradece. “Um dos benefícios de originar um papel é que você pode adaptá-lo e construí-lo em torno de seus pontos fortes. Se algo não funcionar, você pode jogar fora e tentar algo novo. Sempre lamento o fim do processo de ensaio, porque amo esse período de criação”, confessa. Jacobs é a estrela de “Aladdin”. Literalmente. Sua interpretação do menino de rua que se apaixona pela filha do Sultão é perfeita e emociona em todos os momentos. O astro arranca aplausos fervorosos do público durante as quase três horas de espetáculo.

Mesmo em cartaz com “Aladdin”, Adam Jacobs lançou o disco “Right Where I Belong”(2015), formado integralmente por canções compostas por Alan Menken. “Sempre amei as músicas do Menken, então não precisei pensar para decidir qual seria o foco do meu primeiro álbum”, conta. “Ele escreveu as canções de ‘Aladdin’, ‘A Pequena Sereia’, ‘A Pequena Loja de Horrores’, ‘Pocahontas’ e muitas, muitas outras. Acho que muitas pessoas são fãs dele, mas simplesmente não sabem disso”, conclui. Quando questionado que música indicaria para quem não conhece seu trabalho ouvir pela primeira vez, o cantor se mostra indeciso. “Não estou certo, mas acho que ‘Suddenly Seymour’, de ‘Pequena Loja’, porque canto com minha irmã, Arielle Jacobs, que acaba de fazer a personagem Nessarose em ‘Wicked’. A Broadway faz parte da família”, brinca antes de falar sobre os próximos projetos da Disney. “Estou muito curioso para ver o que farão na adaptação de ‘Frozen’. E de ‘The Jungle Book’. Eu realmente amava a animação quando era criança. Estou muito velho para interpretar Mogli, mas tudo bem!”, conclui bem-humorado. “Sempre sonhei em interpretar um vilão da Disney. Quem sabe um dia?”, finaliza.

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(Foto: Deen van Meer)

“Aladdin” está em cartaz no New Amsterdam Theatre, em Nova York. O espetáculo foi visto por mais de um milhão de pessoas apenas na cidade americana e chega em Londres (Inglaterra), Sydney (Austrália), Hamburgo (Alemanha) e Tóquio (Japão) nos próximos dias. As performances em Nova York acontecem às terças (19h), quartas (13h e 19h), quintas (19h), sextas (20h), sábados (14h e 20h) e domingos (15h). Não há apresentações às segundas-feiras. Os ingressos custam de US$55 a US$227,50 + taxas. Para compra de entradas e promoções, acesse o site oficial de “Aladdin”. Informações sobre Adam Jacobs e o disco “Right Where I Belong” visite a página oficial do artista. Imperdível!