Ana Carolina recebe Preta Gil e Maria Gadú durante show em São Paulo

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A melhor cantora do Brasil e de todos os tempos. É dessa forma que Ana Carolina é anunciada poucos segundos antes de subir ao palco do Espaço das Américas, em São Paulo, para o primeiro show sem a responsabilidade de seguir à risca o bem-sucedido “#AC”. Embora haja poucas mudanças no repertório, a apresentação que aconteceu no sábado, 14, contou com as participações especiais de Preta Gil e Maria Gadú. Apesar de não serem inéditas, as parcerias foram ovacionadas pelo público que esgotou os ingressos da casa.

As canções “Pole Dance”, “Bang Bang 2” e “Esperta” – todas do disco “#AC” (2013) e assinadas por Ana Carolina, são as responsáveis pelo início do espetáculo, seguidas por “Cantinho”, “Libido” e “Eu Comi a Madona”. “Tenho que tirar uma foto daqui de cima”, elogia a vista ao cumprimentar a plateia. “Vou levar um pessoal para casa, deixa eu ver…”, brinca antes de “Combustível”. Um dos atuais sucessos de Ana Carolina, a canção composta em parceria com Edu Krieger, traz versos como “sei que fui fanática, suicida, abri mão da própria vida, fui refém e fui bandida por querer te amar demais” e “fiz de você meu combustível, meu horizonte, meu abrigo e num momento mais sensível, quis ter você sempre comigo”. O romance carregado de dramaticidade, e presente na maior parte das letras da artista, é uma das qualidades mais aplaudidas por seus admiradores e um dos pontos que justifica a frase que dá início ao espetáculo.

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“Vamos fazer uma música que gosto muito e eu queria chamar uma pessoa especial demais para mim”. Ana se refere à Preta Gil como “amiga e irmã” e a convidada não fica atrás nos elogios. “Vocês devem imaginar que estou acostumada a cantar com a Ana porque somos amigas há 15 anos e não é nada disso”, conta antes de confessar estar nervosa pela responsabilidade em cantar ao lado da mineira e frente ao público de Ana Carolina. Após “Sinais de Fogo”, a dupla cantou “Stereo”, a primeira grande novidade do repertório. “Essas duas músicas foram presentes que ela me deu e eu agradeço a Deus todos os dias”, finaliza com seriedade. A mistura das músicas “A Canção Tocou Na Hora Errada”, “Vai” e “Nada Pra Mim” é a próxima mudança do espetáculo. O número emociona a plateia e a artista não disfarça o contentamento. “O que seria de mim sem vocês?”, pergunta sorridente.

“Confesso” e “Trancado” somam às surpresas e antecedem “Nua”. “Canto há anos essas músicas e, de repente, elas me emocionam de uma maneira tão forte, estou super emocionada”, afirma após interpretar o grande sucesso “Pra Rua Me Levar”, que conduziu o público a formar um dos mais bonitos coros da noite. A versão ao violão da música “Hoje”, da cantora Ludmilla, antecedeu a participação da doce e tímida Maria Gadú. “Mais Que a Mim”, faz os espectadores chorarem sem disfarçar. E nem foi preciso ver o seu carro passar. Em um dueto emocionante e tecnicamente perfeito, é difícil deixar de notar todo o amor que ainda não passou. As cantoras também deram voz à fraca “Reis”, presente no disco “Mais Uma Página” (2011), de Gadú, e composta por ambas em parceria com Chiara Civello.

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A excepcional “Coração Selvagem”, de Belchior, carro-chefe da divulgação do DVD “#AC Ao Vivo” (2015), anuncia a aproximação da despedida. A paixão de Ana Carolina por cantar o amor é inegável. Todas as canções escolhidas pela intérprete parecem ter sido compostas por Roberto Carlos ou Chico Buarque, alguns dos compositores mais românticos do país. As faixas se encaixariam facilmente no repertório de Maria Bethânia, por exemplo. É indiscutível a força da voz da artista somada aos versos “vem viver comigo, vem correr perigo, vem morrer comigo, meu bem”. Quem assiste ao espetáculo, se não está apaixonado, fica; se está, fica ainda mais. De Tom Jobim, “Eu Sei Que Vou Te Amar” antecede o cuidadoso medley de “Problemas” e “Quem de Nós Dois”. Um excelente momento para curtir a dois.

“Piriguete” com a inserção de “Você Não Vale Nada”, da banda Calcinha Preta, e “Cabide” antecedem “Rosas”, o momento em que o público levanta e fica próximo de Ana que, simpática, cumprimenta os admiradores, pega presentes e faz gracinhas com os mais sortudos. “Garganta”, “Elevador” e “É Isso Aí”, encerram a apresentação. Do repertório usual, foram inteligentemente substituídas as canções “Você Não Sabe”, “Fire” (cover de Bruce Springsteen), “Uma Louca Tempestade”, “10 Minutos”, “Mais Forte”, “Resposta da Rita” e “Pelo iPhone”.

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Os próximos shows de Ana Carolina incluem as cidades Belo Horizonte (MG), nos dias 04 e 05/12, Porto Alegre (RS), dia 10/12, Novo Hamburgo (RS), em 11/12, e Uberlândia (MG), dia 12/12. Para mais informações sobre locais, horários e ingressos, confira a agenda oficial no site da artista.