“Bohemian Rhapsody”: ficção e realidade em homenagem ao Queen

(Foto: Divulgação)

Farrokh Bulsara, nome de batismo de Freddie Mercury, nasceu em Zanzibar e viveu sua infância na Índia. Durante a adolescência mudou-se com a família para a Inglaterra. No início da década de 70, formou o Queen ao lado de Brian May, Roger Taylor e John Deacon. Estima-se que a banda tenha vendido cerca de 200 milhões de discos, estando entre os 15 maiores vendedores de álbuns de todos os tempos, na frente de artistas como Aerosmith, Bruce Springsteen, Metallica e U2. Freddie Mercury faleceu um dia após confirmar publicamente que havia contraído o vírus HIV, em 1991.

Em cartaz desde o final de outubro, “Bohemian Rhapsody” recebeu quase US$200 milhões em bilheteria, quatro vezes mais que o valor investido na produção. A biografia intercala os mais marcantes momentos da carreira do Queen com histórias do vocalista Freddie Mercury. Entre as dezenas de canções que formam a trilha-sonora do longa-metragem, estão os maiores sucessos da banda britânica como “Somebody To Love”, “Love Of My Life”, “We Will Rock You”, “I Want To Break Free”, “We Are The Champions”, “Don’t Stop Me Now” e, claro, “Bohemian Rhapsody”.

Conhecido pela participação na trilogia “Uma Noite no Museu”, Rami Malek interpreta Freddie Mercury. Excelente, o artista cantarola com sua própria voz em cenas específicas do longa-metragem, mas as canções que se escuta durante a história é uma mistura de sua voz com a do imitador Marc Matel. A trilha-sonora à venda é formada por gravações originais do Queen. Entre os inúmeros momentos emocionantes de “Bohemian Rhapsody” estão as icônicas apresentações da banda no Rock in Rio, no Rio de Janeiro, e no Live Aid, em Londres, ambas em 1985.

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“Bohemian Rhapsody” recebeu incontáveis críticas dos admiradores mais rigorosos da banda, principalmente pela mudança na ordem cronológica de alguns acontecimentos e por romantizar outros. Interpretada por Lucy Boynton, Mary Austin, ex-namorada e grande parceira até a morte de Freddie Mercury, contou que o pedido de casamento do astro aconteceu de maneira diferente e não houve estranhamento ou afastamento quando o vocalista desfez o noivado ao assumir sua orientação sexual. O diálogo, no entanto, ocorreu exatamente da forma apresentada no filme.

Ray Foster, papel de Mike Meyers, não existiu. O personagem é baseado em Roy Featherstone, chefe da EMI, que considerou “Bohemian Rhapsody” muito longo para se tornar single, mas nunca previu uma desastrosa carreira para a banda, ou seja, não houveram ataques ao profissional por parte dos membros do Queen. No longa-metragem, “We Will Rock You” é criada após o show no Rock in Rio, em 1985. Lançada em 1977, a faixa esteve no repertório da apresentação no Brasil. Freddie usava bigode na época do festival, mas na história adota o visual após o espetáculo.

Nunca houve briga ou rompimento do Queen. Os membros resolveram fazer uma pausa e Freddie Mercury decidiu investir em uma carreira solo, da mesma forma que Brian May (Gwilym Lee) e Roger Taylor (Ben Hardy). O baterista afirmou que o vocalista nunca quis fazer um álbum solo, mas aceitou a proposta por causa do contrato milionário oferecido pela CBS. Paul Pretender, papel de Allen Leech, não procurou a imprensa após sua demissão. Pretender contou os escândalos da vida de Mercury ao The Sun, o que levou o vocalista a romper o relacionamento com o empresário.

Paul não deixou de avisar Freddie sobre o Live Aid. A banda exitou aceitar o convite após a demora de Bob Geldof (Dermot Murphy), organizador do evento, em convidá-los formalmente. Freddie Mercury conheceu Jim Hutton, interpretado por Aaron McCusker, em um clube em Londres. Eles se reencontraram ao acaso. Mercury foi diagnosticado com o vírus HIV em 1987, dois anos após o Live Aid. Os roteiristas do filme inverteram a ordem para que “Bohemian Rhapsody” não parecesse uma tragédia, mas a história da ascensão de um grande artista.

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“Bohemian Rhapsody” está em cartaz na Caixa Belas Artes (Rua da Consolação, 2.423 – Consolação), em São Paulo, todos os dias às 13h30, 16h, 18h30 e 21h. Os ingressos custam de R$11,00 (meia) a R$30,00 (inteira) e podem ser encontrados através do site oficial da Caixa Belas Artes. “Bohemian Rhapsody” tem duração de 02h15 e classificação indicativa para maiores de 14 anos. Em cartaz por tempo indeterminado, consulte a programação.