Bruno Fagundes: “Não quero fazer baile de debutante, não sou esse tipo de ator”

Bruno e Antonio em cena da peça "Tribos"

Bruno e Antonio em cena da peça “Tribos”

Bruno Fagundes sabe o que quer. E não confunda sua certeza com egocentrismo, cada uma de suas palavras vem acompanhada de um amor puro e simples pela arte, pela família e pela vida, principais temas discutidos com o Setor VIP. De cabelos ruivos, vestindo uma camiseta de caveira e visivelmente à vontade, o ator não esconde a alegria em produzir e atuar no espetáculo “Tribos”: “Estou muito feliz! É muito bom ver o público chegando. Estamos entre as 5 melhores peças de São Paulo!”, comemora com um convite inegável aos admiradores de um excelente espetáculo: “Quem ainda não veio, venha ver!”.

Filho da atriz, cantora e diretora Mara Carvalho e de um dos maiores atores do país, Antonio Fagundes, Bruno se derrete ao falar sobre o pai: “Se ele tivesse nascido americano teria uns 5 Oscar na prateleira, uma coisa meio Meryl Streep, sabe? Concorreria todo ano!”, compara sem exageros. É impossível não notar sua habilidade com as palavras, seu olhar profundo e sua beleza impactante: “O Billy é um personagem que nunca vou esquecer, vou estar velhinho com 98 anos e vou falar “teve um dia…”. Nós também não vamos esquecê-lo, Bruno!

Engana-se quem pensa que o paulista de 24 anos é novato, o ator fez de tudo um pouco. Além de participações em novelas globais como “A Viagem” (1994), “O Rei do Gado” (1996) e “Negócio da China (2008), Bruno interpretou textos de Nelson Rodrigues, William Shakespeare e Molière. Ganhou projeção nacional ao ser dirigido por Jorge Takla na peça “Vermelho”, onde atuava ao lado do pai. Esse ano estará na próxima novela das seis da Rede Globo, “Meu Pedacinho de Chão”, com autoria de Benedito Ruy Barbosa.

Duvidamos que você consiga segurar a ansiedade para vê-lo na televisão ou no teatro após ler o delicioso bate-papo. Confira!

Com a principal companheira de cena, Arieta Corrêa

Com a principal companheira de cena, Arieta Corrêa

Setor VIP: Você assistiu a peça “Tribos” em Nova York. Foi seu primeiro contato com o texto?

Bruno Fagundes: Foi. Estava olhando um guia off-Broadway e quando li “Tribes” me interessei. Estava sendo encenada pela companhia original inglesa em um teatro de arena de 200 lugares. Me emocionei, ri, fiquei nervoso, me envolvi muito e fiquei curioso com o tema, que é uma discussão tão distante da nossa vida. A gente nunca pensa nas deficiências, nas minorias e a peça fala sobre isso de uma maneira diferente, moderna e muito divertida. É um prato cheio para um bom teatro. A montagem deles era radicalmente diferente da nossa, o conceito da montagem era outro, mas me apaixonei. Sou o único ator ouvinte a fazer esse personagem de todas as montagens que tiveram no mundo, então não sabia se faria, mas sabia que queria montar a peça de qualquer jeito.

Setor VIP: Quando decidiu fazer “Tribos”, qual foi sua maior preocupação?

Bruno Fagundes: Tudo! (risos) Principalmente nesse processo que você escolhe a peça, são tantas variáveis envolvidas, será que o público vai se emocionar e ver o que vi? Toda estreia tem a mesma apreensão, porque são pessoas diferentes de você e você não sabe como elas verão. E fazer teatro nesses moldes em que sou produtor é o maior tiro no escuro que existe. Além disso, tem a qualidade artística, será que o que faço atinge e quebra barreiras? Quando fizemos nossa primeira sessão para convidados foi um susto, porque vimos que tínhamos um espetáculo bom na mão, sabe? Você pensa na lógica mais simples do teatro: as pessoas saíram de casa para assistir, sentaram aqui e querem ser entretidas. Será que vamos conseguir fazer com que elas esqueçam por pelo menos uma hora a vida delas e se conectem com esse universo? É apavorante, mas é um tesão quando você vê que consegue, quando vê o aplauso, pessoas emocionadas e se divertindo. Não tem nada mais gratificante do que isso! Isso faz com que a gente siga em frente.

Setor VIP: Fazer sessões acessíveis era uma ideia desde o começo ou nasceu depois?

Bruno Fagundes: Foi meio junto, porque foi tudo muito rápido. O processo de adquirir os direitos de uma peça normalmente demora muito, mas em menos de um ano estreamos no Brasil e estreamos em setembro, que é o mês universal do surdo. E não foi de quando comecei a correr atrás, foi de quando assisti a peça em Nova York! Costumo dizer que era para ser, tinha que ter acontecido. Não tinha nenhum contato com a comunidade surda e nem ideia de como fazer acessibilidade ou de que ferramentas eles usavam. Quando soube que faria o personagem surdo, comecei a entrar em contato com a comunidade e com profissionais da área e todo mundo me perguntava sobre. Sempre respondia que queria muito fazer, para mim seria um contra senso interpretar um personagem que é surdo, que fala sobre as dificuldades dele e não envolver essas pessoas, não incluí-las, mas não sabia como e eles também não. Existem projetos especiais só para surdos, mas uma peça convencional para ouvintes em um teatro desse tamanho com acessibilidade regular é inédito. Na época das manifestações, a Dilma deu uma declaração sem legenda e sem intérprete em seu discurso oficial e a comunidade surda ficou revoltada. Eles se reuniram no MASP e eu fui. Foi quando conheci o dono da Steno do Brasil que nos ajudou a realizar isso junto com a Mirian Caxilé que é a nossa intérprete oficial e que foi a pessoa que me ensinou as LIBRAS que faço em cena. Ela me apresentou para pessoas importantes na comunidade e foi uma das maiores ajudantes que tive. Nós testamos e recebemos um milhão de reclamações, um milhão de elogios e fomos adaptando da maneira que a gente conseguiu, mas orgulhosamente podemos dizer que agora todo mundo sai satisfeito. Não é ideal porque é um teatro comprido, quem senta no fundo vai sempre reclamar que está longe, mas a gente não pode mudar a estrutura física do teatro, a gente está fazendo a nossa parte.

Setor VIP: Por incluir minorias esquecidas por grande parte das pessoas, “Tribos” é uma peça que muda a história do país socialmente e politicamente. O sentimento de fazer algo pelo próximo ultrapassa o profissional? Sente-se realizado por ter a oportunidade de fazer algo concreto com seu trabalho mesmo tendo tão pouco tempo de carreira?

Bruno Fagundes: Com certeza! Fico arrepiado de pensar nisso que você falou. Sou super novo, não tenho experiência de estrada, mas acho que, humildemente e muito apaixonado, não tenho nenhum motivo para fazer isso que não seja pela paixão. Além de ser gratificante, estou criando uma coisa importante e é um presente conseguir realizar de uma maneira bem feita. Mas é uma loucura. Vários momentos me lembro… (emocionado) Sexto mês! A peça está indo super bem e dá muito prazer saber que está funcionando! As pessoas sabem o que está sendo feito. Sou muito rigoroso, perfeccionista, sério com meu trabalho e um bom espectador de teatro. Para mim, o teatro que quero fazer e sempre quis fazer é esse, o teatro que faz a pessoa refletir, que ela se diverte, mas pensa sobre o que ela está ouvindo, se emociona e sai, de uma certa maneira, modificada. Sempre busquei isso, só não sabia como fazer. Vou parafrasear Picasso e dizer que para mim a arte não pode ser casta, tem que mexer com você, te tirar da zona de conforto e te fazer pensar sobre a sociedade, sobre a vida e é muito bom você ver que tem esse poder. Particularmente, quando fizemos nossa primeira sessão acessível eu entendi. Vieram mais de 550 deficientes auditivos! Não consegui dormir, fiquei até 7 da manhã aos prantos e entendi porque a gente faz o que a gente gosta. O propósito é esse, comunicação, você trocar, você se ouvir, se entender e quando você vê que tem essa possibilidade na mão, você quer segurá-la para sempre. (empolgado) Vou te fazer uma promessa: quero fazer esse tipo de teatro sempre e é isso que vou buscar! Não sei se vou conseguir, mas espero que consiga, porque para mim como espectador é o que gosto de ver e como ator é o que gosto de fazer. É uma bênção poder realizar, poder estar aqui hoje, poder estar aqui agora…

Setor VIP: Assim como conseguiu realizar “Tribos”, se buscar novos projetos…

Bruno Fagundes: …E buscar é uma delícia! Ator é meio doido, a gente enfia uma coisa na cabeça e vai fundo. Gastei todo meu dinheiro nessa peça, tudo que tinha na poupança. Sabe aquele dinheiro que você guarda para quando for velho? (risos) Fiquei realmente dependendo do sucesso da peça, dependendo de que ela funcionasse. Foi uma experiência ousada, principalmente hoje que as pessoas recorrem a tantas possibilidades que existem. Fiz isso com paixão porque sabia que podia dar certo. É um pensamento meio romântico, meio antigo mas que é tão gostoso retomar. Sou movido a afeto, a coração e o caminho que quero seguir é esse.

Com a mãe, atriz e diretora, Mara Carvalho

Com a mãe, atriz e diretora, Mara Carvalho

Setor VIP: Você nasceu em uma família de atores, sempre quis ser ator ou teve vontade de fazer outra coisa? Quais as suas lembranças mais antigas relacionadas ao teatro?

Bruno Fagundes: Quando era pequeno não queria ser ator, adorava porque meus pais sempre fizeram questão de me envolver na vida deles, estavam sempre fora, trabalhando pra caramba, viajávamos muito e me envolver era uma maneira de me manter próximo. Me lembro de correr entre as cadeiras dos teatros, como o de Manaus (Teatro Amazonas) e o de Ribeirão Preto (Teatro Pedro II), lugares que eu ficava maravilhado, mas não pensava, não tinha essa maturidade e foi assim até a minha pré-adolescência. Quando completei 13 anos, uma amiga da minha mãe falou que eu tinha que fazer um curso livre de teatro. Ela me deu a sugestão e fui fazer. Tinha vontade de mexer com arte, toco piano, sempre fiz aula de canto, pinto à óleo, então sempre gostei de me expressar artisticamente. Fiz esse curso e me apaixonei. Tive a sorte que fiz e senti meu corpo vibrar. Comecei a me especializar e nunca mais soltei. Brinco que fui piscado por um mosquito. Fiz faculdade de Relações Públicas, uma maneira inconsciente de fazer um plano B caso as coisas não dessem certo. Nossa profissão é muito instável, principalmente na minha geração que a competição é muito mais acirrada. A gente disputa com o sistema de celebridade, então tenho que lutar o triplo do que meu pai, por exemplo, sem desmerecer a trajetória dele, nem dizendo que para ele foi mais fácil, mas acho que tinha a facilidade do ambiente. Ele sentava com dois ou três amigos para fazer uma peça e era o Lima Duarte, o Tony Ramos e o Raul Cortez. (risos) Hoje a gente não tem isso, não consigo juntar amigos da minha idade que eu possa chamar de ‘classe’, que pensam igual e que tenham um objetivo igual, porque cada um tem uma vontade diferente. Não quero fazer baile de debutante, não sou esse tipo de ator, tem tantas coisas mais legais e mais importantes para serem feitas, então é muito difícil. Você tem que fazer por paixão mesmo. Você se apaixona e você se rasga para conseguir.

Setor VIP: Seus pais foram a favor desde o início?

Bruno Fagundes: Eles sempre foram muito imparciais em relação a isso porque sabiam quanto eu poderia sofrer com essa escolha. Acho que isso deve ser comum em família de atores. É muito fácil você se perder, não criar um objetivo claro na sua cabeça, se vender e se frustrar. Acho que todo mundo que escolhe uma profissão criativa corre esse risco. Não foram totalmente a favor, mas não foram contra. Sempre fomos muito próximos então não teve nenhuma atitude negativa, me deram a oportunidade de me aventurar e todo o suporte.

Setor VIP: Com “Vermelho” você teve uma visibilidade muito maior como ator, surgiram comparações e críticas. Estava preparado para dar esse passo?

Bruno Fagundes: “Vermelho” foi um divisor de águas na minha vida. No meu inconsciente sabia que ia dar conta do recado. Foi um passo muito importante para nós também como pai e filho e muito importante para a minha vida e para a vida dele consequentemente. Olhamos um no olho do outro, demos as mãos e fomos, mas demorou para chegar no convencimento dele, como demorou para chegar no meu convencimento. Foi um processo longo. Do momento que vimos a faísca até quando acendemos o fogo teve um tempo de maturação, da gente se entender e se conectar. Começamos a conversar com as pessoas e achamos o Jorge Takla que me viu nascer, trabalhou muito com meu pai e topou fazer. Eles são parceiros há 30 anos. De repente isso foi emocionando a gente e a peça foi aparecendo. A gente troca sempre, sempre conversei muito com meu pai sobre isso, então nossos jantares de família são muito chatos para quem não gosta disso. (risos) A gente só fala sobre trabalho, sobre a peça que vimos, sobre o filme que vimos, sobre o que vamos fazer.

Setor VIP: Seu pai te aconselhou de alguma forma?

Bruno Fagundes: Não tem uma fórmula, não tem uma dica que seja ‘a’ dica, é uma coisa muito intuitiva, meio subjetiva, como você explica para um ator para ele fazer com mais emoção? É muito complicado. Não consigo lembrar de um conselho, mas consigo me lembrar de muita coisa que a gente trocou. Era uma peça dificílima, uma hora e meia de espetáculo e só nós dois no palco, nós precisávamos um do outro. Precisávamos estar muito conectados profissionalmente. Só deu certo porque a gente estava. Ele costuma dizer que deu certo não porque sou filho dele, mas porque ele viu em mim um profissional compatível ao profissional que ele é e vice versa. Estava disposto a ser um profissional rigoroso, a me aperfeiçoar e o caminho de “Vermelho”, ficamos quase um ano e meio em cartaz com a peça, foi de uma evolução alucinante, de não me reconhecer, sabe? Fico muito honrado e emocionado em saber que, hoje em dia, uma escolha minha faz ele mudar de ideia ou considerar alguma coisa, que foi o que aconteceu com “Tribos”, outro momento de virada. Para mim é uma vitória maravilhosa que não consigo mensurar e que assim seja para sempre. Acho uma besteira isso de proteção, o mercado vê, o mercado seleciona e o público seleciona. Sempre brinco que o público quer sangue, quer ver você errar, tropeçar… Porque todo mundo dá risada quando o ator esquece o texto? Por que é divertido ver o cara se ferrando! (risos) É o que o público gosta, o que o público quer, então se você não está lá em cima dando o seu sangue, suor e lágrimas, se abrindo ao meio, não funciona. Não tem como ele me proteger. Como um pai protege o filho nesse momento? Estou lá exposto, meu coração em carne viva batendo, meu suor, meu corpo inteiro… Aos poucos você vai mostrando a que veio, o profissional que você é e acho que estou trilhando um caminho interessante para mim, um caminho que olho para trás e me orgulho.

Com o pai na peça "Vermelho"

Com o pai na peça “Vermelho”

Setor VIP: Mesmo porque as críticas foram, em sua maioria, muito boas. Observaram o seu trabalho ao invés de procurar compará-los…

Bruno Fagundes: Não me preocupo com isso. Entendo completamente essa relação de comparação, mas acho burro quem vê de fora e tenta comparar. O que ele tem de carreira eu não tenho de idade! Nós somos dois atores completamente diferentes, duas pessoas completamente diferentes, que por acaso são pai e filho. Claro que tenho minhas vantagens em ser filho dele, se fosse um total desconhecido e chegasse a ele com “Vermelho” talvez ele não fosse querer fazer, não fosse se entusiasmar e isso me ajudou, mas não escolhi ser filho dele, nasci nessa vida e estou fazendo o melhor dela possível. Quis jogar para o mundo, sabia que em algum momento ia me encontrar com ele profissionalmente como posso encontrar com a minha mãe profissionalmente. Tinha que enfrentar isso, tinha que fazer, realizar. Poderia ser o meu sucesso ou minha ruína. Li coisas de pessoas que não gostaram…

Setor VIP: Cada um enxerga de uma maneira, são opiniões…

Bruno Fagundes: São opiniões e tenho que respeitá-las. Estou estudando e vou estudar para o resto da minha vida. São cabeças completamente diferentes e cada um pensa de um jeito. De uma certa maneira, já que vão falar, já que vão encher o saco, já que vão procurar essa comparação que não existe, quis enfrentar. Se tivesse que definir em uma palavra o meu trabalho definiria em coragem. Não tenho medo de nada, vou determinado e isso me move. Se tiver medo a gente trava. Tudo podia ter acontecido, de bom e de ruim. Tudo estava em jogo. Enfrentei isso em “Vermelho”, como enfrentei em “Tribos” de novo.

Setor VIP: Tanto “Vermelho” como “Tribos” são trabalhos muito bonitos…

Bruno Fagundes: Fico muito feliz! Gosto muito das duas peças e quero muito voltar a fazer “Vermelho” porque fizemos uma temporada pequena em São Paulo, viajamos pelo Brasil e fizemos uma temporada linda no Rio de Janeiro. Fazíamos de quinta a domingo com duas sessões no sábado e duas no domingo sempre lotado. O público enlouqueceu! A gente acha que em São Paulo foi rápido demais, queremos tentar fazer uma temporada popular aqui mesmo no TUCA, se um dia o público de “Tribos” acabar. (risos) Foi uma peça que selou muito bem nossa parceria e seria muito bom finalizar essa etapa com ela. Tenho muito orgulho, muita felicidade de ter feito parte disso. Me sinto muito honrado.

Setor VIP: Como foi ser dirigido pelo Jorge Takla?

Bruno Fagundes: O Takla é um querido, um diretor maravilhoso e rigoroso demais. Ele é um rolo compressor. Falando sobre proteção de novo, não tinha como meu pai me proteger com o Takla que não abre nenhuma concessão. E poderia por ser praticamente meu tio, mas ele sabia exatamente qual era o desafio que ele tinha na mão, de montar um espetáculo difícil e só com dois atores em cena. Nos demos as mãos e caminhamos juntos. Foi maravilhoso, uma revolução pessoal e profissional. Aprendi muito com o Takla, como aprendi muito com o Ulysses (Cruz, diretor de “Tribos”). Os dois tem uma visão de encenador muito forte, em determinado momento eles querem que você alcance uma emoção e você tem que conseguir. Foi desafiador. Durante os ensaios a gente passa por momentos de crise, de pânico… (risos) É natural e faz a gente crescer muito.

Setor VIP: Você faz aula de canto. Gosta ou tem vontade de fazer musicais?

Bruno Fagundes: Mais arranho do que canto. Sou apaixonado por música, viciado, não paro de ouvir música nunca, mas não me vejo fazendo musicais, as pessoas que fazem são tão mais preparadas que eu para isso que prefiro deixar para elas, mas eu amo cantar. Fiz até um show de covers há uns dois anos atrás onde cantei 15 músicas e amei! Foi em uma casa em Moema só para amigos, mas foi um tesão, uma coisa que quero levar paralelo na minha vida para sempre porque me dá muito prazer, só. Não tenho pretensão de tornar isso uma profissão.

Setor VIP: O que você gosta de ouvir?

Bruno Fagundes: Gosto de ouvir muita coisa! É clichê mas sou eclético. (risos) Gosto de descobrir bandas, agora estou meio sem tempo mas uma época entrava nesses blogs de música e baixava tudo que tinha de novo. Gosto muito de rock, indie rock, punk rock, pop, R&B, soul, uma miscelânea total. Não tenho muitas barreiras, talvez sertanejo e funk não me agradem muito. Meu iPod tem mais de 4 mil músicas e fico renovando, tenho o maior prazer em fazer isso!

Em "Tribos" com o ator Guilherme Magon

Em “Tribos” com o ator Guilherme Magon

“Tribos” está em cartaz no Teatro TUCA que localiza-se na Rua Monte Alegre, 1024 em Perdizes, São Paulo. Os ingressos custam de R$30,00 (meia) a R$70,00 (inteira). Acerte o seu relógio, pois o espetáculo começa rigorosamente no horário marcado: sextas e sábados às 21h30 e domingos às 18h. Entradas em Ingresso Rápido e na bilheteria do teatro. Mais informações em www.tribos2013.com. Imperdível!