Cacau Protásio: “Posso ser a Branca de Neve se eu quiser ser!”

(Foto: Janderson Pires)

Desde 25 de agosto, o Teatro FAAP, em São Paulo, recebe o espetáculo “Deu a Louca na Branca”, primeiro monólogo protagonizado por Cacau Protásio. A comédia escrita por Cacau Hygino e dirigida por Regiana Antonini, conta a história de Sebastiana, a verdadeira Branca de Neve, que vem a público expor engraçadas curiosidades de bastidores, incluindo como uma mulher negra se passou tanto tempo por uma personagem branca.

“Tudo bem?”, cumprimenta Cacau com seu forte sotaque carioca. A atriz recebe o Setor VIP com exclusividade durante o primeiro fim de semana do espetáculo na capital paulista. “Você vai precisar de fotos?”, pergunta preocupada antes do início da entrevista, sem esquecer de destacar que as imagens da peça são assinadas por seu marido, Janderson Pires, um dos inúmeros profissionais que compõe a ficha técnica da peça.

Vestindo uma roupa preta, óculos de aros largos e sem tirar o sorriso marcante do rosto, Cacau Protásio não economiza nas palavras e se mostra extremamente à vontade para responder qualquer questão, tanto profissional, quanto pessoal. A atriz relembrou o começo de carreira, seus maiores sucessos, a infância, a convivência com a família, destacou sua opinião sobre preconceito, sua gratidão à Rede Globo e seu amor pelo carnaval.

(Foto: Janderson Pires)

“Deu a Louca na Branca” passou por algumas cidades brasileiras antes de desembarcar em São Paulo. Você está feliz com a recepção do público ao seu primeiro monólogo?
Estou muito feliz, mas tive muito medo. Sempre falo no final do espetáculo que nunca achei que eu fosse capaz de fazer um monólogo, acho muito difícil falar durante horas e fazer com que as pessoas fiquem prestando atenção em você. Graças a Deus ouvi risadas e aplausos do início ao fim em todos os lugares que passei até agora. É isso que a gente espera quando faz uma peça de comédia. O ator se vende muito, então quando alguém dá a primeira risadinha, se vende mais ainda! (risos) Estreei em São Paulo na sexta-feira com 30% da casa de convidados e 70% de pagantes. No sábado o teatro estava lotado e todos eram pagantes. Em todos os lugares que tenho passado, as casas estão sempre lotadas e com as pessoas gostando muito! No final, o público espera para tirar foto comigo e isso é muito bom! (sorri)

Há algum detalhe que você goste mais ou trecho do texto que você se divirta mais fazendo?
Gosto de tudo! As piadas são ligadas às minhas ações, então tem uma parte que faço com o Grilo Falante que acho muito engraçada e as pessoas riem muito mais! É uma parte muito boa, mas tem que ver para saber como é que é!

Você tem planos de viajar com o espetáculo por tempo indeterminado como acontece atualmente com inúmeras peças cômicas, que ganham turnês gigantescas pelo Brasil?
Tenho! E quero passar por todos os lugares que der! Se levar alegria é o dom que Deus me deu, quero ir para o máximo de lugares que puder ir. E não só pelo Brasil, mas também levar a peça para os brasileiros que estão fora. Quero viajar muito, me apresentar muito, ficar em cartaz muito tempo! Estou muito feliz em estar em cartaz no Teatro FAAP, que é o filé do teatro paulista. Todos os atores que ainda não passaram querem passar por aqui e quando eu falava que viria para cá, todo mundo fazia cara de espanto. É muito bom conseguir vir para um dos melhores lugares de São Paulo!

Dá medo?
Dá medo. (pensativa) Todos os dias antes de entrar em cena, me arrependo de ter feito teatro e tenho vontade de estar no colo da minha mãe. Dá um frio na barriga, uma ansiedade, uma insegurança, um negócio que não consigo explicar o que é. São milhões de emoções ao mesmo tempo. Me pergunto o que é que estou fazendo aqui, se eu poderia estar em casa, deitada e vendo televisão, mas depois que entro no palco, começo a fazer a peça e vejo que as pessoas estão felizes, é maravilhoso! Sou muito grata a Deus por tudo isso!

Você tem dúvidas se esse é realmente seu dom?
Não sei… (pensativa) Acho muita pretensão da minha parte…

Não precisa se colocar nessa posição, basta ver a reação do público…
Às vezes a gente fica em dúvida, né? Mas vendo que o público está gostando… (pensativa) No começo, meu produtor falava para eu escrever “venham assistir que a risada é garantida” e eu não colocava porque as pessoas ainda não tinham visto, não conheciam o espetáculo. Depois de ontem, posso colocar #EmAlgumMomentoVocêVaiRir. (risos) Depois que vi a reação do público paulista, realmente acho que a peça é engraçada. Graças à Deus na sexta e no sábado o teatro ficou em peso para tirar foto, o que é maravilhoso! Se as pessoas pagam para me assistir e me esperam no final para falar comigo, então é porque o negócio está bom!

Você nasceu no Rio de Janeiro, certo?
Sim, sou carioca.

E viveu sua vida inteira na cidade?
Isso!

Que lembranças o Rio de Janeiro te traz em relação à sua infância?
Minha infância era muito boa! Nasci no Grajaú, mas cresci na Tijuca. Brincava na rua. Hoje em dia não vejo criança fazer isso. Morava em uma rua que era ladeira, então quando chovia descia muita água. Brincava com aquela água de chuva e não tinha problema de pegar doença, eu nunca fiquei doente. Botava a mão e tomava banho naquela água imunda e nunca tive nada. Tive sempre minha mãe e minha irmã perto de mim. Minha mãe se separou do meu pai quando eu tinha 15 anos, mas minha família sempre foi muito unida e é até hoje. Se cheguei onde cheguei, devo primeiro a Deus, segundo a minha mãe e terceiro a minha família que me apoia e me ama.

Quando menina, você tinha um passeio favorito ao lado da sua família?
Gostava muito de ir ao zoológico. Eu amava quando era pequena. Hoje em dia o zoológico do Rio de Janeiro está abandonado, com os bichos morrendo… está muito triste. Tem um bom tempo que não vou, devo ter ido há uns três anos depois de velha! (risos) Às vezes não tínhamos muita coisa para fazer aos domingos e minha mãe me levava. Era maravilhoso! O zoológico é um lugar que lembra minha infância e que eu amo ir!

Crescida você decidiu cursar Pedagogia, mas desistiu…
Graças a Deus! (risos)

Cursar Pedagogia era seu sonho?
Quando era pequena queria ser bailarina, mas não tinha bailarina nem gorda e nem preta, então eu estava fora. A televisão e o teatro eram coisas muito distantes de mim, porque também não tinham muitos negros. Tinha a Ruth de Souza, o Milton Gonçalves… mas eu não criava muita expectativa. Engraçado que quando sentava para ver televisão, eu me via lá dentro, mas não sei explicar o que era. Um dia estava assistindo uma aula de psicologia e enquanto minhas colegas falavam, fiquei parada prestando atenção e pensei “o que é que eu estou fazendo aqui se não é isso que eu quero?”. Juntei meu material, peguei minhas coisas e fui embora. Não me pergunte como entrei na aula de teatro, não me pergunte como cheguei na Casa das Artes de Laranjeiras, porque não sei te explicar como foi. Acredito que Deus me conduz, que anjos me conduzem… (séria) não sei o que foi, mas alguém me conduziu. Na minha primeira aula de interpretação, não me lembro o que tive que fazer, só sei que chorei e fui embora falando que nunca mais voltaria naquela merda. Deu uma semana, voltei e fiquei. Fui me deixando levar, sabe?

Você chorou na sua primeira aula?
Apesar das pessoas não acreditarem, sou extremamente tímida, sofro muito com a minha timidez. Tenho dificuldade de fazer amizade e tenho dificuldade de manter amizade, não consigo cultivar, sabe? Depois que comecei a fazer análise, está um pouco mais fácil… (pensativa) Isso é muito ruim, porque acabava me sentindo rejeitada, mas a culpa não era dos outros, era minha.

Quais suas principais lembranças durante sua formação na CAL?
Minha turma era muito engraçada. Estudava à noite e quem estuda à noite é a galera que trabalha de dia, que tem a vida mais difícil. Tenho um grupo no Whatsapp com eles até hoje. De todos os meus amigos, tem dois que eu falo mais, que frequento a casa, que vão nas minhas festas, casamento, enfim… tive uma professora chamada Celina Sodré, que não era de muitos risos, mas era muito boa. Quando estava fazendo “A Metamorfose”, de Franz Kafka, imitei uma tia escandalosa que vi em um enterro. Ela falou para sempre buscar em cena aquilo que fosse mais próximo a mim. “Se você tem uma família que é extremamente escandalosa…” (risos) Na época fiquei chateada, mas hoje é o que eu faço. Minha família por parte de pai é muito escandalosa, então quando morre alguém o choro é muito estridente, a gente chora muito, sofre muito, minha família é muito intensa. Tanto para a alegria, quanto para a tristeza. Uso tudo da minha família, então não esqueço da Celina. Observo muito as pessoas na rua e as pessoas a minha volta. Às vezes saio e não converso, mas fico olhando todo mundo. Você pode ter certeza que eu vou usar alguma coisa dali, alguma fala dali. Com ela aprendi muita coisa.

Você trabalhou muito antes de ficar nacionalmente conhecida, mas qual a importância de sucessos estrondosos como seus personagens em “Avenida Brasil” e no seriado “Vai Que Cola” para produzir uma peça como “Deu a Louca na Branca”?
Sabe o que acontece? As pessoas não dão valor umas para as outras. Sou muito grata à Rede Globo por me mostrar para o mundo, por me fazer aparecer, por me dar a oportunidade. O escritor, os diretores, os produtores… (pausa) Fiz duas outras novelas antes, mas ninguém além da minha família se lembra. (risos) Há muito tempo atrás eu vim para São Paulo e fui assistir uma peça de teatro sem ninguém conhecido e o teatro estava lotado. Em São Paulo as pessoas tem o hábito de ir ao teatro independente de ser com um artista famoso ou não. A importância de fazer um trabalho onde você é reconhecido nacionalmente é que as pessoas passam a te observar a partir dali. Eu fazia várias coisas, mas não era vista, ninguém me enxergava, eu não existia. (séria) Depois de “Avenida Brasil” o mundo passou a me ver e a me reconhecer. Aliás, depois de uma cena só. Fiz várias cenas na novela, mas a única que apareceu foi quando cantei o amendoim. Esse reconhecimento é muito bom para o trabalho. Queria implorar ao mundo que todos nós déssemos atenção, déssemos valor e acreditássemos em todas as pessoas que estão a nossa volta.

Queria fazer um pedido para as pessoas irem mais ao teatro, irem mais aos saraus, irem mais aos shows sem se importar com quem está se apresentando. Se hoje tem show da Mariazinha do Canto, vá! De repente a Mariazinha do Canto é um talento e só faltou alguém postar dizendo que ela é maravilhosa para que ela seja um sucesso, sabe? Hoje temos a internet, então as pessoas conseguem aparecer muito mais, mas na minha época não tinha Instagram. Graças a Deus minha mãe e minha irmã sempre acreditaram em mim. Quando falei que queria fazer teatro, eu não tinha dinheiro, minha família não é uma família que tem dinheiro, então minha irmã parou a faculdade e me ajudou a bancar meu curso. Fora outras pessoas. O negócio é a gente ter alguém que acredite na gente. Por ter aparecido, o mundo ficou sabendo quem é Anna Claudia Protásio Monteiro, hoje Cacau Protásio.

Ambos os seus personagens de maior destaque na televisão foram do gênero comédia, embora “Avenida Brasil” fosse uma novela bastante dramática. Você se sente mais confortável fazendo humor ou tem vontade de fazer outros trabalhos?
Eu quero fazer tudo. Não sei se vai dar certo, mas quero fazer. Me descobri atriz de comédia, no dia a dia, sabe? “Avenida Brasil” teve uma fase muito tensa e não podia ter nada engraçado, eu era a única dentro daquela casa que podia fazer comédia, porque a Zezé era de outro mundo, né? Ela sofria com a patroa, mas ela tinha a vida dela e que se dane. Ela amava a patroa, mas pensava no umbigo dela. No “Vai Que Cola”, desde que me disseram que eu faria a Terezinha, a mulher de um bicheiro, fiquei pensando como eu faria. Saí no Salgueiro durante muitos anos, hoje não desfilo mais, mas é uma escola que tenho muito carinho. O presidente do Salgueiro se chamava Miro Garcia e era casado com a Elizabeth Nunes. Ela não era escandalosa, mas tinha uma elegância própria. Usava uns vestidos colados, brilhantes, vermelhos, dourados… e muitas jóias. O cabelo era muito bem penteado. Peguei as jóias e a roupa espalhafatosa para a Terezinha, só que levei para um caminho mais absurdo. Eles foram minha inspiração para criar a Terezinha. O que você perguntou que eu já esqueci? (risos)

Se você tem vontade de fazer papéis de outros gêneros…
Então, me descobri atriz de comédia no “Vai Que Cola”, fazendo a Terezinha, mas se vier uma outra coisa, eu faço. Não sei se vai ser bom, mas eu quero fazer.

Pensa no alcance de ter um trabalho com o único propósito de fazer as pessoas felizes?
Penso e às vezes choro. De repente eu vá até chorar agora. (emocionada) Não sou médica, mas é muito bom quando encontro uma pessoa que me abraça e me fala que eu a tirei da depressão. Eu salvei uma vida. (pausa) Fui capaz de salvar alguém, fui capaz de trazer o sorriso para alguém. (pausa) Teve uma semana que estava ensaiando tanto a peça, fazendo “Vai Que Cola” e milhões de outras coisas, que eu estava muito cansada. Cheguei em casa e falei para o meu marido que eu não aguentava mais, embora tenha sido o que pedi a Deus. Todo dia rezava pedindo que eu não tivesse um dia para descansar, que eu não tivesse férias… (pausa) Nesse dia fomos ao circo em frente a minha casa e tinha pouquíssima gente. Fiquei tão triste que o circo estava vazio, mas me diverti tanto, ri tanto… e pensei como é bom ter alguém para me fazer rir! Sou grata a Deus por poder fazer as pessoas rirem, por tirar a outra pessoa da tristeza, por levar um pouquinho de graça. Quando vou em hospitais visitar as pessoas, é muito gratificante. O que faço não é nada e, às vezes, quem dá risada não é nem o paciente, é o acompanhante, mas isso não tem preço!

Como você lida com o preconceito?
O preconceito nunca é meu, é sempre do outro, então ignoro totalmente. É óbvio que sofro quando vejo uma olhada ou ouço uma piada, mas deixo para lá. O preconceito fica com quem está falando, ele que se resolva, não trago para mim. Vira e mexe alguém escreve uma coisa ou outra nas redes sociais, mas ignoro. (séria) Penso o seguinte e falo por experiência própria: todo mundo é capaz de tudo, todo mundo é capaz de chegar onde quer, todo mundo é capaz de realizar seus sonhos. Depende de cada um. Enfrentei obstáculos, sofri, chorei e graças a Deus consegui alcançar meus objetivos. Não vou dizer para você que tudo na minha vida são flores, porque não são. Tem dias que acontecem coisas ruins, mas estou vivendo. Rezo para que as pessoas resolvam seus problemas e seus preconceitos.

Há um significado especial ser um modelo de sucesso “fora dos padrões”? Você recebe mensagens de pessoas…
Recebo!

Pergunto porque às vezes damos mais importância para os comentários negativos do que para os positivos…
Só respondo coisas boas! Ignoro totalmente os comentários negativos, porque o problema é do outro e não meu. Estou aprendendo a lidar com internet agora. Por exemplo, ainda não sei responder o Twitter, então vejo as mensagens mas não sei responder. Às vezes vejo várias pessoas falando a mesma coisa e faço um post agradecendo o carinho e o amor que elas tem por mim. A única coisa que posso fazer é agradecer e pedir a Deus que proteja todas essas pessoas.

Pensa no significado que seus trabalhos terão ao atingir o público ou opta baseada em seus gostos particulares?
Eu amei “Deu a Louca na Branca” porque fala de várias coisas diferentes. Existem momentos que acho que são alfinetadas no mundo, sem alfinetar diretamente, mas que servem para manter as pessoas acordadas. Tem uma cena em que falo que o ser humano tem mania de achar que gente preta é parda. Sou papel para ser parda? Minha cor não é parda! Se você for ver na paleta de cores eu não sou nem preta, sou marrom. Às vezes temos preconceitos tão bobos com o outro. O ser humano sofre mais pelo outro do que por si próprio.

Tem uma história de princesa favorita?
Não tenho. Não tive princesa favorita porque não me via em nenhuma delas. Não tinha princesa negra e não tinha princesa gorda. Embora minha mãe não tivesse dinheiro, tinha muita vontade de ir à Disney, então eu gostava do Mickey e da Minnie. Assistia os filmes da Branca de Neve e da Cinderela e achava legal, mas nunca me imaginava sendo uma princesa, mas acabou acontecendo depois de velha. Há dois anos desfilei como Cinderela na União da Ilha e percebi que posso ser uma princesa. Na avenida, vi pessoas me assistindo e chorando de emoção. Quando vim de Branca de Neve na Comissão de Frente a mesma coisa. O samba falava de beleza e a escola me colocou para ser Branca de Neve. “Branca de Neve gorda desse jeito? Branca de Neve tem que ser magra, branquinha e linda!” (séria) Eu posso ser a Branca de Neve se eu quiser ser!

Vocês desfilava pelo Salgueiro, mas agora faz parte da União da Ilha, certo?
Sim, estou na escola há cinco anos.

Desfilar como princesa teve alguma ligação com a criação da peça?
Isso é muito louco, porque a escola me chamou para sair na Comissão de Frente e em um surto eu aceitei. Comissão de Frente não tem que ganhar dez, tem que ganhar mil! É um trabalho tão surreal que nem a pior Comissão, nem a coreografia mais fraca merece ganhar pouca nota. Passei por isso e vi como é que é. Todas as Comissões de Frente de todas as escolas merecem o meu respeito. Dois dias depois que fui chamada para desfilar o Cacau Hygino me ligou e falou que tinha um texto para mim chamado “Deu a Louca na Branca”. Duas pessoas falarem ao mesmo tempo no mesmo assunto é muita coincidência, né? Então aceitei os dois, mas a peça seria para um ou dois anos depois… tínhamos que esperar produzir, encontrar patrocinador… com essa crise surreal não tem como fazer na cara e na coragem como fazíamos teatro antigamente, né?

Há planos para o carnaval em 2018?
Todo ano desfilo na União da Ilha, mas esse ano estou tão focada na peça e viajando tanto, com tantas propostas de trabalho até para o carnaval, que eles me convidaram inclusive para fazer um personagem, mas eu preferi não me comprometer. Eu amo carnaval, mas meu trabalho é a minha prioridade.

Mas há a possibilidade ou a resposta é definitiva?
Não é definitiva, pode ser que na semana do carnaval eu decida e vá de camisa e calça branca!

(Foto: Janderson Pires)

“Deu a Louca na Branca” está em cartaz no Teatro FAAP (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis), em São Paulo, sextas (21h), sábados (21h) e domingos (18h). Os ingressos custam de R$25,00 (meia) a R$80,00 (inteira) e podem ser encontrados através do site oficial do Teatro FAAP. “Deu a Louca na Branca” é indicado para maiores de 14 anos e tem duração de 70 minutos. Até 17 de setembro.

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