Cassio Scapin: “Sempre soube que atuar era o que eu queria fazer”

“Quer um café?”, oferece o ator Cassio Scapin ao entrar em seu camarim no Teatro Renaissance, em São Paulo, onde está em cartaz com a peça “Eu Não Dava Praquilo”. O monólogo é uma homenagem ao seu ofício, usando a atriz Myriam Muniz (1931-2004) como base. Vestindo uma calça justa verde, uma camiseta branca que realça sua boa forma e uma jaqueta que ele tira no meio da entrevista para ficar mais à vontade, Cassio recebeu o Setor VIP com exclusividade para falar sobre o espetáculo, carreira, desejos profissionais e gostos pessoais.

Paulo Autran, Jô Soares e Marília Pêra são alguns dos grandes nomes do Brasil com quem Scapin trabalhou. Mas não se engane: há um motivo para que as estrelas o tenham escolhido ou topado seus projetos. Conhecido nacionalmente por seu personagem Nino no programa “Castelo Rá Tim Bum”, o artista nasceu para fazer o que faz. Dono de uma disposição empolgante, seu talento se equipara com o de profissionais considerados pelo grande público mais bem-sucedidos, baseados pela dimensão da fama ao invés do talento. Confira a íntegra do papo que, entre uma ligação e outra (“Coisa de família”), tivemos com o paulista de 48 anos.

A peça “Eu Não Dava Praquilo” fica em cartaz no Teatro Renaissance, em São Paulo, até o dia 22 de dezembro. Sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 18h. Os ingressos custam de R$20 (meia) a R$50 (inteira). Mais informações através do Ingresso Rápido.

Setor VIP: “Eu Não Dava Praquilo” é uma homenagem ao teatro. Depois de tantos anos de carreira, sentiu que esse era o momento?

Cassio Scapin: Acho que sim. Mais do que uma homenagem ao teatro esse espetáculo é uma homenagem a uma maneira de pensar o teatro, um jeito que está aos poucos escapando das mãos, uma tentativa de recuperar um pensamento de um tipo de teatro que se exercia. Hoje, temos uma grande exigência mercadológica em relação a essa profissão. Esse texto tenta, por meio da Myriam Muniz, que foi uma figura emblemática desse tipo de comportamento, recuperar um tipo de pensamento para o teatro: o desejo de dizer algo é mais importante que o compromisso com o sucesso financeiro. É essa recuperação que esse espetáculo tenta fazer ao teatro: a maneira de fazê-lo, as pessoas que se dedicavam e que vinham ao palco com o desejo de fazer alguma coisa, de se relacionar, como a Myriam diz, no grupo ou na sociedade. É um tipo de teatro muito pontual, que está escapando das mãos por uma questão não só mercadológica do Brasil, mas do mundo, uma coisa comportamental que está acontecendo. Esse compromisso com a disputa das grandes mídias, das possibilidades de entretenimento e da diversão, que às vezes são enormes, tem pouca possibilidade de aprofundamento, falam de maneira superficial e você se aprofunda muito pouco.

Pensando nessa recuperação você e o Cássio Junqueira (que assina o roteiro com Scapin) escolheram a Myriam Muniz?

Myriam foi uma pessoa muito avessa a mídia. Ela quase não tem entrevistas e quase não tem depoimentos públicos. Um grupo de amigas liderado pela Sandra Mantovani (ex-aluna e pesquisadora de Myriam Muniz) fez um DVD (“Myrians”) para registrar o pensamento dela. Elas resolveram fazer esse registro porque eram pessoas ligadas à Myriam e entenderam a importância dela para o teatro. E saiu um DVD simples e emocionante. Existe também o livro “Giramundo”, da Maria Thereza Vargas, que conta a história do Teatro de Arena e um registro de uma das últimas conferências da Myriam pouco tempo antes de morrer. Sempre me emocionava muito ver. Pensamos então como seria a Myriam ensaiando um espetáculo. As pessoas perderam isso. A ideia é como se ela estivesse ensaiando na frente do público, para mostrar o processo dela. Na verdade nada mais é do que uma compilação dos pensamentos da Myriam, de alguns poemas do Cássio e de outros poetas que ela nunca falou, mas surgiu dessa apreciação, desse tributo, de nos emocionarmos com esses registros.

Você esteve com a Myriam algumas vezes. Qual foi sua relação com ela?

Fiz um workshop com a Myriam na escola Três Rios em 1987, 1988… Havia seis pessoas e ela dava aula como se houvesse 100. Ela era um furacão e fiquei super assustado com aquela mulher, era muita energia. Mônica Guimarães, uma das alunas desse workshop e que era muito ligada à Myriam, virou minha amiga e fui me aproximando vagarosamente dela. Mais tarde, quando fiz o espetáculo “Tamara” (1992), Pietro Maranca, um pianista brasileiro muito importante que foi concertista fora do país e era amigo da Myriam, me aproximou ainda mais. Ângela Dória, produtora de “Eu Não Dava Praquilo”, trabalhava com Myriam e eu fui me cercando. A vida foi nos aproximando. Então, tive várias oportunidades de me encontrar com ela. Saímos para jantar, levei-a ao teatro. Às vezes ela me ligava e dizia: “Me leva, nêgo?” (sorri). Então, teve uma aproximação, mas nunca fomos amigos íntimos.

Essa proximidade facilitou ou dificultou na hora da criação da personagem?

Foi fundamental. Ela é muito presente em minha memória.

Interpretá-la faz com que você perceba coisas em comum?

Sim e isso, às vezes, é duro (risos). Me identifico com muita coisa que a Myriam falava desde a brincadeira que se deve acender uma vela para o diabo e para o anjo da guarda… Ela nunca teve um processo didático e técnico muito específico, muito linear. Sempre foi um pouco caótica. Eu, ao contrário, tenho que ter um processo muito regrado, mas sempre me apavoro porque nunca sei como começar um novo espetáculo, por exemplo. Mas tem muitas coisas que sinto semelhança na trajetória, nenhum dos dois são atores contidos, somos atores do exagero. Às vezes dizem que não serve para a televisão, mas a Myriam nunca teve esse tipo de preocupação, ela sempre achava que se você tivesse o estofo necessário para suportar o tamanho da expressão que pudesse fazer, ela iria caber em qualquer lugar.

Estar no palco tem um significado diferente hoje?

Tem e é muito pior! (risos)

Se sente mais cobrado?

Sinto. No começo da carreira a gente é muito mais “fodão” e fala: “Eu sei! Eu faço!”. Você confia muito mais no seu taco. Conforme o tempo vai passando, você vai se conhecendo, vai se preocupando com os artifícios que tem e pensa: “nisso já me conheço e não quero fazer mais” ou “isso já usei e estou me repetindo”. Então, para criar um grau de lealdade com o teu trabalho e com você, a coisa vai ficando mais complicada. Não gosto de me repetir, acho chato. Quero me propor coisas novas e fica mais difícil, fica mais responsável. Tem coisas que facilitam, é verdade. Você vai se sentindo mais em casa, tem menos medo de umas coisas e mais medo de outras.

Você tem feito espetáculos completamente diferentes uns dos outros. A experiência te proporciona a liberdade de escolha?

Tudo tem sido opção minha. Tem coisa que leio e falo que não me interessa, não tenho vontade de fazer ou não me acrescenta. Pode dar dinheiro, mas não tenho vontade. Então tenho esse poder de escolha, de ter segurança para falar. No começo você quer fazer tudo, quer estar em cena, conforme vai fazendo vai ficando mais seletivo.

Você não tem vontade de refazer algum de seus espetáculos ou montar com a sua visão uma peça que assistiu?

Gostaria de fazer a minha maneira coisas que não fiz e outras pessoas fizeram. Gostaria de fazer algum texto de Molière e de Shakespeare. Quase fiz “Ricardo III”, mas não quis largar a Myriam. Não precisam ser só textos inéditos. Faria um bom realismo americano anos 1940, 1950. Tennessee Williams, Arthur Miller…

Você foi dirigido pelo Elias Andreato…

…em “Visitando o Sr. Green” (2004), em “Andaime” (2008) e em “Eu Não Dava Praquilo”. Todos nesse teatro!

Em “Visitando o Sr. Green” você atuou com Paulo Autran. O que te trouxe essa experiência?

Sempre fui um ator muito acelerado, sou uma pessoa muito acelerada e o Paulo sempre falava: “Devagar!”. Era tanto “devagar” que ficava cada vez mais nervoso (risos). Comecei a tomar (o tranquilizante) Lexotan de 6mg para entrar em cena (risos). Ficava muito pilhado, muito nervoso. Trabalhar com o Paulo foi uma experiência super legal, talvez uma das mais importantes. O Paulo tinha o teatro como uma extensão da casa dele, não tinha divisão, era uma coisa que transcorria do cotidiano para o palco de uma maneira muito natural e sem ter medo da farsa, da formalidade. Paulo usava da formalidade a favor dele, era um ator formal, tinha recursos formais, da fala, do gesto, do tempo e isso para mim foi super importante e ao mesmo tempo muito estranho. Ele se sentia absolutamente confortável no teatro, era a casa dele, tanto que antes de entrar em cena, se aprontava, colocava o figurino, fazia a maquiagem e ía para o cenário dormir. Ele dormia antes da peça! No cenário! No terceiro sinal ele acordava e começava o espetáculo em uma transição muito maluca, que era muito “estou na minha casa e estou absolutamente confortável”. Era a sala da casa dele e isso era muito bom de ver, essa relação do velho ator – não no sentido pejorativo e sim de qualidade – ali. Ele sabe, ele conhece. Era muito bonito de ver e muito agradável. Foi uma escola de vida.

Relembrando outros trabalhos, você foi dirigido pelo Jô Soares em “O Libertino” (2011). Como é o Jô diretor?

Tive muita sorte. Peguei uma geração muito bacana, além de contracenar com Paulo Autran, fui dirigido pela Marília Pêra (em “O Mistério de Irma Vap”, 2008) e pelo Jô. A qualidade artística vem de uma tradição teatral, aonde a convenção tem importância e os fatores, que hoje estão se perdendo, fundamentam o teatro. Precisamos resgatá-los, por isso também a importância de “Eu Não Dava Praquilo” que fala de coisas fundamentais para o teatro. O Jô é um cara que sabe exatamente o tempo da comédia, que é quase uma função matemática. Ele sabia exatamente o que fazer para que a piada funcionasse. O texto foi adaptado por ele que fez um trabalho ótimo apontando coisas que não serviam para a nossa plateia, ele é um estudioso da linguagem também. Esse aprendizado com os atores mais velhos, que vem de uma formação como a do Paulo e o Jô que trabalharam no TBC (Teatro Brasileiro da Comédia), a Marília e a própria Myriam que trabalharam com a Dulcina de Moraes (uma das maiores atrizes do teatro nacional), com essas pessoas que tiveram estrutura do ofício, que no Brasil está se perdendo é muito enriquecedora. Se você vai para Londres, para os Estados Unidos ou para o Japão, você tem uma gama de teatro tradicional que são guardadas para o ator, você sente a diferença. A gente foi meio se perdendo, o que é um reflexo da dinâmica cultural do país, da formação cultural, desse país que foi virando uma salada.

Seu único trabalho infantil foi o Nino, do programa “Castelo Rá Tim Bum”. O personagem te deu projeção nacional e você é lembrado por isso até hoje. Qual a sensação de ter feito um trabalho que está vivo na memória das pessoas por gerações?

Foi até bom você falar do “Rá Tim Bum” porque lembrei que a Ângela Dip (intérprete da repórter Penélope no programa) e o André Sturm (diretor executivo do Museu da Imagem e do Som) vem ver o espetáculo. Haverá uma exposição no MIS em comemoração aos 20 anos do “Castelo”. O país tem um problema de alzheimer. O brasileiro nasceu doente nesse sentido, não tem memória do patrimônio histórico, arquitetônica, está sobrando pouquíssimas coisas, né? Não tem memória dos seus artistas e por um lado acho ótimo que “Rá Tim Bum” vá ficar por algum tempo na memória das pessoas. Coloco uns 50 anos, logo vai ser esquecido. Acho importante também do ponto de vista de realização pessoal, porque sei que minha passagem não foi indelével, que alguma marca ficou e teve uma função para a sociedade e para o país em um determinado momento…

Quando o convite surgiu, você teve algum tipo de preocupação em relação ao que o programa poderia fazer pela sua carreira?

Nenhuma. A preocupação surgiu a posteriore. Não sabíamos a repercussão que o “Rá Tim Bum” teria, o tamanho do estouro. A própria TV Cultura não acreditava nesse estouro. Tanto que, quando estávamos assinando o contrato, na parte de direitos de imagem, eu, “judaicamente” falando, perguntei sobre a possibilidade de haver produtos licenciados com a marca e a resposta da senhora que me atendeu na administração, que eu não vou dizer o nome (risos), foi: “Querido, você já viu alguma coisa na TV Cultura ter futuro?” e virou o que virou. Ninguém sabia o tamanho da encrenca, o tamanho do sucesso. Gravamos o primeiro programa um ano e meio antes. Estava tudo pronto quando foi para o ar. Durante a produção do programa, fazíamos o que a gente queria fazer e do jeito que achávamos que devia ser feito. Isso também foi um dos grandes méritos do “Rá Tim Bum”, não tivemos a obrigação de agradar. Isso foi fundamental para o sucesso do programa. Se tivéssemos comprometimento com o mercado, fazendo em resposta a alguma coisa, acho que não teria dado certo, poderia ter se perdido, pelo gosto popular. Flávio de Souza escrevia, Cao Hamburguer dirigia e tinha uma leva de atores paulistas. Todos se conheciam do teatro, todos tinham uma amizade extra trabalho, uma relação extra, que por acaso se encontraram lá. Rosi Campos (Morgana), Eduardo Silva (Bongô), eu, Ângela, Patrícia Gaspar (Caipora), o Napão (apelido de Henrique Stroeter, o Petrônio) e o próprio Flávio eram pessoas do mundo de cá e era uma delícia se juntar para fazer, então a gente brincava. Acho que teve esta dinâmica produtiva, a relação extra que existia antes, foi ali para dentro de uma TV sem fins lucrativos, não tinha nenhuma fogueira das vaidades, estava todo mundo fazendo o que queria fazer, dar o seu melhor porque estava se divertindo. Sergio Mamberti (Dr. Vitor) era o mais veterano, o grande nome para nós, um grande ator de teatro e foi um benefício. Teve razão para ter dado certo.

Se recorda de algum incidente ou alguma situação engraçada durante uma apresentação?

De várias! (risos) Teve uma vez que estava fazendo “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1998), um monólogo musical dirigido e adaptado pela Regina Galdino e nós fomos nos apresentar em um festival em Porto Alegre. A Regina é muito caxias, muito linha dura e assim que chegamos passei um corrido para a luz, passei um corrido com os músicos para o som, passei um meio corrido para a imprensa e às 21h tinha espetáculo. Exausto, comecei, cantei a primeira música olhei para a frente e notei o público. Tinha feito três vezes para a sala vazia e então falei alto: “Ih, tem público!” e cadê o texto? Sumiu! Apagou! Eu sequer sabia onde estava. Travei total. Pedi desculpa e tive que recomeçar a peça. Fiz toda a abertura de novo: tocava uma música, abria o caixão e eu cantava. E aí a peça foi. Teve um incidente com o Paulo em “Visitando”. Em determinada cena, eu lia uma das cartas que ele recebia da filha. Quando estava decorando, ele, que dava uma coçadinha na orelha, disse: (imitando) “Não, querido! Não decore, essa carta deve ser lida, leia!”, ele mandou, quem sou eu para discutir? (risos) Sempre ensaiávamos com o envelope. Dia da estreia. A mesa cheia de envelopes, imaginei que tivesse uma carta em cada um, abri e nada. Abri a segunda, vazia. E não era que tinha só o envelope, tinha o papel! Eu tirava uma folha em branco! O contra-regra havia posto uma carta no meio de um monte de envelopes! Estava no sorteio! (risos) O Paulo era muito debochado e ria. Ele gostava do mal feito. Abri a terceira, tirei o papel e nada. Aí comecei a puxar pela memória e acarta veio, mas o Paulo já estava rachando o bico. Foi engraçado!

O que você gosta de ouvir?

Billie Holiday e Etta Jones. Gosto de jazz, mas escuto de tudo. Adoro Elza Soares, Maria Bethânia e Gal Costa. Sou bastante eclético. Adoro Paulinho da Viola também, acho que é a grande voz masculina brasileira. É assustadora de genial. Como ele canta, articula a palavra, usa a melodia! Sou apaixonado.

Você tem o sonho em trabalhar com algum ator ou diretor que ainda não trabalhou ou trabalhar novamente com alguém?

Várias pessoas! Marco Nanini, Marieta Severo e Andréa Beltrão. A turma que trabalhei em “O Libertino” foi genial. Trabalharia com todo mundo de novo, são pessoas queridíssimas (no elenco estavam Luciana Carnieli, Luiza Lemmertz, Tânia Casttello, Erica Montanheiro e Daniel Warren). Voltar a trabalhar com o Ulysses Cruz em mais uma peça, adoro ele dirigindo, José Possi Neto e Jorge Takla. Estou louco para trabalhar com o Takla, ele me chamou para trabalhar em uma peça em breve, vamos ver se acontece.

Qual a lembrança mais antiga que você tem em relação ao teatro?

Vale da primeira pecinha?

Claro!

A primeira peça que fiz interpretava Dom Pedro na escola. Eu tinha 7 ou 8 anos: (recita tentando lembrar) “No tempo das flores do mês de setembro, nas festas da escola um fato eu relembro, Dom Pedro de Santos (…) estranha missiva (…) a independência da terra, que ama com fé, com coragem, Dom Pedro proclama é livre o Brasil, quebrou-se o grilhão, antiga colônia agora é nação” (risos) e gritava “independência ou morte” e a espadinha não saía! (risos) É a primeira lembrança que tenho de ter feito alguma coisa em teatro.

Você sempre soube que era isso que queria?

Sempre soube que era isso que queria fazer. Nunca quis outra coisa. Acho mesmo que não é uma profissão que se escolhe, acho que é uma profissão que vem acompanhada de um tipo de caráter, de formação, de cabeça, de mentalidade, sabe? Acho mesmo que determinada qualidade de atores, se não fossem atores, seriam perturbados. O teatro se encarrega de salvar algumas cabeças, gente com muita dificuldade de relação na sociedade. (risos)

Você está feliz?

Estou feliz! Assustado com esse teatro, porque viemos de um sucesso enorme no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) e mudou muito a personalidade do público. Distribuíamos senha, porque tinha fila de espera e aqui estamos ralando apesar de estarmos indicados para o APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) e por termos o Qualidade Brasil.