Cirque du Soleil retorna ao Brasil com espetáculo “Amaluna”

(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

Quase cinco anos após a passagem de “Corteo” pelo Brasil, o Cirque du Soleil desembarca com mais um de seus bem sucedidos espetáculos itinerantes no país. “Amaluna” estreia para o público paulista na quinta-feira (05), mas a primeira sessão do show aconteceu um dia antes para um seleto grupo de convidados. Em cartaz desde 2012, o espetáculo passou pela América do Norte e pela Europa. Antes de desembarcar no Brasil, “Amaluna” esteve no Uruguai e no Paraguai, onde iniciou a turnê pela América do Sul. A trupe fica no país até janeiro de 2018, com shows agendados em São Paulo e no Rio de Janeiro. Depois segue para a Argentina e para o Chile.

“Amaluna” tem direção assinada por Diane Paulus, responsável por inúmeras óperas, espetáculos comemorativos e alguns musicais da Broadway como “Waitress”, “Pippin” e “Finding Neverland”. Para o público familiarizado com o trabalho da diretora americana, é possível perceber similaridades entre suas mais recentes obras. Na abertura e no encerramento de “Amaluna”, há um efeito que mantém um lenço no ar. A mesma ação faz parte de uma das últimas e mais importantes cenas de “Finding Neverland”. Embora o Cirque do Soleil defenda abertamente a igualdade de gêneros e os direitos humanos, “Amaluna” é o primeiro espetáculo da companhia com uma banda formada apenas por mulheres, enquanto “Waitress” é o primeiro musical da Broadway que conta com uma equipe criativa formada apenas por profissionais do sexo feminino.

(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

Durante a cerimônia que comemora a passagem para a vida adulta da princesa Miranda, a rainha Prospera causa uma tempestade, trazendo à ilha de Amaluna um barco cheio de rapazes, incluindo o príncipe Romeo. O casal se apaixona, mas precisa encarar enormes desafios para provar o amor que sentem um pelo outro, incluindo o ciúme de Cali, bicho de estimação da princesa, meio-lagarto e meio-humano, que alimenta um amor platônico por Miranda. Por sorte, a ilha é protegida pela Moon Goddess, determinada a ajudar o casal a encontrar a felicidade. Levemente baseado no romance “A Tempestade”, de William Shakespeare, “Amaluna” foi composto por Guy Dubuc e Marc Lessard, parceiros em inúmeros espetáculos do Cirque du Soleil, como “Totem” (2010), “Joyà” (2014), “Toruk” (2015) e “Paramore” (2016).

“A Tempestade” e o universo de Shakespeare renderam ideias para a confecção de parte dos figurinos, assinado por Mérédith Caron. A artista utilizou o renascentismo italiano e o Teatro Elisabetano (do qual Shakespeare é considerado um dos maiores nomes) como principais referências e misturou de maneira contemporânea aos padrões estéticos do Oriente e da Escandinávia. Somada às ideias principais, Caron aplicou as características da ilha de Amaluna, como referências à animais e fadas. Para destacar a banda, a figurinista se inspirou em Roy Orbison e Tim Burton, com a intenção de transformar as meninas em uma espécie de versão rock do Village People. São mais de 130 figurinos, compostos por mais de 1000 itens diferentes. Para se ter uma ideia do trabalho da construção de cada um, apenas o vestido branco do “Peacock Dance” (primeira foto da galeria) possui mais de 6.500 cristais Swarovski.

(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

“Amaluna” é formado por doze números rotativos, ou seja, dependendo do país em que o espectador assiste o espetáculo, uma ou outra cena pode ser substituída. No Brasil, os momentos mais impressionantes são “Uneven Bars”, apresentado apenas por mulheres, e “Teeterboard”, criado apenas pelos meninos. “Vocal Aerial Hoop” (com Marie-Michelle Faber, intérprete da Moon Goddess), “Water Bowl” (com Anudari Ganbat, a princesa Miranda) e “Chinese Pole” (com Evgeny Kurkin, intérprete de Romeo) se destacam como os números mais emocionantes.

No elenco, dezenas de artistas de diversas nacionalidades ilustram a ideia de união do Cirque du Soleil, incluindo a brasileira. Gabriel Christo (um dos jovens que chegam à ilha na tempestade causada por Prospera) e Gabriela Argento (clown responsável pelos números cômicos ao lado do americano Mark Gindick) representam o país de maneira brilhante. Amanda Zidow (Prospera e a principal cantora da banda de “Amaluna”) e David Rimmer (Cali) completam o elenco principal. Além de Amanda (voz e violoncelo), a banda é formada por Rachael Wood (band leader), Rose-Ana Laguana (guitarra), Rachael Walker (guitarra), Didi Negron (bateria), Mireille Marchal (percussão) e Casandra Faulconer (baixo).

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(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

“Amaluna” está em cartaz na tenda do Cirque du Soleil no Parque Villa Lobos (Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2001 – Alto de Pinheiros), em São Paulo, terças (21h), quartas (21h), quintas (17h30 e 21h), sextas (17h30 e 21h), sábados (17h30 e 21h) e domingos (16h e 19h30). Os ingressos custam de R$125,00 (meia) a R$700,00 (inteira) e podem ser encontrados através do site oficial da Tudus. O espetáculo tem duração de 2h20, incluindo um intervalo de 20 minutos. A classificação é livre, mas menores de 12 anos só entram acompanhados dos pais ou responsáveis. Até 17 de dezembro. Estrela1 Estrela1 Estrela1

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