Clássicos do gênero estão reunidos no musical “A Era do Rock”

(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

Com direção geral de Léo Rommano, coreografias de Thiago Jansen e direção musical de Paulo Nogueira, “A Era do Rock” chega ao palco do Teatro Porto Seguro, em São Paulo, embalada por canções do classic rock, do glam metal e do heavy metal dos anos 80, como “I Wanna Rock” (Twisted Sister), “I Want to Know What Love Is” (Foreigner) e “Don’t Stop Believin'” (Journey). Versão do musical “Rock of Ages”, o espetáculo desembarca no Brasil cerca de 12 anos após sua estreia mundial e 8 anos após sua chegada à Broadway. Em Nova York, o show se encerrou no início de 2015, após cerca de 2.300 apresentações.

Contrariando a vontade de seus pais, Sherrie Christian (Thuany Parente) se muda de cidade em busca da realização de se tornar atriz. Em Hollywood, a jovem conhece Drew Boley (Diego Montez), um aspirante a roqueiro que trabalha como garçom no lendário The Bourbon Room. Para tentar manter seu estabelecimento aberto em meio a revitalização da Sunset Boulevard, Dennis Dupree (Rodrigo Miallaret) planeja a última apresentação do vocalista Stacee Jaxx (Ricardo Marques) à frente da banda Arsenal. Um movimento popular contra a censura política em relação ao rock nasce em defesa do gênero musical.

(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

Grande destaque do espetáculo, Gabriel Bellas interpreta Lonny, gerente do Bourbon Room e uma espécie de mestre de cerimônias de “A Era do Rock”. Divertido e natural, o artista conversa com a plateia em diversos momentos e garante que o espectador se mantenha sempre atento à história.

Apesar da falta de sintonia do casal – o público não compra e muito menos torce pela relação dos protagonistas -, Thuany Parente e Diego Montez conquistam a plateia por outros motivos. Ela – a única que se destaca positivamente com a caracterização de sua personagem – encanta por seu carisma, beleza e afinação. Ele, pela grande responsabilidade em segurar algumas das difíceis notas cantadas pelos mais brilhantes artistas de rock no mundo.

Shirley Oliveira, intérprete da personagem Justice Charlier, dona da casa de striptease Venus Club, é a única artista do elenco que se pode comparar com alguma das talentosas estrelas que fizeram parte do filme lançado em 2012. No longa-metragem, Justice é vivida pela cantora Mary J. Blige.

(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

Embora o filme tenha sido um fracasso de bilheteria (custou US$80 milhões e ganhou cerca de US$50 milhões), a produção conseguiu reunir um time de primeira, que acabou complicando a vida dos produtores de elenco do espetáculo teatral, afinal, na memória emotiva do espectador, a imagem que vem à mente quando pensamos em Stacee Jaxx, por exemplo, é a de Tom Cruise, especialmente convincente no papel do astro. Curiosamente, o personagem que mais se destaca em “A Era do Rock” é o que menos se sobressai no filme. Lonny é interpretado no longa-metragem por Russell Brand. Ver qualquer versão de “Rock of Ages” – e não apenas a brasileira – é, de certa forma, decepcionante. Algo próximo à assistir um revival de “Dreamgirls”, após o filme estrelado por Beyoncé, Eddie Murphy, Jamie Foxx e Jennifer Hudson.

Com tradução assinada por Ricardo Marques, a história segue à risca o musical da Broadway, sem as adaptações criadas para melhorar o roteiro para o longa-metragem. O cenário simples, mas funcional, é assinado por Márcia Pires. Os figurinos de Márcio Vinícius são visivelmente desconfortáveis e parecem não caber perfeitamente em nenhum dos artistas. Criado por Guilherme Nutti, o visagismo é exagerado e beira o mau gosto. Embora baseada na descolada moda dos anos 80, a produção parece ter sido feita às pressas, bem diferente da cuidadosa caracterização criada para o material fotográfico de divulgação. O elenco é acompanhado pela excelente banda formada por Cauê Brisolla (guitarra), Lucas Vianna (guitarra), Douglas Freitas (bateria), Renato Leite (baixo) e Rodrigo Hyppolito (teclado e regência).

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(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

“A Era do Rock” está em cartaz no Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos), em São Paulo, às sextas (21h), sábados (17h e 21h) e domingos (18h). Os ingressos custam de R$30 (meia) a R$120 (inteira) e podem ser encontrados no site oficial do Ingresso Rápido. O espetáculo tem classificação indicativa para maiores de 12 anos e duração de 140 minutos, incluindo um intervalo de 15 minutos. Até 30 de julho. Estrela1