Claudia Raia protagoniza versão inédita de musical “Cantando na Chuva”

(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

Gene Kelly cantarola enquanto caminha pela calçada. Em determinado momento, fecha o guarda-chuva, sem se preocupar em se molhar. Instintivamente, se pendura em um poste com os braços esticados e as pernas cruzadas. Cumprimenta as pessoas na rua, gira o guarda-chuva e sapateia na calçada, enquanto canta que está feliz outra vez. Mais sapateado. Rodopios, brincadeiras com o guarda-chuva e com a água, incluindo passos de dança na sarjeta, completam a sequência, interrompida pela presença de um policial. Antes de presentear um transeunte com seu guarda-chuva, cantarola que está cantando e dançando na chuva.

“Cantando na Chuva” (“Singin’ in the Rain”) estreou nas principais salas de cinema em 1952. Embora tenha alcançado um sucesso apenas razoável à época (o longa metragem lucrou cerca de US$10 milhões, um valor irrisório para a gigantesca indústria cinematográfica americana), o musical ocupa importantes colocações nas mais relevantes seleções sobre a história do cinema, além de conquistar o coração do público e permanecer na memória afetiva de milhares de pessoas até hoje. Com pouco mais de quatro minutos de duração, a cena descrita acima se tornou a principal referência do cinema musical no mundo.

(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

Obviamente, o número carrega o título de maior atrativo do espetáculo “Cantando na Chuva”, em cartaz no Teatro Santander, em São Paulo. Baseado no longa metragem, o musical é protagonizado por Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello, ao lado dos talentosos Bruna Guerin e Reiner Tenente. Don Lockwood (papel de Jarbas) e Lina Lamont (interpretada brilhantemente por Claudia) são estrelas do cinema mudo que se veem obrigados a adaptar suas produções com a chegada do cinema falado. Para superar as dificuldades, os artistas contam com o auxílio de Cosmo Brown (papel de Reiner) e de Kathy Selden (interpretada pela impecável Bruna Guerin).

Com direção de Fred Hanson e versão de Victor Mühlethaler e Mariana Elisabetsky, “Cantando na Chuva” surpreende positivamente pela atenção aos detalhes. São mais de 60 microfones na cabeça e nos pés do elenco para captar a voz dos atores e o som do sapateado; 360 figurinos assinados por Fábio Namatame, que desenvolveu peças à prova d’água para os números com chuva; e mais de 8 mil litros de água para produzir o efeito mais esperado do espetáculo. O Teatro Santander foi adaptado para receber um sistema de filtragem de água – o líquido é reutilizado a cada nova sessão – e outro de aquecimento, que mantém a temperatura da água em 29°.

“Cantando na Chuva” não decepciona e o número principal chega à arrepiar o público. Jarbas Homem de Mello beira a perfeição no papel do protagonista imortalizado por Gene Kelly, enquanto Claudia Raia provoca a plateia com sua personagem cômica e extremamente bem executada vocalmente e corporalmente. Bruna Guerin e Reiner Tenente parecem terem nascido para os papéis que interpretam e alcançam a mesma perfeição executadas no filme pelos sensacionais e inesquecíveis Debbie Reynolds e Donald O’Connor. Os artistas são apoiados por exímios cantores e bailarinos que completam o surpreendente elenco formado por cerca de 30 profissionais.

>> Claudia Raia estrela icônico musical “Cantando na Chuva”

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(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

“Cantando na Chuva” está em cartaz no Teatro Santander (Av. Juscelino Kubitschek, 2.041 – Itaim Bibi), em São Paulo. Quintas (21h), sextas (21h), sábados (17h e 21h) e domingos (16h e 20h). Os ingressos custam de R$25,00 (meia) a R$260,00 (inteira) e podem ser encontrados no site oficial do Ingresso Rápido. O musical tem classificação indicativa livre (menores de 12 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis) e duração de 2h30, incluindo um intervalo de 15 minutos. Até 26 de novembro. Estrela1 Estrela1 Estrela1