Com figurinos originais, musical reconta história de Hebe Camargo

(Foto: Caio Galucci)

Após uma famigerada temporada durante o último trimestre do ano passado, “Hebe – O Musical” retorna ao Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. Com direção de Miguel Falabella, o espetáculo conta a história da cantora e apresentadora Hebe Camargo, desde o nascimento até a morte. O texto é adaptado por Artur Xexéo, responsável por “Hebe – A Biografia”, lançada em julho de 2017. Tanto o musical, quanto o livro fazem parte da plataforma “Hebe Forever”, criada para homenagear a artista com diversos eventos, programados para alcançar um grande número de cidades brasileiras.

Considerada uma das maiores estrelas da televisão brasileira, Hebe nasceu na cidade de Taubaté em 1929. Aos 13 anos, começou a participar como cantora de programas de calouros para complementar a renda da família, que passava por dificuldades financeiras. Em pouco tempo, a artista chegou às boates, ao rádio e aos estúdios de gravação de discos. Seu carisma e sua determinação levaram Hebe à televisão, onde ficou até o fim de sua vida, em 2012. A apresentadora faleceu após uma parada cardiorrespiratória, decorrente de câncer no peritônio, aos 83 anos. Entre mansões, carros e jóias, Hebe Camargo deixou uma fortuna avaliada em US$180 milhões, cerca de R$600 milhões, marca que a torna uma das mais ricas estrelas de televisão da América Latina.

(Foto: Caio Galucci)

Débora Reis (de “Cazas de Cazuza”) conquista o público pela semelhança com a apresentadora. A vitalidade com que apresentava seu programa, os revoltados discursos políticos e as badaladas festas mostram Hebe exatamente da maneira que o telespectador a conhecia. Reis peca apenas em momentos dramáticos, quando atua como se a apresentadora fosse um personagem extravagante inclusive em seus términos de relacionamento, por exemplo. Renata Ricci (de “Como Vencer Na Vida Sem Fazer Força”) e Renata Brás (de “In The Heights”) se destacam ao interpretar Lolita Rodrigues e Nair Bello, respectivamente. Apesar de não estarem em sincronia (uma parece envelhecer muito antes da outra), emocionam a plateia ao relembrar figuras icônicas da televisão e grandes amigas da protagonista.

A caracterização do elenco durante o primeiro ato conta com cenários, figurinos e maquiagem em tons que remetem ao início da televisão, quando não era colorida. Ideia original de Miguel Falabella e produzida pelo visagista Anderson Bueno, o efeito causa um impacto impressionante, mas perde a força ao entregar detalhes que não passam despercebidos aos olhos do público, como as nucas dos artistas que, por não estarem maquiadas, parecem holofotes de luz em meio à produção preta e branca. Grande destaque de “Hebe – O Musical”, o figurino é formado quase totalmente por peças originais da apresentadora. Apenas o vestido vermelho usado durante a abertura do espetáculo (primeira foto da matéria) e o longo de renda (última foto da matéria) são réplicas. O icônico vestido branco usado por Hebe Camargo no show “Elas Cantam Roberto Carlos” (2009), foi recriado por Martha Medeiros, estilista do figurino original.

(Foto: Caio Galucci)

“Hebe – O Musical” está em cartaz no Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823 – Cerqueira César), em São Paulo, quintas (21h), sextas (21h), sábados (17h e 21h) e domingos (18h). As entradas custam de R$65 (meia) a R$190 (inteira) e podem ser encontradas através do site oficial Ingresso Rápido. O musical tem duração de 140 minutos, incluindo um intervalo de 20 minutos, e classificação indicativa para maiores de 12 anos. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. Até 01 de abril. Estrela1 Estrela1 Estrela1

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