Djavan recebe Gal Costa no show “Vidas Pra Contar”

(Foto: Filipe Vicente / Setor VIP)

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Djavan subiu ao palco do Espaço das Américas, em São Paulo, para apresentar a turnê “Vidas Pra Contar”, no último sábado (15). O público, formado por pessoas de todas as idades, lotou a casa de shows e ovacionou o artista alagoano, considerado um dos compositores mais competentes do Brasil. “Boa noite! Prometo à vocês que não vou dizer pela milésima vez o quanto a cidade de São Paulo é importante na minha carreira. Foi aqui que eu comecei, no Festival Abertura, no Theatro Municipal. Não vou dizer isso”, brinca em relação ao concurso que participou em 1975. “Na verdade, quero dizer que esse show é dedicado ao amor não correspondido. Quem veio com a intenção de consagrar o amor eterno, está no lugar certo! Obrigado por terem vindo!”, se empolga depois das canções “Se Não Vira Jazz”, “Miragem” e antes do grande sucesso “Te Devoro”.

“Me Leve”, “Outono” e “Alívio” antecedem a nova “Não é Um Bolero” e a bonita “Linha do Equador”. “Compositores ao redor do mundo sempre fizeram canções para consagrar o amor eterno. Eu também fiz algumas”, conta antes de afirmar que escreveu “Encontrar-Te” com o mesmo intuito. “Quando estava compondo esse disco, senti vontade de trazer o Nordeste de volta para o meu cotidiano. Resolvi falar da fraternidade do povo nordestino, da religiosidade, do sofrimento, do folclore, da beleza das moças e dos rapazes e fiz ‘Vida Nordestina'”, afirma antes de ouvir um “te amo” vindo da plateia. “Eu amo você e a todos”, responde bem humorado. Depois de “Açaí”, Djavan conta que a próxima canção foi composta com exclusividade para Gal Costa. “Fiquei apaixonado desde a primeira vez que eu ouvi sua voz”, confessa chamando a cantora ao palco para o dueto de “Nuvem Negra”. “Nunca cantei essa música em público”, completa. “Eu sei a letra, mas pedi para colocarem porque às vezes dá branco”, explica Gal. “A gente vem ao show de um amigo e de repente ele chama você para cantar…”, brinca antes de declarar que o ama sob uma forte chuva de aplausos.

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“Pétala” e “Oceano” antecedem “Vidas Pra Contar”, música que nomeia o mais recente disco e o atual espetáculo. O cenário do show aparece aos poucos, conforme a passagem dos principais números musicais. Cabos são erguidos do chão como se formassem cordas de guitarras e de violões, instrumentos comuns na trajetória artística de Djavan. Em determinado momento, o fundo do palco revela um livro, que se abre lentamente e traz em suas páginas algumas das famosas frases compostas pelo artista. Quando o livro se fecha, se transforma em algo próximo a um telão, que recebe projeções abstratas que enfeitam o espaço delicadamente. Suzane Queiroz, responsável pela cenografia de “Vidas Pra Contar”, trabalhou com Djavan em turnês anteriores como “Ária” e “Rua dos Amores”.

“Sempre falei em entrevistas sobre a relação com a minha mãe, sobretudo a relação musical”, conta. “Minha mãe descobriu comigo muito jovem, que eu tinha vocação para música e dizia ‘meu filho, você tem uma voz muito bonitinha, quem sabe um dia você vai ser um cantor?'”, diz arrancando aplausos da plateia. “Ela me mostrou os artistas que gostava e foi a responsável pelo meu encontro com a música”, afirma. “Fiz uma canção para homenagear essa história e chama-se ‘Dona do Horizonte'”, finaliza antes de números como “Flor de Lis”, “Fato Consumado” e a recente “Só Pra Ser o Sol”. Usando uma calça discretamente estampada, muito próxima a um pijama, combinada ao paletó com ares de antiguidade, Djavan parece confortável e seguro ao interpretar novas e antigas canções, sem deixar de lado os improvisos jazzísticos que, somados ao seu sotaque, caracterizam sua criativa e extensa carreira musical, que incluem as canções “Acelerou”, “Lilás” e “Boa Noite”, números que anunciam o final do espetáculo. Antes de se despedir definitivamente do público paulista, o cantor retorna ao palco para interpretar a bonita “Um Amor Puro” e as famosas “Azul” e “Sina”.

(Foto: Filipe Vicente / Setor VIP)

(Foto: Filipe Vicente / Setor VIP)

Em “Vidas Pra Contar”, Djavan é acompanhado pelos músicos Carlos Bala (bateria), Marcelo Mariano (baixo), João Castilho (guitarras e violões), Jessé Sadoc (flügelhorn e trompete), Marcelo Martins (flauta e saxofone) e Paulo Calasans (piano e teclados). Depois de passar por Bangu, no Rio de Janeiro (29/10), o cantor segue para Lisboa (04/11), Porto (06/11) e Estoril (07/11), em Portugal. No fim do ano, o artista retorna ao Rio de Janeiro com uma única apresentação em Olaria (10/12). Mais informações, acesse o site oficial de Djavan.