Drama familiar e insanidade mental conduzem sobrenatural “Hereditário”

(Foto: Divulgação)

Livremente inspirado em produções como “O Bebê de Rosemary” (1968), de Roman Polanski; “Gritos e Sussurros” (1972), de Ingmar Bergman; e “Carrie, a Estranha” (1976), de Brian De Palma; “Hereditário” acompanha a ruptura da família Graham. Após a morte de sua mãe, Annie entra para um grupo de suporte às pessoas que perderam entes queridos. Na reunião, revela que seus familiares sofriam de variadas desordens mentais, o que resultou na morte de todos, incluindo a matriarca, que possuía uma ligação incomum com sua filha, Charlie. Quando a infelicidade toma conta da casa, sua existência pacífica é dilacerada, obrigando Annie a explorar métodos sombrios na intenção de escapar do infeliz destino que herdaram.

Grande mérito do longa metragem, o elenco protagonista é formado por Toni Collette (de “O Sexto Sentido”), Alez Wolff (de “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”), Gabriel Byrne (de “Stigmata”) e Milly Shapiro, que estreia nos cinemas como a personagem Charlie. Os quatro atores são responsáveis por tornarem a história crível, tamanha a entrega em suas atuações, independente das situações absurdas que um filme de terror propõe aos seus intérpretes.

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“Hereditário” não acrescenta nada ao espectador indiferente ao gênero, sendo apenas um filme de entretenimento de gosto bastante duvidoso. Em contrapartida, o longa metragem tem conquistado os admiradores de obras sobrenaturais e extremamente violentas, mesmo que não apresente notável criatividade em seu roteiro ou produção. No entanto, alguns pontos recorrentes em filmes de terror se repetem de maneira admirável, como os cenários (sempre há uma estrada escura, uma casa no meio da floresta formada por cômodos não convidativos) e a sonoplastia (geralmente os personagens possuem alguma característica sonora e caminham marcando passos acompanhados de uma música crescente).

Apesar do burburinho, “Hereditário” rendeu cerca de US$60 milhões em seu primeiro mês de exibição pelo mundo, pouco se comparado ao recente “It”, filme de mesmo gênero que ultrapassou US$700 milhões em bilheteria no ano passado.

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“Hereditário” está em cartaz na Caixa Belas Artes (Rua da Consolação, 2.423 – Consolação), em São Paulo, todos os dias às 20h30 com sessão extra aos sábados às 23h00. Os ingressos custam de R$9,00 (meia) a R$30,00 (inteira) e podem ser encontrados através do site oficial da Caixa Belas Artes. “Hereditário” tem duração de 02h07 e classificação indicativa para maiores de 16 anos. Em cartaz por tempo indeterminado, consulte a programação.