Ed Sheeran emociona paulistas com show da turnê “Divide”

(Foto: Celso Tavares)

Pontualmente às 20h, Ed Sheeran sobe ao palco do Allianz Parque, em São Paulo, para dar início ao show “Divide”. “É maravilhoso estar de volta em um lugar tão bonito! Obrigado por terem vindo!”, agradece ao cumprimentar o público formado, em parte, por um surpreendente número de crianças. “Vou cantar algumas palavras e se vocês não entenderem o que estou falando, finjam que sabem”, brinca antes de dizer que, apesar do show acontecer em um final de semana, espera que a plateia cante até ficar sem voz, como se fosse uma sexta-feira.

E cantou. Mais de 40 mil pessoas lotaram o estádio no último domingo (28), cena que pôde ser vista em todas as cidades brasileiras que Ed Sheeran se apresentou com a recente turnê, bem diferente de sua primeira passagem pelo país, em 2015. Na ocasião, o artista se apresentou para cerca de 20 mil pessoas divididas em três apresentações, menos da metade de espectadores do espetáculo na capital paulista. “Eu amo o Brasil”, confessou timidamente em determinado momento do show, protegido atrás de um de seus violões.

(Foto: Celso Tavares)

Com repertório baseado principalmente em seu mais recente disco, “÷” (se pronuncia como o nome do espetáculo), a terceira turnê de Ed Sheeran conta com as canções “Castle on the Hill”, “Eraser”, “New Man”, “Dive”, “Happier”, “Galway Girl”, “Perfect”, “Nancy Mulligan” e “Shape of You”, todas gravadas no álbum lançado no início do ano. De seu primeiro trabalho, “+” (se pronuncia “plus”, 2011), foram lembradas apenas as faixas mais populares, como “The A Team”, “Give Me Love” e “You Need Me, I Don’t Need You”.

“Don’t”, “Bloodstream”, “I See Fire” e “Sing”, do disco “x” (se pronuncia “multiply”, 2014), completam o coeso repertório que destaca os sucessos “Photograph” e “Thinking Out Loud”, do mesmo álbum. As canções somam quase dois bilhões de acessos no canal oficial do cantor no YouTube. “Feeling Good”, faixa do musical “The Roar of the Greasepaint” (1964), conhecida pela geração atual pelas versões de Michael Bublé ou da banda Muse, e pela anterior pela interpretação de Nina Simone, é a única canção do espetáculo não composta por Sheeran.

Seguindo o conceito de nomes baseados em operações matemáticas, o próximo disco provavelmente se chamará “-” (a ideia do cantor é que se chame “subtract”, embora o sinal possa ser chamado de “minus”). O álbum, que inicialmente será um trabalho acústico, deverá ser lançado apenas em 2020.

(Foto: Celso Tavares)

“Fizeram muito barulho na Argentina quando cantei essa canção. Vocês conseguem cantar mais alto que eles?”, questiona em determinado momento ao público que, antes mesmo da música começar, fez tanto barulho que deixou Ed Sheeran graciosamente desconcertado. “É muito legal vir de tão longe e cantar para uma plateia tão grande, que sabe todas as letras”, confessa abrindo o sorriso fácil, carimbado em seu rosto por quase todo o espetáculo.

Sozinho no palco, o britânico grava as batidas e as vozes de fundo de cada número durante as canções que executa. Através de um equipamento que comanda com os pés, Sheeran deixa os apoios em repetição para poder se dedicar à voz principal e ao inseparável violão, que só sai de cena para a colorida guitarra usada durante “Thinking Out Loud”. Os instrumentos são todos estilizados com sinais de divisão no tampo, no capotraste, no braço e na cabeça, seguindo inclusive a tonalidade da capa do recente disco.

Simples, porém grandioso, o cenário é formado por dez gigantescos telões de alta qualidade, que transmitem imagens ao vivo do show, captadas por dezenas de câmeras espalhadas pelo espaço. As reproduções se fundem com projeções responsáveis pela aparência singular de cada número. Uma hora e meia após o início do espetáculo, Ed Sheeran retorna ao palco vestindo uma camiseta do Brasil para se despedir do público paulista.

(Foto: Celso Tavares)

Em turnê pelo Brasil, o cantor britânico passou por Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. A última apresentação do artista no país será em Belo Horizonte, na próxima terça-feira (30), na Esplanada do Mineirão. Os ingressos custam de R$260 (pista) a R$560 (pista premium) e podem ser encontrados no site oficial da Livepass. Não há mais meia-entrada.

A turnê “Divide” continua pela América do Sul com apresentações na Colômbia, Porto Rico, Costa Rica e México. O artista segue para a Europa, América do Norte, Asia e Oceania, com shows marcados até abril de 2018. Para informações sobre datas, horários e ingressos, acesse o site oficial de Ed Sheeran. Imperdível.