Efeitos e canções conquistam público em “Aladdin” em Londres

(Foto: Divulgação)

Não são apenas os viciados nos clássicos da Walt Disney Studios que sabem cantarolar músicas como “A Whole New World” ou “Friend Like Me”. As melodias vivem no subconsciente dos espectadores há 25 anos. Desde junho de 2016, as canções são executadas todas as noites durante o musical “Aladdin”, em cartaz no Prince Edward Theatre, localizado no West End de Londres. Com direção de Casey Nicholaw (de “Something Rotten!”, entre outros), o espetáculo baseado na animação traz Matthew Croke como Aladdin, Trevor Dion Nicholas no papel do Gênio, e Jade Ewen como Jasmine.

Lançado em 1992, “Aladdin” arrecadou mais de US$500 milhões, se tornando o filme de maior sucesso daquele ano. A parceria dos diretores John Musker e Ron Clemente havia tido início em “A Pequena Sereia” (1989) e, após o sucesso de “Aladdin”, se repetiu nas animações “Hércules” (1997), “A Princesa e o Sapo” (2009) e “Moana” (2016). O longa-metragem concorreu a dezenas de troféus nas principais premiações do mundo como Oscar, Golden Globes e Grammy. A maioria das categorias vencedoras foram diretamente relacionadas à inesquecível trilha-sonora criada por Alan Menken, responsável pelas canções de animações como “A Bela e a Fera” (1991), “Pocahontas” (1995), “O Corcunda de Notra Dame” (1996) e “Enrolados” (2011); em parceria com Tim Rice que, entre muitos outros enormes sucessos, é o responsável pelas composições de “O Rei Leão” (1994) com Elton John.

Anunciada em novembro de 2010, a adaptação do musical estreou oficialmente em março de 2014, no New Amsterdam Theatre, na Broadway, com Adam Jacobs e Courtney Reed nos papéis de Aladdin e Jasmine, James Monroe Iglehart como Gênio, e Jonathan Freeman, dublador original do vilão na animação, como Jafar. O espetáculo concorreu a cinco prêmios Tony e Monroe Iglehart venceu como Melhor Ator Coadjuvante. “Aladdin” se tornou um nome tão forte da Walt Disney Studios, que voltará às telas de cinema em um live-action dirigido por Guy Ritchie, ainda sem previsão de lançamento.

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Entre os mais de trinta profissionais do elenco, Matthew Croke conquista a plateia com sua interpretação simples e seu carisma extremamente natural. O artista substitui Dean John-Wilson, o primeiro escolhido para dar vida ao protagonista na versão inglesa do musical. Croke só divide aplausos quando está em cena com Trevor Dion Nicholas, intérprete do apaixonante Gênio. O americano faz sua estreia nos palcos do West End após uma parceria entre a American Equity e a UK Equity, uma espécie de apoio igualitário entre artistas de diferentes nacionalidades.

Único papel feminino de destaque – não significa que o coro de mulheres seja algo diferente de sensacional -, Jade Ewen encanta o público como a bela e cheia de atitude Jasmine. Em cena, Daniel de Bourg interpreta Kassim, um dos três fiéis escudeiros de Aladdin, papéis criados exclusivamente para o musical. O artista recebe todos os olhares por sua desenvoltura como cantor e dançarino. Kassim, Omar e Babkak não são as únicas novidades do espetáculo. No musical, Abu e Rajah não existem e Iago não é um papagaio; o narrador do início da peça é substituído pelo Gênio; e uma série de cenas de Jafar são diferentes do original, principalmente em seus minutos finais. Em determinados momentos, Aladdin relembra de sua mãe e interpreta a bonita “Proud of Your Boy”. O musical conta com outras canções inéditas como “These Palace Walls” e “A Million Miles Away”.

Com deslumbrante cenário de Bob Crowley (“Mary Poppins”) e inesquecíveis figurinos assinados por Gregg Barnes (“Kiknky Boots”), “Aladdin” completa o sucesso com centenas de efeitos que encantam crianças e adultos. A simplicidade da obra torna tudo maior e ainda mais mágico. É o caso do belíssimo voo do tapete durante a canção “A Whole New World”, o ápice do musical. Inclua na lista as sensacionais trocas de roupa de Jafar, minutos antes do fim do espetáculo. Os efeitos especiais foram criados por Jim Steinmeyer, parceiro do ilusionista David Copperfield.

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“Aladdin” está em cartaz no Prince Edward Theatre (Old Compton St. – Soho), em Londres, de segunda a sábado às 19h30. Há sessões extras as quintas e aos sábados às 14h30. Os ingressos custam de £42,25 a £99,75 e podem ser encontrados através do site oficial da Delfont Mackintosh Theatres. As entradas estão sendo vendidas até 03 de fevereiro de 2018. “Aladdin” ficará em cartaz por tempo indeterminado. Não são autorizadas a entrada de crianças menores de 03 anos. O espetáculo é recomendado para maiores de 06 anos e menores de 16 devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis. “Aladdin” tem duração de 2h30, incluindo um intervalo de 20 minutos. Há efeitos de iluminação e pirotecnia e cerca de oito segundos de blackout total em cerce de 45 minutos de show. Vale cada centavo! Estrela1 Estrela1 Estrela1 Estrela1 Estrela1