[ESPECIAL NOVA YORK] “Waitress” tem canções compostas por Sara Bareilles

(Foto: Reprodução Internet)

Desde abril de 2016, o Brooks Atkinson Theatre, em Nova York, recebe o espetáculo “Waitress”, primeiro musical da Broadway com uma equipe criativa formada apenas por mulheres. Composta por Sara Bareilles, a montagem concorreu a inúmeros prêmios, incluindo o Tony de Melhor Musical e o Grammy de Melhor Álbum de Teatro Musical. Baseado no longa-metragem homônimo escrito por Adrienne Shelly, “Waitress” se tornou popular principalmente pela participação de artistas conhecidos, como Al Roker (atualmente como Joe), Jason Mraz e Katharine McPhee.

Jenna (Nicolette Robinson) é garçonete no restaurante Joe’s Pie Diner. Vivendo um relacionamento abusivo, a moça descobre uma gravidez indesejada, resultado de uma repentina noite com seu marido Earl (Ben Thompson). Enquanto trabalha para guardar parte de seu salário e conseguir sair da casa que divide com o rapaz, a jovem inicia um caso extraconjugal com o ginecologista Jim Pomatter (Drew Gehling). Encorajada por suas amigas e colegas de trabalho Becky (NaTasha Yvette Williams) e Dawn (Katie Lowes), Jenna decide participar de um concurso de tortas, cujo prêmio em dinheiro possibilitará sua liberdade e a criação de sua filha Lulu (na sessão assistida pelo Setor VIP em 14 de setembro, interpretada por London Skye Gilliam).

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“Waitress” discute inúmeros assuntos atuais como trabalho, relacionamentos, violência doméstica, traição e feminismo. Todos aplicados de maneira relativamente discreta, prezando a diversão e o entretenimento, principal proposta do espetáculo. Somado à discussão, está o fato de que Nicolette Robinson é a primeira protagonista negra de “Waitress”, característica que não passa despercebida durante um trabalho que incentiva o respeito ao próximo. A artista constrói incontáveis grandes momentos durante o musical, mas se destaca durante a execução da canção “She Used to Be Mine”. Ao lado da intérprete, NaTasha Yvette Williams e Katie Lowes conquistam o público com interpretações marcantes em números como “The Negative” e “A Soft Place to Land”.

Além de dar água na boca (há vitrines repletas de tortas em ambas as laterais do palco e a personagem principal assa inúmeras durante o espetáculo), a cenografia de Scott Pask é dinâmica, com entradas e saídas de objetos cênicos que remetem à correria do trabalho dos garçons. O artista acerta na utilização de projeções em segundo plano, como complemento de cenários físicos e realistas. O figurino de Suttirat Anne Larlarb é gracioso e colorido, o que colabora com a movimentação cênica criada por Lorin Latarro. A direção é assinada por Diane Paulus, responsável pela adaptação de “Finding Neverland” para a Broadway, pelo revival de “Pippin”, entre outros.

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“Waitress” está em cartaz no Brooks Atkinson Theatre (47th St. – Manhattan), em Nova York, às terças (19h), quartas (14h), quintas (19h), sextas (20h), sábados (14h e 20h) e domingos (14h e 19h). As entradas custam de US$79 a US$299 e podem ser compradas através do site oficial da Ticketmaster. “Waitress” tem classificação indicativa para maiores de 12 anos e duração de 2h30, incluindo um intervalo de 15 minutos. Inicialmente até 01 de setembro de 2019. Estrela1 Estrela1 Estrela1 Estrela1