Espetáculo protagonizado por Amanda Acosta reverencia Bibi Ferreira

(Foto: Guga Melgar)

Filha de Procópio Ferreira com a bailarina espanhola Aída Izquierdo, Bibi Ferreira se tornou uma das principais artistas do Brasil, especialmente por sua admirável contribuição às artes cênicas. São 95 anos de idade e quase 80 anos de carreira. Pelo menos oito décadas são revisitadas em “Bibi – Uma Vida em Musical”, espetáculo biográfico que recorda importantes momentos da trajetória pessoal e profissional da estrela: do nascimento à Broadway.

Amanda Acosta interpreta Bibi Ferreira. Durante quase três horas de espetáculo, números específicos revelam particularidades comuns na carreira das artistas. Assim como a homenageada, Amanda Acosta trabalha desde cedo, quando assumiu a liderança do grupo-fenômeno Trem da Alegria, em meados dos anos 80. A cantora se dedicou às artes cênicas conquistando papéis de destaque em diversas produções de teatro musical, incluindo a protagonista de “My Fair Lady”, icônico personagem da carreira de Bibi Ferreira.

Ambas superaram quaisquer trabalhos anteriores ao interpretar Eliza Doolittle. Bibi Ferreira subiu ao palco ao lado de Paulo Autran, em 1962. Amanda Acosta subiu ao palco ao lado de Daniel Boaventura, em 2007. “Bibi – Uma Vida em Musical” promove o encontro das personagens separadas por 45 anos em um dos momentos mais emocionantes do espetáculo, evidenciando outro ponto em comum entre as grandes artistas: o talento.

(Foto: Guga Melgar)

Cenas exageradamente compridas e com situações explicadas de maneira excessiva, piadas que perdem a graça por serem repetitivas ou demoradas demais, frases cafonas de devoção ao teatro e uma forçada homenagem à Tônia Carrero são os principais pontos que tornam o espetáculo desnecessariamente longo. No entanto, o texto de Artur Xexéo e Luanna Guimarães se torna uma interessante enciclopédia ao recordar rapidamente importantes momentos e personalidades como Cacilda Becker, Maria Della Costa, Eva Todor, a TV Excelsior, Ferreira Gullar, a Ditadura Militar, o Festival Internacional da Canção de 1968, “Gota d’Água” e muito mais.

Tanto a direção geral de Tadeu Aguiar, quanto a direção musical de Tony Lucchesi são excelentes. O desenho de luz de Rogerio Wiltgen auxilia a bonita cenografia assinada por Natalia Lana. No contexto geral, os figurinos de Ney Madeira e Dani Vidal se destacam de maneira positiva, com exceção das calças boca de sino com detalhes geométricos que, além de combinarem com a estampa de um dos vestidos de Bibi, ficam em cena mais tempo do que deveriam.

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(Foto: Guga Melgar)

“Bibi – Uma Vida em Musical” está em cartaz no Teatro Bradesco (Rua Palestra Itália, 500 – Perdizes) em São Paulo, quintas (20h30), sextas (21h), sábados (17h e 21h) e domingos (18h). As entradas custam de R$37,50 (meia) a R$150,00 (inteira) e podem ser adquiridas através do site oficial do Uhuu. O espetáculo tem classificação indicativa recomendada para maiores de 10 anos e duração de 165 minutos, incluindo um intervalo de 15 minutos. Até 01 de julho. Estrela1 Estrela1 Estrela1