EXCLUSIVO: Will Arnett, Megan Fox e curiosidades de “As Tartarugas Ninja”

Foto: Divulgação

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São muitos os motivos que o farão espantar-se com o longa-metragem “As Tartarugas Ninja” (2014). Dirigido por Jonathan Liebesman (de “Fúria de Titãs 2”) e com roteiro de Josh Appelbaum e André Nemec (ambos de “Missão Impossível – Protocolo Fantasma”), a aventura retoma a essência agressiva da história por meio de uma série de cenas de ação, mas sem perder o humor característico dos personagens. Apesar do forte apelo infantil, a classificação indicativa do filme é para maiores de 12 anos. Além da violência, as piadas voltadas ao público mais velho e as dezenas de referências tornam a produção muito mais rica e interessante para os adultos.

São necessários 20 minutos para o encontro com Raphael, Donatello, Michelangelo e Leonardo. O suspense só torna a aparição dos protagonistas ainda mais marcante. Nas primeiras cenas do longa-metragem, além da alusão aos quadrinhos, é possível acompanhar o início da história com as impecáveis atuações de Megan Fox (April O’Neil) e Will Arnett (Vernon Fenwick). “Minha filha é uma grande fã do desenho animado. Quando o filme foi anunciado, ela quis que eu estivesse nele”, conta a atriz Whoopi Goldberg (Bernadette Thompson) que foi rejeitada nas primeiras produções da saga.

“As Tartarugas Ninja” é o quarto longa-metragem com os personagens. Em 1990, o primeiro filme da trilogia homônima se tornou uma das produções mais rentáveis da época. As continuações “As Tartarugas Ninja: O Segredo de Ooze” (1991) e “As Tartarugas Ninja III”, apesar de bem sucedidas, não alcançaram o mesmo resultado. Em 2007, o primeiro longa-metragem animado das TMNT – sigla para “Teenage Mutants Ninja Turtles” (algo como “Tartarugas Adolescentes Mutantes Ninjas”), nome original da série nos Estados Unidos – rendeu pouco mais de 20 milhões de dólares. O filme de 2014, custou por volta de 100 milhões de dólares e rendeu quase 4 vezes o valor.

A primeira aparição do quarteto aconteceu em uma história em quadrinhos preto e branco em 1984. Criadas por Kevin Eastman e Peter Laird, “As Tartarugas Ninja” tornaram-se famosas mundialmente ao estrelar a série de desenhos a partir de 1987. Menos violentos, os personagens conquistaram o público e tornaram-se um dos maiores sucessos de animação para a televisão da história. No início, os episódios de 20 minutos iam ao ar uma vez por semana na televisão americana. No ápice, de 1990 a 1994, o desenho podia ser visto em capítulos de uma hora, cinco vezes por semana. A série deixou de ser exibida em 1996. Nos anos 90, o programa foi exibido em mais de 125 emissoras de televisão em todo o mundo – incluindo o Brasil – e os gibis vendiam cerca de 125 mil cópias por mês. Até hoje, os bonecos de Raphael, Michelangelo, Donatello e Leonardo estão entre os mais vendidos de todos os tempos.

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“Talvez ela seja um Jedi”, “Aqui é a nossa Hogwarts” e “Eu não entendi o final de ‘Lost'” são apenas algumas das frases que marcam a época e o humor do novo “As Tartarugas Ninja”. Em um determinado momento, os protagonistas – comandados pelo MC Mikey (Michelangelo) – transformam o elevador em um baile funk. Embalados por uma trilha-sonora adequada à cada acontecimento e personagem, como “Hollaback Girl” (Gwen Stefani), “Careless Whisper” (George Michael) e “So Happy Together” (The Beatles), os atores passam veracidade ao interpretar ou interagir com os répteis mutantes. Os efeitos, inclusive, são tão bem feitos que em diversas cenas é possível confundir o real com o fictício.

Do desenho original, todas as referências estão presentes: as cores de cada máscara, o mestre Splinter, as armas de cada personagem, o vilão Destruidor, o veículo verde dos protagonistas, a admiração do Michelangelo pelo skate, o bordão “Santa Tartaruga!” (“Cowabunga!”) e até a jaqueta amarela da repórter O’Neil. A paixão por pizza também não ficou de fora. Patrocinados pela Pizza Hut desde 1990 – quando a marca ganhou uma briga com a empresa Domino’s -, o longa-metragem traz uma versão simbólica chamada “99 queijos”. Nos Estados Unidos, para o lançamento do filme, a empresa preparou quatro novos sabores, cada um com o nome de um dos simpáticos e determinados personagens. Das cenas principais, os destaques são a luta no esgoto, a cena do caminhão e a da endorfina. Nessa última, impossível não dar risadas e não se emocionar com tamanho cuidado e sensibilidade dos produtores, que conseguiram que cada palavra e cada ação resultasse em uma cena engraçado da forma mais simples e natural possível.

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Na história, o vilão Destruidor e o Clã do Pé cometem crimes e assustam os moradores de Nova York. Quatro irmãos mutantes, resultado de uma experiência laboratorial, juntam-se à destemida repórter do Canal 6 April O’Neil e o apaixonado câmera Vern Fenwick para desvendar o mistério e proteger a cidade. Com lançamento marcado para o dia 15 de dezembro, o DVD, Blu-Ray e Blu-Ray 3D de “As Tartarugas Ninja” trazem mais do que o espetacular thriller de ação. “Realidade Digital”, “As Tartarugas na sua Frente!”, “Não é Fácil Ser Verde”, “Evolução, A Trilha Sonora”, o vídeo e o making-of de “Shell Shocked” e o final estendido são alguns dos extras espalhados pelas diversas versões. No Blu-Ray 3D, alguns dos documentários poderão ser assistidos com o mesmo efeito.

Protagonista ao lado de Megan Fox, Will Arnett interpreta Fenwick. O ator canadense de 44 anos, concedeu uma entrevista que o Setor VIP teve acesso com exclusividade. Famoso por participar de séries como “30 Rock”, “Up All Night” e “The Millers”, Arnett tem experiência em dublagem de animação. “Ratatouille” (2007), “Meu Malvado Favorito” (2010) e “Uma Aventura Lego” (2014) são alguns dos trabalhos do ator. Em pré-produção, a segunda parte de “As Tartarugas Ninja” deve estrear em 2016 e tem Will Arnett confirmado no elenco.

Foto: James Lee Wall

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O que o atraiu neste projeto?
Will Arnett: Em minha casa essas tartarugas sempre foram sucesso. No instante que chegava em casa, meus filhos perguntavam se eu ia ser o Destruidor. Então, para mim agora é um trabalho de 24 horas. Não tinha como escapar das tartarugas. Por isso tive que aceitar quando apareceu.

Você se considera um workaholic?
Bem, é tão bom trabalhar. As oportunidades aparecem. Certamente ao fazer esse filme eu estava bem consciente do fenômeno. E não demorei muito para assinar com ele. Mas é também a vida de um ator. Você procura um bom projeto e de repente surge este e “The Millers” quase ao mesmo tempo. Aí, acabei trabalhando sem parar. Mas às vezes você procura por seis meses e não encontra o trabalho certo.

Fale um pouco mais sobre o seu personagem.
Interpreto Vernon Fenwick. Ele é fotógrafo e câmera da personagem de Megan Fox, April O’Neil. Ele está nisso há muito tempo, já esteve em várias zonas de perigo. E agora já se cansou, só quer um trabalho fácil. Ela o desafia. Quando percebe que existem todos esses justiceiros, ela pergunta se ele quer mesmo se envolver. E ele diz que não, porque está muito contente com seu trabalho do jeito que é. Eu acabo ajudando no final das contas.

Na história original, Vernon é um cara malvado. No filme, porém, ele não é tão mau. Você concorda?
Sim, é verdade. Tomamos algumas liberdades neste filme com Vernon. Ele não é um cretino, é um cara legal. É um pouco como Han Solo neste filme. Embora eu não queira fazer essas comparações. Agora vão dizer que Will Arnett acha que é Han Solo… estou encrencado, né? No final, Vernon quer ajudar April e as tartarugas a derrotar o vilão.

Você se surpreendeu com Megan Fox no papel principal feminino no filme?
Megan e eu já trabalhamos juntos antes, eu já a conhecia. Ela foi ótima no papel de April. É uma mulher muito esperta e é perfeita para ser April neste filme, que está sempre buscando uma boa história, quer ajudar. Um pouco como Megan é na realidade. Megan é uma jogadora. Ela gosta da parte física do filme, diz que poderia até ser dublê.

Esse foi um papel bastante físico para você, e um pouco diferente do que você normalmente faz, certo?
Sim, foi uma novidade para mim. Eu fazia piada com um amigo que criou “Arrested Development”. Eu dizia que adoraria fazer algo um pouco mais físico. E agora estou num filme onde luto com dez caras logo depois da primeira tomada; fiquei bem exausto. Mas então você pega o jeito e é viciante depois de um tempo.

Foto: James Lee Wall

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Setor VIP: Como é atuar com esses caras com todos esses trajes?
Você está olhando figuras com bolas de pingue-pongue e uma antena na cabeça. É estranho no começo, mas se acostuma a usar a imaginação. É um bom exercício para um ator. Algo com que você tem que se acostumar com certeza.

Você se preocupou muito com os fãs seguidores das Tartarugas Ninjas desde os anos 80? Obviamente eles queriam ter certeza de que esse filme não seria totalmente diferente da história original…
Pude perceber o quanto os fãs queriam ter certeza de que conservaríamos o legado dos quadrinhos originais. Conversamos seriamente sobre isso. Queríamos ser fiéis à história e que as tartarugas fossem os mesmos personagens. A ação é ótima e bem legal.

Você tem alguma sequência preferida no filme?
Há algumas sequências incríveis de perseguição. Depois que as tartarugas e April encontram o Destruidor, todos esses caras estão atrás de nós. Lá estão tanques de guerra e metralhadoras, e eu dirigindo uma jamanta montanha abaixo, despencando de ré. É bem impressionante. Sobrevivemos graças às tartarugas, claro. Usamos um monte de helicópteros. De novo, é uma grande novidade para mim.

Você pretende fazer mais filmes de ação agora?
Com certeza. Enquanto tiver acesso a gelo e Advil, vou continuar com o gênero de ação. Fiz muita comédia, que é mais sobre piadas e o roteiro. E ação é um jeito muito diferente de me expressar.

Há espaço para você aproveitar seu talento improvisador?
Sim, há uma atmosfera de aproveitar o momento. Os produtores queriam algo de mim. Acho que hoje o público espera isso, que tudo pareça muito renovado e imediato.

Em que suas cenas diferem dos outros heróis de ação?
Não queríamos que meu personagem fosse um Jason Bourne. Queríamos que as lutas parecessem bem reais; que desse para ver como eu estava exausto. Levei pancada e isso é o que quisemos criar neste filme.

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