Grandes musicais são homenageados no espetacular “La La Land”

(Foto: Divulgação)

Após o sucesso de “Whiplash” (2014), Damien Chazelle mergulhou na produção de “La La Land – Cantando Estações” (2016), roteiro idealizado pelo diretor em 2010. Estrelado por Ryan Gosling e Emma Stone, o longa-metragem conquistou público e crítica, além de inúmeros dos mais importantes prêmios do mundo. Desde a estreia – em 09 de dezembro de 2016 nos Estados Unidos e em 19 de janeiro de 2017 no Brasil -, “La La Land” conquistou o troféu de Melhor Atriz para Emma Stone no SAG Awards; bateu o recorde de indicações na mais recente edição do BAFTA, levando para casa cinco dos onze prêmios que concorria; e estabeleceu um novo marco no Globo de Ouro, concorrendo e vencendo as sete principais categorias, incluindo Melhor Direção, Melhor Ator (Gosling) e Melhor Atriz (Stone).

Em 26 de fevereiro, acontece a 89ª cerimônia do Oscar, considerada a mais importante premiação da indústria cinematográfica no mundo. “La La Land” recebeu quatorze indicações, se igualando ao número de nomeações de “Titanic” (1997) e “A Malvada” (1950), primeiros colocados na lista de filmes que mais concorreram ao troféu. O longa-metragem concorre nas categorias Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Ryan Gosling), Melhor Atriz (Emma Stone), Melhor Roteiro Original, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Figurino, Melhor Edição e Melhor Canção Original com “City of Stars” e “Audition (The Fools Who Dream)”.

Caso vença doze das treze categorias em que concorre, “La La Land” se tornará o filme com mais estatuetas na história do cinema. Com onze prêmios cada, “Ben-Hur” (1959), “Titanic” (1997) e “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” (2003) são as produções com maior número de Oscars atualmente.

Em um primeiro momento, o roteiro assinado por Chazelle parece relativamente comum, mas se torna encantador com as inúmeras referências incluídas na história e com o exímio cuidado da equipe técnica responsável pelo filme. Para as mais sensíveis cenas de “La La Land”, a direção se inspirou em alguns dos mais bem-sucedidos musicais da história como “An American In Paris” (1951), “Singin’ In The Rain” (1952), “Funny Face” (1957), “West Side Story” (1961), “Sweet Charity” (1969), “Grease” (1978), “Boogie Nights” (1997) e “Moulin Rouge” (2001). Além da homenagem às antigas produções, o longa-metragem reverencia artistas e demonstra admiração aos moradores de Los Angeles. O título, aliás, é um trocadilho com o nome da cidade e com a expressão americana “La La Land”, algo como “no mundo da lua”.

“Another Day of Sun”, número de abertura onde motoristas cantam e dançam no meio da estrada; sequências sem cortes como “A Lovely Night” e “City of Stars”; e cenários que conservam os antigos estúdios de cinema na memória do público, são tributos incontestáveis aos antigos musicais. Durante mais de duas horas, cores vivas saltam aos olhos do espectador, relembrando produções de Pedro Almodóvar e os filmes coloridos artificialmente principalmente entre 1895 e 1935, a mais provável referência. Apesar da constante menção à complicada busca dos artistas por estabilidade, Stone se torna responsável pela principal homenagem aos profissionais, durante o emocionante monólogo na reta final do longa-metragem.

Desde a estreia, “La La Land” arrecadou quase 300 milhões de dólares, um rendimento de cerca de 270 milhões, uma vez que foram gastos 30 milhões de dólares para a concepção do filme. Os estúdios demonstram interesse em adaptar a história para a Broadway e Ryan Gosling poderá estrelar também a versão para os palcos.

(Foto: Divulgação)

“La La Land” está em cartaz no Caixa Belas Artes (Rua da Consolação, 2423 – Consolação) em São Paulo. Todos os dias às 18h10. As entradas podem ser adquiridas através do site oficial Ingresso.com. Outras informações como sessões especiais, serviços e programação podem ser encontradas no site oficial do Caixa Belas Artes.