“La Belle et la Bête” chega à reta final em Paris

Se você faz parte do seleto grupo de viajantes que gosta também de viver as experiências cotidianas de quem mora na cidade visitada, conferir as atrações culturais do local é fundamental. Em Paris, famosa cidade da França, existem centenas de programas tradicionais que fogem do circuito Torre Eiffel, Louvre e Notre Dame. Se você gosta de musicais, por exemplo, o Théâtre Mogador tornou-se um dos pontos indispensáveis para quem visita a Cidade Luz, point dos parisienses apaixonados pelo gênero.

São 1600 lugares distribuídos em 6.300m² de luxo e bom gosto no coração de Paris. Inspirado no famoso London Palladium, o espaço nascido Le Palace Théâtre, em 1919, foi rebatizado no ano seguinte com o nome da rua onde localiza-se. “A Bela Adormecida” (“La Belle au Bois Dormant”), “Hello Dolly!”, “Cabaret”, “Les Misérables”, “My Fair Lady”, “A Chorus Line”, “Hair” e “Mamma Mia!” são apenas alguns dos espetáculos de grande sucesso que estiveram no belíssimo palco nos últimos 95 anos. Só para ter uma ideia, o clássico “O Rei Leão” (“Le Roi Lion”) foi assistido por quase um milhão e meio de pessoas em sua passagem pelo Mogador.

Foto: Divulgação

“A Bela e a Fera” (1991), trigésima animação da Disney, foi o primeiro clássico dos estúdios a ganhar uma versão para os palcos e roda o mundo desde sua estreia na Broadway, em Nova York, em 1994. Depois de países como Brasil, Argentina, México, Canadá, Inglaterra, Austrália e Japão, o musical desembarcou na França para uma temporada aplaudida merecidamente por milhares de pessoas.

O espetáculo francês não fica atrás de nenhuma montagem apresentada anteriormente. Os 32 cantores, atores e bailarinos dão vida aos personagens da forma mais lúdica e natural possível, transformando a história em um conto ainda mais envolvente e emocionante. Destacam-se no elenco o jovem Alexis Loizon (Gaston), a encantadora Manon Taris (Belle) e o divertido Dan Menasche (Lumière). Os números mais bonitos ficam por conta dos clássicos “C’est La Fête” (“Be Our Guest”) e “Histoire Eternelle” (“Beauty and the Beast”).

Das diferenças da montagem original, as mais notáveis são alguns figurinos – a personagem Mmme Samovar se veste de verde, por exemplo -, o cenário do castelo – substituído por uma versão menor e bem menos impactante -, a abertura – digitalizada ao invés de encenada – e o número de artistas que compõem o ensemble em certas cenas, que como no famoso número do Gaston e as canecas, diminuem o impacto de quem assistiu com mais bailarinos. Nada que apague o talento genuíno de quem participa do espetáculo eletrizante.

“La Belle et la Bête” fica em cartaz apenas até o dia 27 de julho. Mais informações podem ser encontradas através do site oficial do espetáculo. Leve um lenço e prepare-se para uma das maiores emoções de sua vida.

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