Luan Santana sobrevoa público durante estreia da turnê “A Caixa”

(Foto: Setor VIP / Filipe Vicente)

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No dia 21 de maio, o cantor Luan Santana subiu ao palco do Espaço das Américas, em São Paulo, para enlouquecer milhares de adolescentes. “Eu tinha três anos de idade. Era noite de Natal. Enquanto crianças sonhavam com bolas de futebol, bicicletas ou trens elétricos, eu queria um violão. Um violão que voasse, que me levasse para o topo do mundo, onde todo mundo pudesse me ouvir cantar”, narra o artista antes do início do espetáculo. “Eu queria passar noites abraçado com ele e quando chegasse a hora, voaríamos juntos pra onde a gente quisesse, sem ter hora pra voltar. Tem gente que chegou em mim e falou que é impossível um violão voar, mas se tem uma coisa que eu aprendi é que nada, nada é impossível nessa vida”, finaliza.

“Alô, São Paulo!”, cumprimenta em meio a uma forte fumaça, com sirenes ecoando pela casa de shows. “Chuva de Arroz”, última música de trabalho do disco “Acústico” (2015), é a responsável pela abertura da primeira apresentação da turnê “A Caixa”. “Eu não via a hora de subir nesse palco”, confessa às centenas de adolescentes que se espremiam na grade do palco e que eram retirados aos montes passando mal. O fenômeno, comum nos tempos áureos de artistas como Michael Jackson, não é novidade para Luan. O cantor sabe da forte influência que exerce em seu público e usa seu indiscutível talento e seu enorme carisma para entreter os que aguentam o empurra-empurra. “Que burrice você fez…”, brinca antes de “Eu Não Merecia Isso”.

(Foto: Setor VIP / Filipe Vicente)

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“Faz tempo que eu sou apaixonado por vocês”, provoca antes de “Um Beijo”. Trechos do discurso inicial foram repetidos entre as canções. “Eu queria um violão. Um violão que voasse…”, pôde ser ouvido incontáveis vezes durante o espetáculo. A aparição de uma caixa acompanhou cada locução. Sem previsão de lançar um disco com músicas inéditas, o repertório do show é formado por praticamente as mesmas canções da turnê “Acústico” (2015-2016). “Cantada”, e “Tanto Faz” antecedem os grandes sucessos “Nega”, “Amar Não é Pecado” e “Eu Quero Ser o Seu Amor”, o momento mais animado e dançante do espetáculo. A sequência faz o público delirar e cantar cada palavra a plenos pulmões. “Café Com Leite” e “Te Esperando” fazem parte do único bloco romântico do show.

Durante “Escreve Aí”, Luan Santana sobrevoa o público em cima de uma estrutura de ferro. “Eu vivo vocês demais”, diz aos admiradores sem se importar em ser repetitivo. A frase é dita pelo artista em todas as apresentações desde o lançamento da canção “Te Vivo”, que não faz mais parte dos espetáculos do cantor. “Vocês não tem noção de como essa noite está sendo importante para mim. É como se eu estivesse recebendo vocês na minha casa, sabiam?” questiona arrancando gritos do público. “Sempre quando criamos um projeto, trazemos vocês para o meu mundo. Fizemos esse show com o coração, com o único intuito de fazer vocês felizes. Espero que vocês estejam aproveitando cada segundo dessa noite linda!”, derrete-se.

(Foto: Setor VIP / Filipe Vicente)

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“No ano que vem a gente completa 10 anos de carreira, sabiam? E durante esses 10 anos, foram muitas histórias, muitas canções que gravei. Será que vocês lembram dessas músicas?”, questiona antes de cantar trechos das antigas “Sinais”, “Você Não Sabe o Que é Amor”, “Aqui é o Seu Lugar”, “Digitais” e “As Lembranças Vão na Mala”. “Vocês sabem tudo!”, brinca. “Cê Topa”, “Um Ser Só”, “Bailamos” e “Sogrão Caprichou” anunciam a chegada do final do espetáculo, um dos mais curtos da carreira de Luan Santana, com apenas 1h20 de duração. “Um beijo no coração de vocês! Obrigado por todo esse carinho e por essa energia maravilhosa”, agradece após “Tudo Que Você Quiser”.

“A Caixa” não é um espetáculo marcante ou cheio de novidades. A estrutura do palco é praticamente idêntica à turnê “Te Esperando” (2013-2014), exceto pelas armações laterais que abrigam ganhadores de promoções promovidas pela Central de Fãs de Luan Santana. A caixa que admiradores deduziam trazer o artista do céu durante a abertura – e como alguns rascunhos do projeto davam a entender -, é apenas um detalhe que, no fim do show, revela um violão mal feito e de extremo mau gosto, apoiado em uma estrutura que nada faz, além carregar o instrumento para uma das coxias. Durante a turnê “O Nosso Tempo é Hoje” (2014-2015) o violão “voava” durante o ápice da mesma canção, “Tudo Que Você Quiser”, de maneira muito mais bonita e em um momento de extremo bom gosto.

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Considerado um dos mais talentosos artistas nacionais da atualidade, Luan Santana não precisa de espetáculos novos ou de grandes produções para agradar os admiradores. Apesar de “A Caixa” não causar o impacto que a turnê “Acústico” causou, as canções populares somadas à banda de apoio – com destaque para o trio de backing vocals – e, claro, ao magnetismo do cantor, transformam qualquer momento ao lado do artista em algo inesquecível.