Marjorie Estiano conquista plateia em texto de Jô Bilac, “Fluxorama”

(Foto: Caio Gallucci)

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“Fluxorama” é um espetáculo teatral construído em partes. Idealizada pelo dramaturgo carioca Jô Bilac em 2009, a primeira parte da peça estreou no Rio de Janeiro, em 2013. Um ano depois, a segunda parte desembarcou em Londres e seguiu para Nova York. Em 2016, o texto completo e definitivo é mostrado ao público pela primeira vez, no Sesc Ipiranga, em São Paulo.

O espetáculo é formado por quatro monólogos independentes, de aproximadamente 20 minutos cada. A não conexão entre as esquetes e a ausência de uma história tradicional, não prejudica a apresentação. “Fluxorama” tem a duração perfeita para não se tornar longa demais ou cansativa. A ideia é mostrar como os pensamentos fluem na cabeça das pessoas em diferentes situações. Em cada cena, os atores dizem em voz alta o que estaria passando por suas mentes. O diferencial do espetáculo é que as ideias se fundem com o que as pessoas realmente falariam, mantendo as narrativas vivas e o público entretido através da mistura de ideias.

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(Foto: Caio Gallucci)

(Foto: Caio Gallucci)

Juliana Galdino é Amanda, uma senhora que acorda surda e precisa aprender a conviver com sua nova realidade; Luiz Henrique Nogueira interpreta Luiz Guilherme, um homem à beira da morte após um acidente de carro; Valquíria está no meio da disputa da São Silvestre e é interpretada por Marjorie Estiano; Caco Ciocler é Medusa e luta para se concentrar durante a meditação no banheiro de sua casa. Um por um, nessa ordem, apresenta o embate de pensamentos de seus personagens em um momento de desespero. Todas as esquetes são criativas, inteligentes e arrancam aplausos do público. Marjorie Estiano se destaca com uma atuação impecável e transforma “Fluxorama” em um espetáculo imperdível.

O cenário assinado por Daniela Thomas e Felipe Tassara é formado por uma tela que cobre completamente a frente do palco. Todos os atores ficam iluminados atrás do painel, que traz a imagem do local onde cada personagem se encontra, através de uma projeção estática, como uma floresta (Luiz Guilherme) e o Viaduto do Chá (Valquíria). Poucos objetos cênicos são usados de apoio, como um carro (Luiz Guilherme) e uma mesa (Amanda). Philip Glass é o responsável pela emocionante e precisa trilha sonora. Tanto a bela iluminação, quanto a direção são de Monique Gardenberg.

(Foto: Caio Gallucci)

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“Fluxorama” está em cartaz no Sesc Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga) em São Paulo. Quintas (21h), sextas (21h), sábados (19h e 21h) e domingos (18h). Os ingressos custam de R$ 12,00 (trabalhadores do comércio credenciados no Sesc) a R$ 40,00 (inteira) e podem ser encontrados no site oficial do Sesc. Até 21 de agosto. Estrela1 Estrela1 Estrela1 Estrela1