Myra Ruiz e Fabi Bang voam alto na versão nacional do musical “Wicked”

(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

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“Wicked” é muito mais que “a história não contada das bruxas de Oz”. O espetáculo musical, que vem arrebatando multidões por onde passa, é uma criativa maneira de dizer que é possível sonhar em um mundo onde a realidade nem sempre é propícia ao encantamento. Encanto é a palavra que permeia o universo de “O Mágico de Oz” e, de uma forma ainda mais fascinante, o universo de “Wicked”. Elphaba – a bruxa verde – e Glinda se conhecem enquanto são estudantes. Os desentendimentos por suas características tão diferentes são inevitáveis, mas acabam encontrando, uma na outra, o conforto e o apoio que precisam para superar as dificuldades do dia-a-dia. Uma grande amizade nasce em meio aos conflitos da juventude, que acabam por explicar momentos importantes de “O Mágico de Oz”. “É difícil começar o show, dá um desespero, um cansaço antecipado, mas no fim sinto um alívio e a sensação de dever cumprido”, confessa Myra Ruiz, a intérprete de Elphaba. “Não sei exatamente o que se passa pela minha cabeça, mas durante toda a temporada até o momento, cheguei no meu camarim ao final do show extremamente feliz”, completa Fabi Bang, responsável pela interpretação da graciosa Glinda. As artistas conversaram com exclusividade com o Setor VIP.

(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

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Com música e letra de Stephen Schwartz, “Wicked” estreou na Broadway, em Nova York, em 2003. O espetáculo conquistou o público e ganhou montagens em dezenas de países pelo mundo. “O carinho dos fãs e das pessoas que assistem e vem contar suas histórias pessoais para mim é emocionante! Muitas vezes saio chorando. Essa troca tem sido uma das melhores coisas do ano! Sempre saio renovada”, conta Myra. As atrizes afirmam que o espetáculo exige muito de ambas. “Mas faço tudo por ‘Wicked’, pois me faz bem!”, explica. “O espetáculo me aperfeiçoou. Me trouxe maturidade. Exigiu que eu mergulhasse nas minhas emoções, angústias, forças e fraquezas da forma mais profunda e respeitosa comigo mesma”, afirma Bang. “‘Wicked’ me trouxe auto conhecimento, o fruto mais precioso para o ator, mas ainda estou engatinhando nesse processo, que só termina quando a gente morre”, conclui.

Apesar de tanto trabalho e dedicação, ambas são firmes ao afirmar a falta que o espetáculo fará no dia-a-dia. “Não quero nem falar que dá vontade de chorar!”, brinca Ruiz. “Vou sorrir ao lembrar dos amigos do elenco, das pessoas que cuidaram de mim e da Elphie com tanto carinho e, como disse, do público! Nunca vi um musical fazer o que ‘Wicked’ faz. Vou morrer de saudades da rotina, de ter que dedicar minha vida a essa personagem”, completa. “É realmente muito difícil pensar no vazio que ‘Wicked’ vai deixar quando terminar, mas essa experiência está eternizada dentro de mim. ‘Wicked’ faz parte da minha história e vou carregar as sensações, amizades e lembranças dessa experiência para o resto da vida”, confessa Fabi.

(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

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“Wicked” quebrou dezenas de recordes no mundo, incluindo o de lucrar mais de US$ 3 milhões em uma única semana. O retorno é resultado de um espetáculo visualmente impecável. São dezenas de cenários e centenas de figurinos, adereços e objetos cênicos. “‘Wicked’ é deslumbrante de longe e de perto. A riqueza dos detalhes me impressiona, mesmo já tendo passado por tantos outros musicais tão grandiosos quanto”, conta Fabi Bang. “A primeira vez que me vi vestida no figurino da abertura do show, me senti dentro de um conto de fadas, por mais clichê que isso possa soar, mas foi o encontro entre um esboço de Glinda que existia em mim, com a realidade mágica e lúdica do universo dela. Foi bem emocionante e um dos momentos mais marcantes de todo o processo”, diz. “Outro elemento do show que me fascina é a Elphaba bebê. Não consigo passar por ela e não colocar no colo e dar um beijinho, juro!”, brinca. “O vestido que a Elphaba usa durante o segundo ato é um show à parte! Tem tantos detalhes que acho algo novo a cada semana”, conta Ruiz. “E amo ‘No Good Deed’. Dá pra pirar muito nessa cena!”, completa em relação ao número que no Brasil ganhou o título de “Todo Bem Tem Seu Preço”.

Myra Ruiz está impecável como Elphaba. A atriz e cantora emociona o público com a dualidade de sua personagem. As canções “Não é Pra Mim” e “Todo Bem Tem Seu Preço” são grandes números, mas nenhum se compara à força de “Desafiar a Gravidade”, uma das cenas mais marcantes do espetáculo. A Glinda de Fabi Bang é apaixonante. Apesar de cômico, o papel arranca suspiros dos espectadores quando exige de Bang uma técnica vocal que aparece em momentos específicos do musical. A dupla arranca aplausos (“Popular”) e lágrimas (“Tudo Mudou”) do público que confere o espetáculo em êxtase pelo talento e desenvoltura de ambas. Juntas (e na mesma proporção), Myra Ruiz e Fabi Bang conquistam a plateia e são as grandes responsáveis em cena pelo sucesso de “Wicked”. Ambas estudaram muito e percorreram um longo caminho para chegar aos papéis, que já foram de grandes artistas como Idina Menzel e Kristin Chenoweth. “Estudei em escolas muito rígidas, tanto de ensino convencional como nas artes. Hoje em dia eu percebo que essa rigidez precoce, me preparou muito bem para o que eu encontraria pela frente na minha vida profissional”, conta Fabi. “Na época, não entendia o motivo e não gostava do sistema de disciplina, carga horária, exigências, obrigações. Mas, por causa dessa experiência, hoje me percebo uma artista totalmente comprometida com o meu ofício e tenho orgulho disso” explica. Questionada do que mais sente falta como estudante, Myra demonstra seu bom humor mais uma vez. “Como estudante de teatro, né? Porque da escola não sinto falta de quase nada! Tenho pesadelo até hoje que não estudei para a prova de matemática!”, diz aos risos. “Sinto falta de fazer algo só para aprender, de poder errar. Estudar é parecido com o processo de ensaios, por isso amo ensaiar! Agora, no meio profissional, temos que encarar as audições, aí complica…”, diverte-se antes de relembrar o período que passou nos Estados Unidos. “Fui estudar em Nova York porque é o berço de tudo. Estar na cidade é diferente porque eles fazem isso há mais tempo que nós. Nós temos profissionais maravilhosos no Brasil, mas é sempre bom estar no lugar onde tudo começou”, afirma.

(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

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Que “Wicked” possui um lugar especial no coração das protagonistas, não há dúvidas. Mas há outros musicais que preenchem a cabeça e o coração das estrelas? “São muitos, não dá para listar! ‘In The Heights’ tem um gostinho especial porque foi a minha primeira protagonista!”, conta Myra, que afirma admirar as atrizes Audra McDonald e Patti Lupone. “Já vi as duas! E gostaria de rever a Audra em tudo que ela faz!”, conclui. “Tenho três musicais no coração: ‘Wicked’, ‘Mary Poppins’ e ‘O Fantasma da Ópera'”, confessa Bang. “‘Mary Poppins’ era o meu filme preferido na infância, me fazia companhia nas noites que eu não conseguia dormir; ‘O Fantasma da Ópera’ foi meu primeiro musical, onde vivi um momento de encantamento e descobertas determinantes na minha vida profissional e pessoal; e ‘Wicked’ é meu maior presente da vida, nunca vivi nenhuma experiência nem parecida com as que a Glinda me proporciona!”, finaliza. A partir do dia 18 de dezembro, as artistas estão livres para realizar novos desejos. “Tenho muitos sonhos, mas tudo tem seu tempo! Vou curtir o momento e não sei o que vem depois! Até ir para Nova York estudar eu cogito! Acho que não dá para parar de estudar nunca!”, destaca Myra Ruiz. “‘Wicked’ era um dos meus sonhos e virou um facilitador para alcançar outros. Tenho uma fascinação pela genialidade de Elis Regina e sonho poder interpretá-la. Sempre sonhei em cantar com o Roberto Carlos, minha mãe é muito fã e eu quero dar esse presente a ela”, conta Fabi. “Além disso, quero contracenar com a Claudia Raia na TV. A Claudia tem uma importância quase que dominante na minha escolha pelo palco. Eu a assisti ao vivo no musical ‘Não Fuja da Raia’, bem pequena e naquele momento decidi que viveria para chegar em cima do palco, do jeito que vi aquela mulher. Já nos encontramos no teatro, agora quero encontrá-la na TV”, confessa antes de contar sobre o encontro com outro ídolo. “Acabei de realizar um dos sonhos que era contracenar com o genial Miguel Falabella! Que honra! Um ídolo que virou colega, mas não deixará de ser ídolo nunca!”, orgulha-se.

Em uma tentativa de tornar “Wicked” ainda mais popular no país, Miguel Falabella apresentou-se como o Mágico entre os dias 15 e 18 de setembro. “Isso é o que eu amo fazer”, é uma das primeiras frases do texto do personagem, e resume o motivo de Falabella ter uma carreira tão brilhante. O ator emocionou o público que lotou o Teatro Renault e aplaudiu com veemência cada uma das entradas do artista que transpirava emoção. Nos dias 08 e 09 de outubro, é a vez de Gabriel Leone, o Miguel de “Velho Chico”, interpretar o personagem Fiyero, no lugar do talentoso Jonatas Faro.

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(Foto: Cíntia Carvalho / Setor VIP)

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Desde março em cartaz no Teatro Renault (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – República), em São Paulo, “Wicked” acaba de ultrapassar 200 apresentações e entra na reta final. Em 2017, o espaço recebe o musical “Les Misérables”. Estima-se que mais de 300 mil pessoas aplaudiram o emocionante vôo de Elphaba e todas as graciosas piadas de Glinda. Há espetáculos às quintas (21h), sextas (21h), sábados (16h e 21h) e domingos (15h e 20h). Os ingressos vão de R$ 25,00 (meia) a R$ 280,00 (inteira) e podem ser comprados na Tickets for Fun. Até 18 de dezembro. Imperdível! Estrela1 Estrela1 Estrela1 Estrela1 Estrela1