Nathalia Timberg: “O público diz que ama, mas na verdade não entende as peças”

(Foto: Leekyung Kim)

Exatamente no horário marcado, Nathalia Timberg sobe as escadas do Teatro Nair Bello, em São Paulo, em direção ao seu camarim. Ao lado de Wolf Maya, a atriz é a protagonista do espetáculo dramático “33 Variações”, que encerra a temporada paulista no próximo final de semana. Cerca de 15 minutos depois, o Setor VIP é recebido com exclusividade para uma conversa cheia de personalidade. Aos 87 anos, a artista carioca relaxa sentada com as pernas esticadas sobre uma cadeira à sua frente. Não se levanta em nenhum instante, mas nos momentos em que mais se exalta coloca os pés no chão. Uma imagem incoerente e confusa. Timberg se enfurece com seus próprios pensamentos em grande parte da entrevista, uma vez que não permite ser interrompida. Em uma hora de conversa, meia dúzia de perguntas foram feitas, durante todo o resto do tempo, a atriz falou o que bem entendeu.

Elegante, Nathalia veste um longo casaco na cor creme por cima de blusa, calça e botas pretas. Os acessórios são grandes e prateados. Ela tira e põe o chamativo anel diversas vezes. Seus cabelos completamente brancos estão impecavelmente penteados e o enorme óculos de aros grossos e escuros destaca a maquiagem. A atriz não mede as palavras ou o volume de sua voz com medo de parecer grosseira, embora em nenhum instante se exalte ao ponto de falar um palavrão. Em determinado momento, Timberg atende seu celular e discute sobre uma reunião com o Governo do Estado do Rio de Janeiro. A atriz não poderá comparecer ao evento solicitado e indica que procurem por Fernanda Montenegro. Apesar de afirmar serem amigas, Nathalia pede que não a avisem que será convidada apenas após sua negativa. “É melhor para o ego das pessoas”, diz antes de explicar o conteúdo da conversa.

Nathalia Timberg estreou profissionalmente no espetáculo “Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues, em 1954. Embora tivesse 25 anos na época, a atriz afirma de forma levemente grosseira que não se lembra de como se sentiu, mesmo tendo sido um grande marco na vida do autor, de todo o elenco e do público. Foi a protagonista da primeira versão da novela “O Direito de Nascer” (1964), além de trabalhar em importantes momentos da televisão brasileira como “Vale Tudo” (1988), “Pantanal” (1990), “Éramos Seis” (1994) e a recente “Babilônia” (2015), onde viveu Estela, esposa de Teresa, interpretada por Fernanda Montenegro. Nos palcos, são mais de 40 espetáculos em 60 anos de carreira, o que rendeu à atriz o título de uma das grandes damas do teatro brasileiro. Timberg não decepciona ao reiterar a reputação de que as divas são realmente difíceis de lidar.

(Foto: Reprodução)

Sua estreia profissional como atriz aconteceu na década de 50, época em que optar por seguir a carreira artística não era bem visto. Existiu algum tipo de receio por parte da sua família pelo caminho que você escolheu?
Sempre existe. Naquele tempo, a profissão não era muito bem vinda, principalmente pela maneira como essa atividade era vista de um modo geral. Como meus pais eram europeus, eles tinham uma visão mais aberta, tanto que fui estudar teatro na Europa aos 19 anos. Meu pai se naturalizou brasileiro em 1922.

Houve um momento de decisão sobre qual seria o seu futuro profissional? Como se desenvolveu sua carreira? Você foi influenciada por alguém?
Não. Comecei a brincar com teatro desde pequenininha. A vontade cresceu, amadureceu e tomou corpo, até que se tornou minha prioridade. Olavo de Barros era amigo da minha família e os convenceu a me deixar participar do filme “O Grito da Mocidade” (1937), que o diretor Raul Roulien estava rodando no Brasil. Depois, viajei para a Europa com meus pais. A Segunda Guerra Mundial estava para começar e meu pai nos trouxe de volta. A família continuou em contato com Olavo, que tinha um grupo de teatro infantil que eu adorava. Estive no Instituto La-Fayette e toda terça-feira, durante o ginásio, havia uma reunião de extensão cultural que eu participava. Quando estava na Escola Nacional de Belas Artes, soube da existência do Teatro Universitário e comecei a fazer espetáculos amadores, até que senti que o teatro tinha um apelo bem mais forte em mim do que qualquer outro meio de expressão. Já estava com ideias claras a esse respeito, mas aí influenciada mais ainda pela visita de Jean-Louis Barrault e Madeleine Renaud ao Brasil, as coisas ficaram definidas e fui para a França com uma bolsa de estudos para a escola criada por Barrault com Marie-Hélène Dasté, filha de Jacques Copeau. Em 54, quando voltei ao Brasil, havia uma série de coisas acontecendo no país em termos de teatro. Tive várias possibilidades e optei pela Companhia Dramática Nacional, minha estreia profissional.

O espetáculo era “Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues, uma montagem repleta de histórias relacionadas ao conteúdo do texto e à conturbada estreia…
Nelson Rodrigues não era bem visto pela sociedade. Fizemos a peça com toda a liberdade, mas na estreia houve uma verdadeira guerra no teatro. Metade do público aplaudia, enquanto a outra metade vaiava. Nelson veio à cena discutir com a plateia. Foi uma estreia memorável.

Era sua estreia profissional e você estava no meio de uma guerra. Você se lembra de como se sentiu?
Meu querido, em que ano nós estamos?

2016.
Em que ano foi aquilo?

1954.
Você acha que eu me lembro?

(Toca o celular de Nathalia. A atriz se desculpa, mas diz que precisa atender. “Estou no camarim e daqui a pouco faremos um espetáculo”, “O horário está impossível. Estou em São Paulo”, “O espetáculo termina meia noite”, “A Fernanda não está aí?”, “Por segurança vocês deveriam ter se reportado às duas, as duas se dão muito bem e não haveria choque com a ideia”, “Alguém precisa se lembrar de dizer ao governador que há um equívoco que precisa ser desmanchado e que não pode existir na cabeça dos governantes: a educação é uma decorrência da cultura, não é o oposto”, “Vou tentar se não tiver ninguém envolvido como o Bolsonaro, por exemplo”, “Foi esse congresso que disse que joguei minha carreira no lixo”, “A Fernanda é muito boa de fala”, “Não mencione que já falaram comigo, que é melhor para o ego das pessoas”.)

Alguns profissionais se reunirão com a esposa do governador amanhã, porque estão querendo acabar com a Secretaria de Estado de Cultura, para aglutinar com outra qualquer. Queriam muito que eu estivesse, porque acham que sou exponencial. Tenho um compromisso inadiável e meu voo não vai alcançar a hora de estar no Rio. Que eu saiba, Fernanda está no Rio. Fernanda é muito boa de argumentação e tem prestígio. Mais até do que eu, acho. (pensativa) O ponto é que eu não acredito que o problema seja… (pensativa) No Brasil, as pessoas de cultura se unem para… (nervosa) No dia em que o Estado oficializou o livro em que se ensina o português errado e que “dois peixe” está certo porque é coloquial, não vi reação nenhuma, não vi a intelectualidade nas ruas ou as janelas pintadas de preto. De vez em quando, as pessoas tomam atitudes que são inexpressivas, que não vão adiantar droga nenhuma. Nós somos um tipo de gente apática, que olha para o próprio umbigo e que está interessada apenas se aquilo te afeta de alguma forma. Temos Macunaíma no nosso DNA, né? (sarcástica)

O teatro, o cinema e a televisão além de entreter, tem a função de…
Cale a boca agora! (nervosa) Não é além, não inverta isso! (grita) Você está corroborando com eles! Sua cabeça está mal formada. O teatro é fundamentalmente uma das formas de arte da expressão de um povo. Naturalmente, mesclado a isso, entretenimento. Se você, que faz teatro, não vê assim… (indiferente) Você alimenta essa situação. Aí realmente não há necessidade de ter uma Secretaria de Cultura, junta com a de futebol! Ah, de futebol não, tem que permanecer sozinha! (sarcástica) Entendeu? Você está errado!

Mas era exatamente o que eu…
Não coloque dessa forma! (nervosa) É por isso que acabo discutindo com todo mundo!

O teatro também possui uma função social e política…
É absolutamente necessária, mas a função da arte é tocar a sensibilidade e a inteligência das pessoas. As pessoas deixam de ser instrumento de manipulação de quem quer que seja, porque aprendem a pensar, não precisam de frases prontas. “Vamos para a rua!” (imita) Saem dali, vão para o botequim e não adianta nada. A função do teatro é tratar do ser humano, do lugar onde ele vive, da sociedade em que ele se encontra. A plateia e o palco são duas forças que se unem. Digamos que a plateia está doente e nós temos a vacina, se fazemos nosso trabalho direito, a vacina funciona, se não fazemos, o que se faz no palco vira uma epidemia. A arte pode ser só decorativa, ter uma função plástica, e pode ser expressiva e comunicar. A nossa talvez vá mais longe porque lida com a palavra, algo que as pessoas estão abandonando. Em todo caso, fundamentalmente trabalhamos com a ideia, com a observação do ser humano, tanto da visão crítica do seu cotidiano, como no aprofundar das questões que sempre envolveram o pensamento do homem. Por essa ótica, a arte tem a ver com o que o Estado e a sociedade chamam de cultura, que são as coisas que envolvem o pensamento e o desenvolvimento do ser humano. Como a gerência da formação do cidadão está nas mãos do Estado e a cultura é considerada tão menor pelo governo, por isso nossa formação está sucateada. Porque estamos com esse impasse político? Porque não temos gente capacitada, que se formou para assumir essas posições! Qualquer bobão com meia dúzia de frases feitas acha que é político. De um lado vemos os que entenderam muito mal a evolução social de extrema esquerda e do outro vemos o desastre que foi o Partido dos Trabalhadores.

Você encontrou no teatro a maneira de se aprofundar nas…
Encontrei no teatro a maneira de me expressar.

Você tem uma liberdade maior em se expressar no palco do que na televisão e no cinema?
Não, as artes cênicas… todo pseudo-intelectual que acha que se preocupa com a sociedade deveria olhar para a televisão de uma forma muito diferente do que o faz, ao invés de ficar de cima olhando como se fosse uma coisa menor, como aconteceu quando apareceu o cinema. Precisa ver que é a forma mais forte que nós temos de comunicação. O problema não está no veículo, está no conteúdo. Não devemos imputar ao veículo o pecado de quem lida mal com ele. Se somos tão incompetentes de não termos conseguido mudar isso, meu filho… mas não, a intelectualidade não faz televisão, é uma arte menor. (pausa) Tenho certeza que quando fizemos Beckett, 90% da plateia não entendeu nada. Diz que é maravilhoso, mas não entendeu nada. Fica bem dizer que viu e que amou. O teatro tem essa coisa maravilhosa, mas é para uma minoria. O público está cada vez menos preparado, porque nossos problemas começam na escola primária, meu filho! O estudante chega sem curiosidade intelectual, sem saber aprender, sem saber estudar. A praga foram as apostilas. A pesquisa é chegar na máquina, olhar por alto, copiar e entregar. Isso é pesquisa para um estudante hoje. A pessoa vai para a faculdade para ter o canudo. Só. (pausa) A gente quer resultado de uma coisa que está errada na base, entende? Não vamos preencher com frases feitas um posicionamento que na realidade não existe, porque se existisse seria diferente.

Esse posicionamento…
Cadê os estudantes que deveriam estar enchendo as salas para discutir as ideias que estão ali em algumas coisas? Cadê? Quantos milhões de habitantes tem essa cidade? Quantos estudantes tem essa cidade? Estão em casa, discutindo se vão dizer em passeatas “vamos para a rua” ou não.

Você acha que as passeatas são movimentos curtos?
De prazo e de forma. Não tem conteúdo. É de momento, moda. É de desconhecimento, de desentendimento. Ninguém se aprofunda.

Quando você era estudante, você teve acesso à informação…
Por leitura, que não se faz mais. Não é escrevendo “VQPQ” que… (nervosa) As pessoas não entendem mais a nossa língua! Se não entendem a língua é porque não leem, se não leem, como exercitam os neurônios? Aí está na situação que está. Participei durante quatro anos do Seminário de Educação, chegava para tentar abrir a cabeça dos professores e dizia “como é que você vai despertar a curiosidade intelectual de uma criança se você não a tem?”. Haviam professores que nunca leram um livro! Chegavam para mim e me diziam “você é minha fã”, ao invés de “você é meu ídolo”. Professores, meu filho! Fiz escola primária pública, que era a melhor que tinha no Rio de Janeiro! Não precisamos de cotas raciais para criar uma situação no país que já deveria estar há muito tempo desaparecida, precisamos de uma boa formação para o sujeito ter condições de entrar em uma faculdade sem interessar a conta bancária que ele possa ter. Nunca vi ninguém sair na rua para defender a qualidade das escolas, para defender a qualidade de ensino, exigir um ensino mais denso. Não! Querem facilitar! (nervosa) Querem ensinar que “dois peixe” está certo porque aquela besta (Luiz Inácio Lula da Silva) que esteve à testa desse país tinha orgulho de nunca ter estudado! Nós temos Chico Buarque um petista. Vai entender? Por isso a gente entende como existiu a Alemanha nazista em um país tão avançado. (pausa) Me desculpe, mas eu tenho vergonha do estado em que se encontra o nosso país. Em qualquer lugar existe, mas nunca houve uma corrupção como a de agora, a dessas últimas décadas. Em qualquer lugar que você mexer, o quadro é esse. É uma vergonha. Por isso, meu filho, não adianta vir com frases bonitas quando elas estão encobrindo um vazio enorme.

A função do artista é mexer com a sensibilidade do outro, se não, ele se trancava e não mostrava para ninguém a pintura, por exemplo. O país está abolindo cada vez mais tudo. O moderno é a linguagem chula, as canções hoje em dia são… (pausa) e com grandes poetas que tivemos na música popular! O que você ouve hoje é de chorar! Digo você mesmo, porque eu não ouço.

Quando você fala da função do artista…
Não tenho uma peça que me marcou, um personagem. Somos frutos de um caminho, de um horizonte que caminha conosco. É para isso que você se prepara, para isso que você procura melhorar, perceber, avançar, abrir sua cabeça. O ator é o instrumento mais complicado que existe, que é o ser humano, instável toda a vida. Estou falando do ator que faz teatro. Acho que a palavra por enquanto ainda não foi substituída e ela, para quem procurou se desenvolver nela, já foi muito longe. Se nós pudéssemos chegar até onde chegou a palavra, já seria uma maravilha. Querem ir além, pulando essa etapa, e aí o que acontece? Uma porção de coisas que caem no vazio, não tem nada que sustente. Daí a importância da formação, para você ir além. De fato o mundo inteiro está em uma situação ruim, mas a nossa é triste.

Essa busca do ator por mostrar o ser humano, é infinita…
O ator lida com o teatro, que é um lugar onde desde que existe se discute. O foco é o homem e a sociedade em que ele vive. Como isso é abordado varia de artista para artista. Você é um intérprete e os atores estão esquecendo disso. Eles não respeitam a obra em que estão, porque resolvem transformar, sem respeito ao autor. É a mesma coisa que você pegar um quadro e rabiscar por cima. Se você não tem capacidade de fazer um quadro, faça outra coisa da vida. Ator é intérprete. Cada obra que ele pega é um universo que ele tem para desvendar e isso é infinito. Existe uma minoria de pessoas que veem as artes cênicas como meio de expressão e que estão a serviço das obras. A maioria põe as obras a seu serviço.

Acha que essa inversão de ideais dos atores é resultado de uma escolha ruim de produções que participam? Afinal, poucos profissionais podem se dar ao luxo de escolher um trabalho como você, com um texto com um conteúdo que diga o que o ator acredita ou com um diretor que respeite a obra do autor…
O ator normalmente não escolhe, ele é escolhido pelo diretor e por uma produção. São raros os atores que são os próprios produtores. Acho que depende do que ele pretende dizer com a obra. A comédia normalmente é uma visão crítica de alguma coisa, são muito ricas de conteúdo. Uma das coisas que mais mexe com o ser humano é a crítica e a auto-crítica, pontos geralmente presentes na comédia. Um exemplo típico disso é a obra de Charles Chaplin, pela grande carga humana que existe nela. Na comédia há uma visão crítica, mas também tem um monte de bobagem, que se te provoca o riso, você sai com raiva de ter rido. Em todos os gêneros você tem a coisa boa, a coisa média e a coisa ruim. Beethoven escreveu a “9ª Sinfonia” há dois séculos, não é possível que alguém a ouça e não saia transformado. O que está explícito ali? É um outro tipo de percepção do ser humano. A percepção não está só na palavra. Algumas são possíveis criar, outras são possíveis perceber. (pausa) E tem gente que passa e não percebe nada, podia não ter passado que dava no mesmo.

Eu jamais faria uma peça que fizesse apologia ao nazismo, mas faria uma nazista para mostrar como é ruim. Estamos falando especificamente do ator, mas não é uma visão resumida a um segmento. Essa visão está em tudo que se fez de arte até hoje no mundo. Temos obras antigas que ainda mexem conosco de uma forma, que vem de outro contexto da civilização, mas passaram pelo sentimento, pela sensibilidade de um ser humano que resolveu captar e mostrar em uma pintura, em uma composição, em um livro, em um poema… então o ator é um artista que agora vem com sua principal característica diminuída pelo ser humano, que abdicou no mundo atual muito do seu aprofundamento do conhecimento, pela velocidade que nós vivemos, pela pressa. Tudo é feito para aparecer antes de ser. Às vezes consegue ser antes de aparecer. Você vê isso em quem sai por aí rabiscando as ruas com vontade de marcar e aquilo não marca, faz sujeira. Crie alguma coisa real, nem que seja um momento positivo.

Essa ânsia pelo sucesso acaba fazendo com que a geração de agora…
Ela tem pressa de chegar. Todo mundo tem pressa hoje em dia. Os carros tem que chegar a 400km/h para quê? Não temos nem onde botar esses carros, não existe lugar! Você está curtindo a velocidade, quando o que eu gosto é o caminho, perceber tudo que está a minha volta. A velocidade, por exemplo, é uma coisa que limita. Estamos reféns da formação. Desenvolvemos brinquedos que podem nos levar para longe, mas simplesmente não nos satisfaz.

Agora, meu querido, eu tenho um espetáculo! Normalmente começo a me arrumar às seis horas e você me atrapalhou. Por sua causa não fiz o tratamento que preciso fazer para essa peça e isso está me incomodando bastante. Tiveram a leviandade de marcar uma coisa sem falar comigo. O ator não liga em tomada.

Bastava a senhora dizer que não poderia me atender e marcávamos em outra oportunidade…
Reflita sobre tudo isso, teatro, música, o que for… e sobre a distorção de todas essas coisas. Não coloque nada como objetivo, mas sim como objeto. As pessoas querem uma bela forma, mas não cuidam do conteúdo. Desculpe, mas tenho que te expulsar.

(Foto: Leekyung Kim)

“33 Variações” está em cartaz no Teatro Nair Bello (Rua Frei Caneca, 569 – Cerqueira César), em São Paulo, sextas (21h), sábados (21h) e domingos (19h). As entradas custam de R$60,00 (meia) a R$120,00 (inteira) e podem ser encontradas no Ingresso Rápido. O elenco conta com Nathalia Timberg, Wolf Maya – responsável pela direção do espetáculo -, Lu Grimaldi, Flávia Pucci, Gil Coelho, Gustavo Engracia, André Dias e a pianista Clara Sverner. Recomendada para maiores de 14 anos. Até 11 de dezembro.