Priscila Fantin e grande elenco estreiam “A Besta” em São Paulo

Foto: João Caldas

Foto: João Caldas

O elenco da comédia “A Besta” se reuniu no Teatro Gazeta, em São Paulo, horas antes da pré-estreia do espetáculo para falar sobre a experiência da montagem: “Essa peça tem uma riqueza dramatúrgica muito grande”, conta o diretor Alexandre Reinecke. “É uma comédia intelectual e uma comédia popular ao mesmo tempo”, descreve. O espetáculo não é feito para rir como as comédias pastelões que o grande público está acostumado. “Por isso reunimos esse elenco de 10 pessoas tão talentosas e de escolas tão diferentes”, orgulha-se ao falar sobre os protagonistas Priscila Fantin, Celso Frateschi, Hugo Possolo, Ary França e Iara Jamra, presentes durante a entrevista. O coro é formado por Alexandre Bamba, Dani Mustafci, Carol Mariottini, Fabek Capreri e Renan Duran.

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Priscila Fantin – a princesa do espetáculo – chama atenção pela beleza, mas engana-se quem imagina que a atriz, famosa por protagonizar novelas da Rede Globo, como “Esperança” (2002), não dá conta do recado: “Reinecke foi responsável pela minha primeira peça de teatro e disse que o bichinho me pegaria”, brinca sobre sua estreia nos palcos em “Vergonha dos Pés” (2008). “Minha personagem é apaixonada por arte e por teatro”, conta sobre sua função em “A Besta”. “Meu papel é administrar a junção dos diferentes gêneros teatrais que se desencontram na história”, finaliza. Durante a apresentação, Priscila deixou o público de boca aberta por sua postura, naturalidade, excelente dicção e brilhante atuação. “Ela é um doce e de uma generosidade fundamental para o sucesso do espetáculo”, elogia Possolo.

Foto: João Caldas

Foto: João Caldas

Hugo veio do tradicional Parlapatões junto com parte do elenco e todos foram muito cuidadosos ao falar sobre a atriz que estreou na televisão. É inegável o talento do ator que interpreta o simplório Valério, a alma do espetáculo. Porém, não se destaca tanto quanto poderia. A liberdade de improvisação do personagem faz com que, por diversas vezes, o artista exagere. “O autor deixa aberto quem poderia ser a besta dessa história”, explica em relação ao título da peça. “Besta tem vários sentidos”. Celso Frateschi (Elomire) e Ary França (Béjart) também são destaques no espetáculo. Apenas a profissional Iara Jamra (Dorine) é mal aproveitada. Apesar do papel com poucas falas ser proposital para que a atriz experimente outra vertente da atuação, é possível esquecer que Iara está em “A Besta” mesmo estando presente em cena.

Assista um trecho da coletiva de imprensa de “A Besta”:

O texto de David Hirson, com tradução espetacular de Clara Carvalho impressiona principalmente por ser – de forma agradável e, às vezes, até imperceptível – em verso rimado. Prova ainda maior do profissionalismo dos atores que, se não decoraram alguma parte da história, improvisaram rimando. A cenografia de José de Anchieta é de encher os olhos. Os detalhes enriquecem a história e emocionam em vários momentos. O figurino criado por Fabio Namatame é impecável. Destaque para a roupa deslumbrante usada por Priscila Fantin. O programa de “A Besta” tem projeto gráfico da Estação Design e fotos de João Caldas. Dá vontade de guardar para sempre de tão bonito.

Foto: João Caldas

Foto: João Caldas

“A Besta” estreia no Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900 – Cerqueira César – São Paulo – SP) no dia 23 de maio e pode ser vista às sextas (21h), sábados e domingos (20h). Os ingressos custam de R$25 (meia) a R$60 (inteira) e podem ser comprados através do site do próprio teatro. Com duração de 90 minutos e classificação indicativa para maiores de 12 anos, o espetáculo fica em cartaz até o dia 17 de agosto.