“Procurando Dory” é divertido, cheio de aventura e… do que estávamos falando?

(Foto: Divulgação)

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“Oi, eu sou a Dory e sofro de perda de memória recente” é o gracioso discurso de apresentação da protagonista. A fala é apenas uma das diversas frases que se repetem durante o longa-metragem “Procurando Dory” (2016). A animação é a continuação do bem sucedido “Procurando Nemo” (2003). O primeiro filme levou o Oscar de Melhor Animação e lucrou mais de US$840 milhões. Em menos de um mês em cartaz, “Procurando Dory” arrecadou mais de US$640 milhões pelo mundo, tamanha a popularidade da personagem.

Em “Procurando Dory”, a divertida protagonista percebe não se recordar de sua família e, buscando em sua frágil memória, procura reunir lembranças que a levem de volta aos seus pais. O roteiro e a direção são assinados por Andrew Stanton, responsável pelo sensível “Wall-E” (2008), e atrai crianças e adultos.

Ellen DeGeneres retorna aos estúdios para dublar Dory. No elenco, Diane Keaton (Jenny) e Willem Dafoe (Gil) são alguns dos famosos atores que emprestam suas vozes aos personagens na versão legendada. Sigourney Weaver marca presença como a locução do Instituto de Biologia Marinha, uma das grandes sacadas do longa-metragem. Em português, o papel é de Marília Gabriela.

Hank (um polvo com sete ao invés de oito tentáculos), Destiny (um tubarão-baleia que não enxerga bem), Geraldo (um leão-marinho que sofre bullying) e Bailey (uma baleia Beluga com uma espécie de depressão paranóica) confirmam a vontade dos criadores de “Procurando Dory” de discutir sobre as diferenças. Os personagens se juntam à Dory (e seu problema de memória) e à Nemo (e sua nadadeira fisicamente deficiente) para formar o time com maior profundidade e complexidade criado pela Disney-Pixar.

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Os carismáticos personagens de “Procurando Nemo” como as tartarugas Crush e Squirt e a arraia Ray ganham participações especiais na animação, que conta com novos personagens como o pelicano Becky e um grupo de lontras bebês que arranca quase tantas exclamações do público como a bebê Dory. Para que a história faça mais sentido, a infância da personagem é contada em uma série de flashbacks, que se torna repetitiva e um pouco cansativa.

As mais de vinte faixas criadas para a trilha-sonora de “Procurando Dory” são responsabilidade de Thomas Newman. O premiado compositor norte-americano assina canções de filmes como “Perfume de Mulher” (1992), “Um Sonho de Liberdade” (1994), “À Espera de um Milagre” (1999) e “007 – Operação Skyfall” (2012).

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“Piper”, o curta-metragem escolhido pela Pixar para abrir “Procurando Dory”, é espetacular e vale a pena chegar com antecedência aos cinemas para conferir mais uma obra-prima dos estúdios. “Procurando Dory” está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil por tempo indeterminado em versões dubladas, legendadas e em 3D.