Red Room Party mistura música eletrônica, hip hop e funk no Espírito Santo

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As melhores festas do Brasil não são exclusividade do eixo Rio-São Paulo. Há alguns anos, cidades como Florianópolis, Brasília e Salvador tem se destacado no país e se mantido no calendário dos baladeiros mais animados. Idealizada por Naio Rezende, a Red Room Party nasceu em janeiro de 2014, na Praia do Canto, bairro nobre de Vitória. A intenção era transportar o clima intimista de uma reunião com amigos, para um espaço um pouco maior, onde cerca de 300 convidados pudessem curtir o melhor da Trap Music.

O gênero musical se originou no começo dos anos 90, no sul dos Estados Unidos. Considerada uma vertente do Hip Hop, a Trap Music chamou atenção pelo conteúdo agressivo, que inclui temas como sexo, violência, criminalidade, política e problemas sociais. Em 2012, produtores de música eletrônica inseriram os principais elementos do gênero em suas criações o que facilitou a popularização da Trap Music nos Estados Unidos e, consequentemente, no mundo. Considerado o precursor do estilo, o americano Diplo pesquisou o funk das favelas brasileiras durante uma de suas passagens pelo país, para dar mais realidade às canções que seriam produzidas pelas dezenas de artistas lançados pelo empresário.

A mistura da música eletrônica com o hip hop e o toque do funk nacional é respeitada durante a Red Room Party, o que faz da festa um evento único no país, fato que transformou a ideia em um fenômeno entre o público capixaba. Prestes a comemorar a sétima edição, a balada tem movimentado parte da população do Espírito Santo. Há quem cruze o estado para fazer parte do evento que tem recebido em média duas mil pessoas a cada nova data.

Intitulada Red Room Apocalypse (a anterior se chamava Sensation), a edição comemorativa de dois anos da festa acontecerá na Arena Pedreira, em Guarapari, no dia 30 de janeiro, e promete ser o maior evento do grupo: são esperadas mais de quatro mil pessoas. A noite que terá cerca de sete horas de música e performances, respeitará o clima underground da ideia inicial. Sem palco, os DJs tocarão no centro da pista, como se estivessem na sala de casa. A iluminação exclusivamente vermelha, no espaço onde predomina a cor preta, é a responsável pelo toque artístico e cheio de atitude que toma conta da festa, que tem a decoração assinada pelos membros da Red Room Crew.

Com ares de balada internacional, a Red Room Party mistura moda, música e arte de uma maneira exclusiva e inédita no Brasil. Os ingressos para a edição Apocalypse custam de R$50,00 (meia) a R$150 (inteira) e podem ser encontrados no Blue Ticket. Mais informações sobre o evento na página oficial da Red Room.