Sete meses após interdição, balada paulista reabre sob nome Aloka Club

(Foto: Reprodução / Internet)

Quase sete meses após a interdição, uma das mais tradicionais baladas LGBT de São Paulo reabriu sob o nome Aloka Club. Nomeada com uma grafia diferente, a antiga casa tinha mais de 22 anos. Antes de se chamar A Lôca, o clube funcionou por cerca de seis meses como Samantha Santa. Fundada em 1995 por Julio Baldermann (1945-2009), A Lôca encerrou as atividades durante a administração do argentino Anibal Aguirre, que assumiu a casa em 2009. A prefeitura fechou o espaço alegando problemas com a vizinhança, causados principalmente pelo vazamento de som. Os novos donos investiram cerca de R$500 mil para a reforma do espaço, reinaugurado na última quinta-feira (01).

O grupo que adquiriu o empreendimento tomou cuidado em preservar algumas características clássicas da decoração da casa e conseguiu manter os shows da drag queen Silvetty Montilla na programação. Por outro lado, os empresários perderam importantes marcos da história do clube, incluindo as tradicionais festas comandadas por André Pomba, como a Grind, um dos grandes movimentos underground da história da cidade de São Paulo.

Mais moderno, mas sem perder as características do que se via anteriormente, o bar do primeiro andar está entre as principais mudanças. Com menos lugares para descansar e com acesso direto à pista, o lounge térreo se tornou um espaço sem utilidade. No local funcionavam o caixa (extinto devido ao novo sistema de cobrança, que carrega a comanda eletrônica durante a entrada) e a chapelaria, que não existe mais, a maior e mais inadequada mudança do clube. A pista principal mantém o mesmo formato, com exceção do local do DJ. Os equipamentos de som e de iluminação estão mais modernos e a estrutura do espaço parece mais atual do que a vista antes do repentino fechamento da antiga A Lôca.

(Foto: Reprodução / Internet)

Embora o segundo andar continue com as mesmas características, as mudanças foram bastante sentidas pelo público. O que era uma segunda opção de pista de dança, se tornou mais um lounge e um dos sanitários se tornou banheiro exclusivo para cadeirantes, mesmo que um cadeirante não tenha acesso ao segundo andar, uma vez que a casa não possui elevadores e que a escada é estreita demais para a passagem de uma cadeira de rodas.

No primeiro dia, as equipes da entrada e do bar não estavam familiarizadas com o novo processo de pagamento, o que causou uma demora de horas na entrada, além de algumas pequenas confusões nos bares. Nada que não deva se ajustar com o tempo. Importante destacar que para utilizar um valor maior do que o cobrado para ingressar na casa, basta solicitar no ato da chegada, evitando pegar uma fila quilométrica no meio da madrugada. Segundo os funcionários do novo empreendimento, caso o valor pago não seja totalmente utilizado na data, a quantia sobressalente fica vinculada ao CPF do cliente para a utilização em uma próxima visita ao Aloka Club.

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(Foto: Reprodução / Internet)

A Aloka Club se localiza na Rua Frei Caneca, 916 – Consolação, em São Paulo. Funciona de quinta a domingo, normalmente a partir das 23h às quintas, sextas e sábados, e das 22h aos domingos. A programação conta com nomes como Daniel Martins, Rafa Viana, Mau Mau, Roque Castro, Fabiano Bulgarelli e Mara Bruiser. A recepção do público fica por conta da drag queen Arethusa Reziak. Sem nome na lista R$30,00 de entrada ou R$50,00 de entrada com R$30,00 de consumação. Com nome na lista R$45,00 de entrada com R$30,00 de consumação. Os horários e valores podem sofrer alterações. Consulte informações adicionais no site oficial da Aloka Club. Siga as páginas oficiais do clube no Instagram e no Facebook.