Stomp! Um show cheio de exclamações!

Precursor no estilo, o grupo inglês Stomp não se define. É um show de música, de dança, de arte. Formado por esquetes, as cenas são determinadas pelo objeto cênico principal, ou seja, o que é utilizado pelo grupo para realizar o número. Bolas, carrinhos de supermercado, pias, galões de água, pneus, canos, caixinhas de fósforo e até areia se transformam em instrumentos musicais que, combinados com o tempo único de movimentação de cada artista, ecoam sons agradáveis, capazes de arrancar aplausos intermináveis da plateia.

Quem confere duas vezes é porque gosta muito. Tradicional, o grupo não costuma incluir novos números no show que roda o mundo há mais de 20 anos. A clássica – e bonita! – esquete das vassouras inicia o espetáculo. As cenas dos baldes, dos isqueiros e dos tambores são os grandes destaques de Stomp. No bis, uma agradável surpresa não desanima o público que aplaudiu o grupo por duas horas ininterruptas. Há força para mais. Mais show e mais aplausos.

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Formado por oito percussionistas, dançarinos e atores, a trupe que desembarca no Brasil para uma série de apresentações é uma das cinco existentes no mundo. Duas delas são residentes nas cidades de Nova York e Londres. Foi nas ruas inglesas que nasceu o Stomp, em 1991. Resultado de 10 anos de pesquisa, Luke Cresswell e Steve McNicholas reuniram Nick Dwyer, Sarah Eddy, Theseus Gerard, Fraser Morrison, David Olrod, Carl Smith e Fiona Wilkes, que juntos com Cresswell, fizeram parte da primeira formação do show. De 1991 em diante, foram mais de 20 mil apresentações para um público que ultrapassa a marca de 12 milhões de espectadores. O Stomp se apresentou por 350 cidades de 36 países diferentes!

Assista ao trailer do espetáculo Stomp:

Não há texto. Onomatopeias, palmas, mímicas e movimentos provam que não são necessárias palavras para a integração de diferentes partes do mundo. As piadas do espetáculo se fazem entender pela forma simples e despreocupada com que são apresentadas. E o grupo ainda tem muitos outros pontos positivos. É possível perceber que o profissionalismo não está somente no palco, diante dos olhos do público. Nenhum contratempo pega a equipe de surpresa. Durante o número das vassouras, por exemplo, duas delas quebraram pela força e quantidade de batidas. Sem prejudicar a cena, e de forma quase imperceptível, os objetos eram lançados para fora ao mesmo tempo que novos voavam para as mãos dos artistas. Além disso, a iluminação é capaz de criar momentos belíssimos de forma a transportar a plateia para diferentes cenários.

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Considerado um espetáculo de comédia por alguns críticos especializados no mundo, o Stomp é mais do que isso. É um show que não permite resenhas e não se permite ser classificado. Uma criação sensorial que ultrapassa o comum e que emociona pela qualidade técnica e pela integração de culturas. Depois de Porto Alegre e São Paulo, a trupe passa pelo Rio de Janeiro, Fortaleza e Natal.