Tragédia une história e modernidade no One World Trade Center

(Foto: Divulgação)

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No dia 11 de setembro de 2001, o mundo assistiu a destruição do complexo de edifícios World Trade Center, em Nova York. A construção orçada em mais de US$ 400 milhões contava com os famosos arranha-céus conhecidos como Torres Gêmeas. Coordenado pela organização islâmica Al-Qaeda, o ataque terrorista resultou na destruição dos sete edifícios do conjunto, em danos a dez outras estruturas e em 2.753 mortes, transformando a data em uma das mais marcantes tragédias do planeta. Oito meses foram necessários para a limpeza e recuperação do espaço. Em 2002, teve início a reconstrução do complexo, renomeado para One World Trade Center.

A praça abriga o National September 11 Memorial & Museum – uma homenagem às pessoas que morreram no atentado, que ocupa o exato local e possui a mesma dimensão das Torres Gêmeas, e um empreendimento com uma síntese da fatídica data -, um centro de transportes desenhado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava – profissional responsável por dezenas de obras pelo mundo, como o Complexo Olímpico de Atenas, em Atenas, na Grécia, e a Puente de la Mujer, em Buenos Aires, Argentina -, além do edifício principal, chamado popularmente de “Freedom Tower” (“Torre da Liberdade”), mas nomeado oficialmente de One World Trade Center.

Inaugurada em novembro de 2014, a torre é considerada a construção mais alta dos Estados Unidos e se tornou um símbolo a favor da união dos povos. A visita a um dos pontos turísticos mais modernos e emocionantes do mundo é indispensável em um roteiro de viagem.

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Em uma tela de alta definição localizada no hall do One World Observatory, é possível conferir quantas pessoas estão visitando o espaço, quais as nacionalidades predominantes e muitos outros dados técnicos. Com quase 60 metros de profundidade, parte da base de concreto é mostrada no subsolo, entre vídeos com histórias dos profissionais responsáveis pela construção do prédio. Os elevadores de última geração – um dos momentos mais espetaculares da visita -, sobem os 104 andares em poucos segundos. Posicionados em uma espécie de teatro, o público assiste a um vídeo com duração de cerca de 5 minutos sobre Nova York.

A vista da cidade faz perder o fôlego. Não é possível ter uma visão nem ao menos parecida de nenhum outro ponto da Big Apple. O espaço é amplo e possibilita um giro de 360 graus. Há instrutores espalhados pelo andar respondendo perguntas sobre Nova York e o One World Trade Center, além de bares, restaurantes e uma loja de presentes. Ao final da visita, o elevador reserva mais uma surpresa, mas é preciso ser rápido para conseguir acompanhar todos os detalhes. Espera-se que pontos turísticos sejam mais atrativos por sua história do que por experiências surpreendentes. O One World Observatory poderia ser um parque de diversões, se não tivesse nascido de uma tragédia.

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O One World Observatory se localiza no complexo do One World Trade Center (285, Fulton St.) em Nova York. O horário de funcionamento é das 9h às 20h. No verão, o observatório fecha às 22h. Os ingressos custam de US$ 26 (crianças) a US$ 32 (adultos) e podem ser comprados no site oficial do One World Observatory. O memorial abre diariamente das 7h30 às 21h. O museu funciona às sextas e sábados das 9h às 21h e de domingo à quinta das 9h às 20h. Os ingressos custam até US$ 44 (adultos) e podem ser encontrados na página oficial do empreendimento.