Wanessa: “Trabalho porque amo muito o que faço”

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Quatro meses após o nascimento de seu segundo filho, João Francisco, a cantora Wanessa apresentou pela primeira vez, em São Paulo, a turnê “DNA Reloaded”, uma versão diferente dos shows que tem viajado o país desde o lançamento do disco “DNA” (2011): “Considero hoje o meu retorno oficial. O público paulista foi quem mais comprou a ideia de eu ser cantora”, confessa. “Tirei o que não estava dando tão certo e mudei algumas coreografias. Na semana que vem ainda vou trazer novidades e em duas semanas entrego o show do jeito que eu realmente quero”, conta ao Setor VIP antes de subir ao palco.

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“Bem vindos!”, disse em saudação ao público que lotou a casa noturna Flex Club, na madrugada de sábado (18) para domingo (19). “Estava com saudade, se não estivesse, não deixava meu bebê em casa”. A artista ainda é mãe de José Marcus: “Não decidi reformular o show, eu não consegui fazer um novo!”, conta aos risos. “Não tive opção, estou sem dormir, amamentando de 3 em 3 horas e só do meu leite, não tem complemento nenhum. O João é pequenininho e o José está com 2 anos, a função mãe tem me tirado toda a energia física e trabalhar dá muito trabalho!”, diverte-se sem esconder o orgulho das crias. “Ainda estou em uma fase muito cansativa, mas trabalho porque amo muito o que faço!”.

Formado apenas por canções animadas e que ressaltam a potência vocal de Wanessa, o repertório inclui “Stuck On Repeat”, “Falling For You”, “Get Loud”, Hair & Soul”, “Stick Dough”, “Worth It” e “Shine It On”. Em português, as canções que aparecem são “Não Me Leve a Mal”, “Sem Querer” e “Amor, Amor”. “‘DNA’ é meu momento favorito. Tentei tirá-la do começo do show e não consigo. É a música que me define, que define o show. Me prepara, é um grito de guerra, um momento épico para mim”, conta sobre a canção que dá início à apresentação e nomeia todos os trabalhos da nova fase. A platéia vem abaixo com uma das melhores músicas da carreira da artista.

Assista a abertura da “DNA Reloaded”:

Mas não faltam novidades na “DNA Reloaded”: “‘Beast’ tem um quê de lírico, é um tom muito alto que cogitamos baixar, mas eu gosto de coisas agudas. Veja a minha família, está no meu gene”, explica aos risos. “Achei que ela perderia a força se baixássemos. Para você dizer que é uma fera, você precisa jogar isso para fora e o agudo dá esse sentimento. É uma música que preciso estar sempre bem, não posso brincar. Se eu estiver cansada não chego no tom certo”, explica. “‘Beast’ está no meio do repertório porque é quando minha voz já aqueceu, não pode ficar no final porque minha voz já está cansada. Ela é uma das mais difíceis dentro do show”. Wanessa canta todas as canções ao vivo e dança quase que ininterruptamente com uma energia impressionante: “Não parece, mas a dança de ‘Turn It Up’ é a pior, a que mais cansa”, entrega.

Em um bate-papo que gira em torno de música, as referências de Wanessa não poderiam ficar de fora: “Os clássicos como Michael Jackson, Madonna, Abba, Queen e The Carpenters são artistas que eu sempre gostei e vou continuar gostando”, diz sem titubear. “Sempre faço covers. Como faço sempre os mesmos números durante muito tempo, às vezes preciso tirar umas músicas do repertório para que eu me divirta mais. Também me canso um pouco das minhas músicas. Mesmo!”, confessa sincera. “O cover dá essa aliviada. Canto para poder arejar a cabeça”. Na segunda fase da turnê, a cantora pega emprestada a canção “I Don’t Care”, da americana Demi Lovato.

Veja trecho de “I Don’t Care”, de Demi Lovato:

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Wanessa mostra-se segura, competente e certa do que quer (“Melhor você fotografar ali, né?”), sem perder a doçura e o sorriso característico: “Fico feliz quando os fãs criticam, mas não tinha como lançar um trabalho novo. Final de gravidez é uma correria e com o filho não tive condição física ou mental. Vou aproveitar o fim do ano que terei alguns dias de descanso para parar e compor o repertório. A minha ideia é lançar um CD novo no ano que vem”, anima-se. Os fãs não vêem a hora. Aliás, a estrela principal é ela, mas os coadjuvantes são eles. Animados, o público da cantora canta e dança como se não houvesse amanhã. Carinhosa ao extremo, Wanessa faz o possível para dar atenção aos mais emotivos, recebe presentes, abraça, beija e tira fotos com o máximo possível: “Obrigada pelo carinho!”, diz sorridente. A gente é que agradece.

“Nunca penso no que eu faço. Não tenho planos. As coisas na minha vida sempre aconteceram naturalmente e tornou-se uma característica da minha carreira. Dou a cara para bater e vejo o que vai acontecer”, discursa antes de encerrar a agradável conversa com seu posicionamento em relação a defesa das minorias: “A aproximação do público LGBTS foi natural, nunca foi proposital. Acabei me relacionando com as causas durante o convívio com as pessoas que me contavam o que sofriam”, confessa a estrela. “Ter amigos que sofrem com homofobia me fez querer falar mais sobre o assunto, me posicionar a favor da defesa dos homossexuais. Tenho amigos e fãs que são e para mim acabou se tornando uma questão de cidadania. Não tenho cobrança. Ser a favor de certas coisas e contra outras é uma questão da Wanessa Godói Camargo Buaiz mais do que da cantora Wanessa, sabe?”.

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Mais a vontade do que nunca com suas escolhas pessoais e profissionais, a cantora Wanessa prova que não havia outro caminho a seguir sem ser o do sucesso. Seja por seus discursos humanitários ou por seu talento indiscutível, a goianiense de 31 anos ainda consegue surpreender e não deve parar por aqui. “Bom show”, diz ao se despedir. E dava para ser diferente? A artista tem apresentações agendadas em Belo Horizonte – MG (24/10), Belém – PA (01/11), Goiânia – GO (08/11), Campinas – SP (14/11) e volta para São Paulo – SP (15/11). Mais informações, acesse o site oficial de Wanessa.