Woody Allen dirige Kate Winslet pela primeira vez em “Roda Gigante”

(Foto: Divulgação)

Estrelado por Kate Winslet (de “Titanic”, “O Leitor” e “Divergente”), Jim Belushi (da série “According to Jim”), Juno Temple (de “Malévola”) e Justin Timberlake (de “A Rede Social”, “Amizade Colorida” e “Trolls”), “Roda Gigante” chega às principais salas de cinema do mundo como o 50º filme dirigido por Woody Allen. Em cartaz desde o final de 2017, o drama teve sua primeira exibição na última noite do 55º New York Film Festival. O longa-metragem que se passa em meados dos anos 50, em Coney Island, arrecadou cerca de US$7 milhões na semana de estreia.

Ginny (Kate Winslet) é uma atriz frustrada que se tornou garçonete para sustentar seu filho. Em busca de uma vida com menos sacrifícios, se casou com Humpty (Jim Belushi), operador do carrossel do parque de diversões de Coney Island. Durante um passeio, Ginny conhece o salva-vidas Mickey (Justin Timberlake), com quem passa a viver um caso extraconjugal. Carolina (Juno Temple), filha do primeiro casamento de Humpty, se muda para a residência do casal após fugir de seu marido, um gângster que a jurou de morte por saber demais.

Personagem cheia de manias, com inúmeras fraquezas e à beira de um ataque de nervos, Ginny permite à Kate Winslet interpretar uma mulher diferente de todas as personagens que viveu em seus mais de 25 anos de carreira. Winslet, que buscava uma oportunidade de protagonizar um filme de Woody Allen desde “Match Point” (2005), quando recusou o papel de Nola Rice afirmando precisar de férias, consegue reafirmar seu talento para as artes dramáticas ao interpretar uma personagem banal de maneira excepcional.

As locações para o belíssimo cenário de “Roda Gigante” incluem a vizinhança de Vinegar Hill, localizada no Brooklyn, entre a Hudson Avenue e a Gold Street. Além do famoso parque localizado em Coney Island, Kate Winslet, Justin Timberlake e Juno Temple filmaram parte do longa-metragem na Brighton Beach. A espetacular iluminação pontua passagens importantes da história de maneira quase imperceptível, tonalizando sentimentos e marcando diferentes posicionamentos dos personagens em cenas pontuais.

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Para os brasileiros acostumados às tragédias cotidianas escritas por Nelson Rodrigues, o roteiro de Woody Allen não causa grande impacto, o que não significa que “Roda Gigante” seja um filme ruim, apenas não impressiona como “Match Point” (2005) ou “Meia Noite em Paris” (2011), por exemplo. Em determinado momento, é possível prever as decisões que serão tomadas por Ginny e as consequências que as escolhas trarão para o futuro de Carolina. Apesar da história previsível, o final foge do esperado, mas não chega a surpreender o público.