Ana Carolina se despede da impecável turnê “#AC”

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Na última sexta-feira (14), a cantora Ana Carolina subiu ao palco do HSBC Brasil, em São Paulo, para o encerramento da turnê “#AC”. “Estou chateada, eu adoro esse show”, confessou. “Tudo tem que terminar, mas a apresentação está apenas começando”, concluiu animada.

Nascida em Juiz de Fora, a mineira encantou o público ao revisitar grandes sucessos de sua carreira. “Garganta”, de “Ana Carolina” (1999); “Quem de Nós Dois”, de “Ana Rita Joana Iracema e Carolina” (2001); “Elevador”, de “Estampado” (2003); “Rosas” e “Eu Comi a Madona”, de “Dois Quartos” (2006); e “10 Minutos”, de “N9ve” (2009); são as canções populares responsáveis por desenhar a trajetória em estúdio de Ana Carolina, sem contar – claro, as músicas do álbum “#AC” (2013), que recheiam a maior parte do espetáculo.

“Essa noite é muito especial, não só pela presença de vocês, mas pela de uma brasileira igualmente especial, uma menina que cresceu com o sonho de nos representar”, discursou em relação à atleta olímpica Lais Souza, que ficou paraplégica após um acidente de esqui em 2014. “Soube que uma música minha a ajudou a se recuperar”, contou antes de entoar “Encostar Na Tua”, canção que não fez parte do repertório do show “#AC”.

“Eu não sabia que estava fazendo a primeira música do disco”, disse sobre “Combustível”. “Era uma daquelas canções que você escreve e entende que precisa fazer um álbum”. “Nunca soube que uma música podia me dar tantas alegrias”, confessou antes da belíssima “Coração Selvagem”. “Belchior fez essa canção genial e eu me sinto muito orgulhosa em cantá-la”. A impecável interpretação é seguida pela belíssima apresentação de “Eu Sei Que Vou Te Amar”, de Tom Jobim. Ambas as canções dividem o título de momento mais especial da noite. “Pra Rua Me Levar” e “Nua” são os números antigos que mais mexem com o público. O primeiro, um dos maiores êxitos da carreira de Ana Carolina; o segundo, carrega uma das letras mais provocantes. A nova “Mais Forte” arranca os aplausos mais eufóricos do público.

Apesar das canções descontraídas como “Pole Dance”, “Piriguete” e “Sinais de Fogo”, o show “#AC” firma a face romântica-sofredora de Ana Carolina. Vestida de preto dos pés à cabeça e entoando refrões de forte conteúdo dramático, a cantora mostra-se uma apaixonada incorrigível. Seu timbre de voz único acrescenta à interpretação a dose de teatralidade perfeita para que o requinte não se torne exagero.

A artista soma as histórias de suas quatro décadas de vida às experiências de seus mais de 15 anos de carreira, subtrai canções obsoletas, multiplica seu talento acompanhada de uma banda competente e divide o amor por seu ofício com seu público fiel. O resultado dessa conta é o show “#AC”, que deixará saudade por muito tempo…

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