Com Reynaldo Gianecchini e Ricardo Tozzi, “Os Guardas do Taj” retorna a São Paulo

(Foto: João Caldas)

Em 1612, Aryumand Banu Begam se tornou a terceira esposa de Shah Jahan, imperador do Império Mogol, um estado existente na Índia entre 1526 e 1857. Conhecida como Mumtaz Mahal, a princesa faleceu após dar à luz o 14º filho do casal. O imperador e sua esposa viveram juntos por quase 20 anos. Em homenagem a companheira, Shah Jahan construiu um dos monumentos mais icônicos da humanidade: o Taj Mahal. Localizado na cidade de Agra, aproximadamente três horas de Nova Déli, capital da Índia, o mausoléu demorou cerca de 20 anos para ser finalizado.

De maneira ficcional, “Os Guardas do Taj” descreve os dias dos profissionais responsáveis pela segurança da construção, antes e depois da revelação do monumento, em 1648. Protagonizado por Reynaldo Gianecchini e Ricardo Tozzi, o premiado texto do americano Rajiv Joseph retorna a São Paulo após bem-sucedida estreia em Portugal e longa turnê pelas principais cidades do Brasil.

(Foto: João Caldas)

Dirigido em parceria por Rafael Primot e João Fonseca, “Os Guardas do Taj” tem cenografia assinada por Marco Lima, figurinos criados por Fabio Namatame e música original de Marcelo Pellegrini, quesitos que amparam de maneira extraordinária a sensível entrega de Reynaldo Gianecchini e Ricardo Tozzi, grandes responsáveis pelo indiscutível sucesso do espetáculo.

Em determinado momento, Humayun (personagem de Gianecchini) cantarola para Babur (Tozzi) uma parte de “Prabhu Aap Jago”, considerado o mais poderoso mantra para o despertar espiritual. A cena é apenas um dos trechos do espetáculo que merece destaque. Mesmo sem parte dos efeitos da primeira temporada, o final da história reserva uma surpresa emocionante.

Na parte técnica, apenas o desenho de luz assinado por Daniela Sanchez e operado por Marcos Fávero não cumpre seu papel com perfeição. Um ano atrás, quando o Setor VIP acompanhou um dos primeiros ensaios gerais, a iluminação precisava de ajustes, mesmo após a temporada em Portugal. Na sessão do último sábado (02), a luz apresentou os mesmos problemas, conflitando com o resto do espetáculo. Em tempo, os contratempos não diminuem o valor do espetáculo e, quando funciona perfeitamente, a iluminação complementa cenas de maneira surpreendente.

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(Foto: João Caldas)

“Os Guardas do Taj” está em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista), em São Paulo, às sextas (20h), sábados (20h) e domingos (18h). As entradas custam de R$15,00 (meia) a R$70,00 (inteira) e podem ser encontradas através do site oficial do Ingresso Rápido. “Os Guardas do Taj” tem classificação indicativa para maiores de 12 anos e duração de cerca de 75 minutos. Todas as apresentações possuem descritivo em braile e intérprete de libras. Inicialmente até 17 de março. Estrela1 Estrela1 Estrela1