Elza Soares se apresenta com show baseado em disco “Deus é Mulher”

(Foto: Filipe Vicente / Setor VIP)

Elza Soares estreou sua temporada de shows de 2019, na última sexta-feira (11). A cantora subiu ao palco do Teatro J. Safra, em São Paulo, para apresentar ao público o espetáculo “Deus é Mulher”. “Boa noite, meus amores! Obrigada por terem vindo!”, cumprimenta antes de pedir perdão por eventuais interrupções causadas por uma tosse. “Estou me recuperando de uma gripe bem chatinha”, explica após as canções “O Que Se Cala” e “Banho”. “A mulher pode dizer o que quiser, pode dar pra quem quiser, pode comer quem quiser e pode falar sobre isso quando bem quiser. Liberdade para as mulheres!”, pede após a excêntrica “Eu Quero Comer Você”.

“Quantas mulheres foram assassinadas na entrada de 2019? Não há mais respeito, não há mais amor, não há mais nada! Fico muito triste!”, desabafa. “Na China, as mulheres deram as mãos. Na Espanha, as mulheres deram as mãos. E o Brasil? Não quero briga com ninguém, mas vou lutar à favor das mulheres até o fim. Eu não quero lutar sozinha, preciso de vocês!”, empolga-se durante a execução de “Maria da Vila Matilde”, primeira canção de “A Mulher do Fim do Mundo” (2015). O espetáculo é baseado no disco “Deus é Mulher” (2018). De todas as faixas presentes no álbum, apenas “Credo” ficou de fora do repertório. “Obrigada, minha gente!”, agradece.

(Foto: Filipe Vicente / Setor VIP)

Por conta de uma queda em 2013, Elza Soares permanece sentada o tempo todo. “Quanta fumaça! Vamos tirar um pouquinho? Não dá pra eu ver nada!”, pede antes de “Língua Solta” e “Hienas na TV”. Embora precise acompanhar as letras de suas canções através do monitor à sua frente, a artista seduz o público com sua inconfundível rouquidão e sua clareza de ideias, principalmente quando o assunto é o sexo feminino. “Essas músicas são de poetas paulistanos, de artistas maravilhosos, compositores modernos. De uma garotada que está fazendo letras incríveis para a nossa juventude crescer sadia. Cadê a nossa cultura?”, pergunta durante “Clareza”.

“Eu amo vocês! Amo!”, pontua. “Se não fossem vocês, a minha vida seria bem diferente. Eu tinha tudo para não dar certo: mulher, pobre e negra. Acredito que quando você quer alguma coisa boa, você consegue. Sempre acreditei muito em mim, no poder de Deus e na força de vocês. Muito obrigada!”, agradece carinhosamente antes de “Um Olho Aberto”, “Luz Vermelha” e “Benedita”, as últimas de “A Mulher do Fim do Mundo”. “Dentro de Cada Um” antecede “A Carne”, única canção que não faz parte do recente repertório de inéditas. “Nasci num país mestiço, onde o índio, o negro e o branco se cruzaram. Não vamos deixar o Brasil se acabar! Somos brasileiros!”, empolga-se.

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Após “Exu Nas Escolas”, Elza Soares apresenta sua banda e anuncia o fim do show com a canção “Deus Há De Ser”. “Obrigada, São Paulo!”, agradece em meio aos pedidos de “mais um”. “Eles querem mais!”, anima-se antes de “Mulher do Fim do Mundo”. O próximo show de Elza Soares está marcado para 19 de janeiro na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. Além da cantora, o SambaRap Festival terá participação de Rincon Sapiência e Diogo Nogueira. Os ingressos custam de R$40,00 a R$80,00 e podem ser encontrados no site oficial da Evetim.