Todos os sonhos se tornam realidade no espetáculo “O”

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Um dos espetáculos mais famosos da história do Cirque du Soleil, “O” é realmente surpreendente. Não há quem o tenha visto que não tenha se impressionado. Não havia melhor lugar para o único show aquático da companhia instalar-se. Em cartaz no “O Theatre”, dentro do hotel Bellagio em Las Vegas – famoso por suas fontes que dançam conforme a música do momento -, o show vale cada centavo. Prestes a completar 15 anos em cartaz, “O” ainda é um dos mais disputados da cidade, tendo seus ingressos esgotados para todas as apresentações, todos os dias.

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A história gira em torno de um apaixonado procurando por sua amada. Entre encontros e desencontros, números de tirar o fôlego – literalmente – acontecem em um palco que transforma-se em piscina. Não é tão simples quanto parece. A água simplesmente aparece e desaparece com uma rapidez impressionante. Em segundos o espaço (com uma profundidade suficiente para mergulhos do teto do teatro!) vira um palco tradicional. Tradicional? De tradicional o espetáculo “O” não tem absolutamente nada. As estruturas que sobem e descem criando plataformas separadas – muito famosas para quem conhece o Cirque du Soleil – ganham um encanto diferente quando envolve a água. Os artistas surgem de dentro da piscina, fazem seus números de ponta cabeça – sem qualquer apoio aparente para ajudá-los à respirar -, molham a plateia e se divertem com a reação do público que vibra a cada pernada. Entre um número e outro, dois palhaços entretém as pessoas e tornam-se o grande destaque circense do espetáculo.

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Dirigido por Franco Dragone, “O” – que se pronuncia eau (água em francês) – conta com 85 artistas no elenco, todos eles com certificado de mergulho. Quando alguma manutenção é necessária, os mais de um milhão e meio de litros de água utilizados nas performances chegam a subir 5 centímetros do gigantesco lago do hotel. Dentro da piscina existem mergulhadores que auxiliam os artistas e mecanismos que os fazem respirar nos números em que ficam muito tempo submersos. Um moderno controle de clima mantém a água, o teatro e o público cada um em sua temperatura ideal. Além disso, a orquestra (a música do espetáculo é tocada ao vivo) mantém-se dentro de uma sala de vidro para que o público a veja ao mesmo tempo que os instrumentos (alguns com mais de 100 anos!) não sofram nenhum tipo de dano.

Com referências do mundo todo, “O” conta com números com inspirações russas e africanas, o uso do erhu – um tradicional instrumento de corda chinês, parecido com um violino -, guitarras africanas e colombianas e figurinos inspirados em Veneza, nos costumes árabes e na Índia. As roupas, inclusive, são trocadas de 3 em 3 meses. O tratamento da água faz com que algumas cheguem a ser repostas após 20 apresentações. O cenário conta com um pesado apoio de objetos cênicos, a casa da dupla de palhaços que aparece diversas vezes, por exemplo, pesa mais de 3.000 quilos! Desde 2010, é possível visitar o backstage e conferir todos esses detalhes – que renderam mais de um bilhão de dólares à produção – de perto. Essas visitas tornam-se únicas e ainda mais especiais quando algum dos artistas está no palco ensaiando ou treinando algum número. “O” ganhou dezenas de prêmios e desde sua estreia em 1998 – e mais de 7.000 apresentações! -, foi considerado o melhor espetáculo em Las Vegas por 9 anos consecutivos.

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“O” é um espetáculo tão incrível quanto a cidade do entretenimento. Foi produzido apenas para Las Vegas e, assim como os outros shows fixos do lugar, não deve ser filmado e muito menos viajar. Planejado para ficar anos em cartaz e nunca perder a modernidade, “O” alcança o seu objetivo e dificilmente será superado por alguma outra companhia. Já pela criatividade infinita do próprio Cirque du Soleil, temos certeza que sim!

“O” fica em cartaz por tempo indeterminado e você encontra mais informações aqui.