Estonteante, Taís Araújo encerra espetáculo “Caixa de Areia”

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Encerrou-se no final de semana a peça “Caixa de Areia” em São Paulo. Após temporada de sucesso no Rio de Janeiro e apresentações diversas pelo Brasil, o texto do autor carioca Jô Bilac colocou a atriz Taís Araújo em um patamar ainda maior. Segura, a artista que interpreta uma dona de casa e mãe de família dos anos 50, comprovou seu talento em cenas difíceis, com igual teor de drama e comédia: “Teatro me fortalece”, diz a atriz conhecida por seus papéis principalmente em novelas da Rede Globo. “A peça foi construída de uma maneira muito interessante, quando começamos havia três páginas de texto!”, conta sobre a montagem criada em conjunto pelo grupo de atores: “Tem nossa identidade”, resume.

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“Caixa de Areia” é a última parte de uma trilogia escrita por Bilac – que também assina a direção do espetáculo em parceria com Sandro Pamponet -, antecedida por “Savana Glacial” (2009) e por “Popcorn” (2011). A atriz conta que a peça sofreu mudanças drásticas a cada lugar em que se apresentavam: “O teatro já é um processo vivo. Com o autor vivo e dirigindo, é vivo demais!”, diverte-se: “Esse é o ‘problema’ de trabalhar com autor vivo”. Taís atua e produz. E mostra-se completamente diferente da menina que aparenta na televisão: “Não é uma comédia. É uma peça bem reflexiva”, conclui.

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A trama mostra como a personagem Ana (interpretada pelas atrizes Julia Marini e Cris Larin em fases distintas) lida com as perdas em sua vida, a partir do suicídio da inquilina do apartamento onde morou na infância. Ana tenta entender a difícil relação que sempre manteve com a mãe (Taís Araújo), o pai (Luiz Henrique Nogueira) e o ex-marido (Jaderson Fialho). Com ingressos esgotados desde a estreia paulista no começo de novembro, “Caixa de Areia” surpreende pelo texto impactante, pelas impecáveis atuações do elenco e pelo cuidadoso cenário de Flavio Graff.