Glenn Close se aproxima de conquistar primeiro Oscar com “A Esposa”

(Foto: Divulgação)

Foram necessários quase 15 anos para que “A Esposa” saísse do papel e se tornasse um filme. Terceiro livro da americana Meg Wolitzer a chegar às telas, o longa-metragem estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto, em 2017. Dirigido pelo sueco Björn Runge e estrelado por Glenn Close, Jonathan Pryce e Christian Slater, o filme começou a ser distribuído nas salas de cinema apenas em agosto de 2018, chegando ao Brasil somente em janeiro de 2019. O impecável trabalho de Glenn Close alavancou a popularidade da obra e rendeu à artista inúmeros prêmios, incluindo o Globo de Ouro e o Critic’s Choice Award, o que a torna a grande favorita para finalmente receber o Oscar de Melhor Atriz.

Glenn Close se tornou conhecida após a participação em “O Mundo Segundo Garp” (1982), seu primeiro trabalho no cinema e sua primeira indicação ao Oscar. Alcançou uma nova geração ao interpretar Cruella De Vil em “Os 101 Dálmatas” (1996). Nos palcos, conquistou grande destaque após viver Norma Desmond em “Sunset Boulevard”, papel que interpretou de 1993 a 1994 e de 2016 a 2017. O trabalho no musical de Andrew Lloyd Webber rendeu à artista o Tony de Melhor Atriz. Em 45 anos de carreira, Glenn Close concorreu a cerca de 120 prêmios e venceu mais de 50. Nomeada seis vezes, a artista é a personalidade com o maior número de indicações ao Oscar sem levar para a casa nenhuma estatueta.

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Durante as últimas quatro décadas, Joan Castleman (Glenn Close) abriu mão de seus sonhos para se dedicar ao marido Joseph Castleman (Jonathan Pryce). O casal se conheceu em meados da década de 50, quando Joe era professor universitário e Joan uma de suas alunas. Prestes a receber o Prêmio Nobel de Literatura, o escritor viaja em companhia de sua esposa e do filho David (Max Irons) para Estocolmo. Enquanto Joseph recebe a atenção por sua brilhante carreira, Joan passa a repensar sua vida. Nos dias que antecedem a premiação, a esposa de Joe passa a ser procurada por Nathaniel Bone (Christian Slater), um jornalista ansioso por escrever uma biografia não-autorizada do escritor.

Embora grande parte da história se passe em Estocolmo, as gravações do filme aconteceram somente na Escócia, em cidades como Glasgow, Edimburgo e Dumfries, selecionadas pela similaridade com a capital da Suécia. As filmagens duraram menos de um mês. O hotel onde os personagens se hospedam foi criado em estúdio e a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel foi amplamente pesquisada em documentários e entrevistas exclusivas com os responsáveis pelo evento, para que a produção do longa-metragem retratasse o momento da forma mais real possível. No total, a obra custou cerca de US$15 milhões e conquistou US$20 milhões em bilheteria. “A Esposa” segue em cartaz.

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“A Esposa” está em cartaz na Caixa Belas Artes (Rua da Consolação, 2.423 – Consolação), em São Paulo, todos os dias às 14h, 16h10, 18h20 e 20h30. Os ingressos custam de R$09,00 (meia) a R$30,00 (inteira) e podem ser encontrados através do site oficial da Caixa Belas Artes. “A Esposa” tem duração de 01h40 e classificação indicativa para maiores de 12 anos. Em cartaz por tempo indeterminado, consulte a programação.