Impecável versão de “Dumbo” chega aos cinemas dirigida por Tim Burton

(Foto: Divulgação)

Baseado na animação de 1941, “Dumbo” chega às salas de cinema na próxima quinta-feira (28). Dirigido por Tim Burton, o longa-metragem dá continuidade ao cronograma de refilmagens dos Estúdios Disney, que na última década produziu filmes como “Alice no País das Maravilhas” (2010), “Cinderela” (2015) e “A Bela e a Fera” (2017).

Dumbo é um bebê elefante que nasceu com orelhas extremamente grandes. Por causa de sua aparência incomum, Max Medici (Danny DeVito), responsável pelo Medici Bros. Circus, insiste que Holt Farrier (Colin Farrell) treine o filhote para se apresentar com os palhaços. Enquanto fazem companhia para Dumbo, os filhos de Farrier, Milly (Nico Parker) e Joe (Finley Hobbins), descobrem que o elefante possui a capacidade de voar. Quando estreia no circo, Dumbo se torna notícia pelos Estados Unidos, chamando a atenção do empresário V. A. Vandevere (Michael Keaton) e de sua atual companheira, a artista francesa Colette Marchant (Eva Green).

Colin Farrell e Michael Keaton não foram as primeiras opções dos produtores para os papéis de Holt Farrier e V. A. Vandevere. Inicialmente, os Estúdios Disney convidaram Will Smith para o papel do mocinho e Tom Hanks para o papel do vilão. Ambos os artistas se interessaram pelo trabalho, mas não puderam aceitar os convites por conflitos de agenda. Will Smith, no entanto, acabou sendo escolhido para o papel do Gênio em “Aladdin”.

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“Dumbo” teve como principal inspiração o livro criado por Helen Aberson e Harold Pearl. Estima-se que a animação tenha custado US$900 mil, cerca de metade do valor gasto para a produção de “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937). Produzido durante a Segunda Guerra Mundial, “Dumbo” sofreu com a verba destinada à animação e enfrentou uma greve de trabalhadores, episódios que contribuíram para que o produto se tornasse o longa-metragem de menor duração produzido na história dos Estúdios Disney.

Principal música da animação, “Baby Mine” concorreu ao Oscar de Melhor Canção Original. A faixa ganhou três novas versões para o live-action. A música é interpretada pela norueguesa Aurora no trailer; por Sharon Rooney, intérprete da personagem Miss Atlantis, no filme; e pela banda canadense Arcade Fire nos créditos finais. “Baby Mine” não levou a estatueta para casa, mas “Dumbo” conquistou o troféu de Melhor Trilha Sonora.

Quase 80 anos após o lançamento da animação, o live-action conquista o merecido espaço negado a “Dumbo” durante sua criação. Em cerca de 110 minutos (50 minutos a mais que a produção original), o gracioso elefante revive todos os icônicos momentos da animação, mas acompanhado por novos personagens e em grandiosos cenários. Entre as cenas de maior destaque está o momento em que a mãe de Dumbo o acaricia com a tromba pela janela de seu vagão; a sequência do divertido banho do personagem; e o número circense em que o elefante é colocado em um prédio em chamas.

“Dumbo” foi gravado no Pinewood Studios e no Cardington Studios, na Inglaterra.

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Dirigido por Guy Ritchie, “Aladdin” está programado para chegar aos cinemas em maio. Baseado na animação de 1992, o live-action será protagonizado por Menda Massound (Aladdin), Naomi Scott (Jasmine) e Will Smith (Gênio). Outra novidade, mas programada para julho, “O Rei Leão” trará Donald Glover como Simba, Billy Eichner como Timão, Seth Rogen como Pumba e Beyoncé Knowles-Carter como Nala. Em 2020, os Estúdios Disney produzirão um dos filmes mais caros da história. “Mulan” deve receber um investimento de mais de US$290 milhões. O filme será seguido por “Tink”, com Reese Witherspoon como Tinker Bell, e “Cruella”, com Emma Stone como Cruella De Vil. Nos próximos anos, os Estúdios Disney tem planos de produzir as versões live-action de “Fantasia”, “A Pequena Sereia” e “O Corcunda de Notre Dame”.