Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz impressionam em “A Favorita”

(Foto: Divulgação)

A 91ª cerimônia do Oscar acontece em 24 de fevereiro. Empatado com “Roma”, “A Favorita” possui o maior número de indicações da edição, incluindo Melhor Filme. Olivia Colman concorre como Melhor Atriz pela interpretação da Rainha Anne. Emma Stone e Rachel Weisz concorrem como atrizes coadjuvantes pelos papéis de Abigail Masham e Sarah Churchill, respectivamente. Dirigido por Yorgos Lanthimos (do premiado “O Lagosta”), “A Favorita” estreou no 75º Festival Internacional de Cinema de Veneza, levando o troféu de Melhor Atriz e o Grande Prêmio do Júri. Uma das obras mais premiadas da temporada, o longa-metragem entrou para a lista dos 10 melhores filmes de 2018 da American Film Institute.

Gravado durante 45 dias entre março e maio de 2017, “A Favorita” teve suas cenas filmadas em Hatfield House, palácio localizado em Hertfordshire, e no Hampton Court Palace, em Hampton Court, ambos na Inglaterra. A maioria da mobília e das pinturas utilizadas no longa-metragem não são originais, portanto não podem ser vistas durante passeios pelos espaços, que são abertos para visitação pública. A produção enfrentou resistência para a utilização de luz natural, proibida terminantemente nas locações. Depois de muita negociação, a equipe do filme conseguiu autorização para a utilização de velas. “A Favorita” custou US$15 milhões e arrecadou mais de US$55 milhões em bilheteria no mundo.

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ATENÇÃO! O Texto contém spoilers a partir desse ponto. Caso não tenha visto o filme ou não queira saber alguns dos acontecimentos da história, continue após a próxima foto.

“A Favorita” é baseado em fatos reais, mas as informações verdadeiras se referem à data e ao local dos acontecimentos e aos nomes e aos cargos dos personagens. Os principais episódios são frutos de especulação da época e teorias de historiadores, portanto o longa-metragem se considera ficcional. Anne teve uma amiga muito próxima chamada Sarah Churchill e entre os empregados houve uma trabalhadora que subiu de cargo diversas vezes chamada Abigail Masham.

Não há registros ou boatos de que Masham tenha envenenado Churchill. Sarah realmente tentou chantagear Anne, ameaçando publicar cartas íntimas trocadas entre elas, o que levou à suposição de que a Rainha poderia praticar atos sexuais com mulheres. Seus casos nunca foram comprovados. Anne tinha muitos problemas de saúde e, acredita-se, psicológicos, o que levou a produção do longa-metragem a enfatizar as cenas de mudanças de humor da Rainha.

Na época, Anne era casada com o Príncipe George, mas seu marido não foi incluído na história. A Rainha perdeu seus dezessete filhos, porém não mantinha o mesmo número de coelhos para suprir a falta que sentia de cada um. Anne sofreu sete abordos e cinco bebês nasceram mortos. George viveu poucos minutos; a primeira Mary duas horas; Anne Sophia menos de um ano; a segunda Mary cerca de um ano e meio; e o Príncipe William viveu onze anos.

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“A Favorita” está em cartaz na Caixa Belas Artes (Rua da Consolação, 2.423 – Consolação), em São Paulo, todos os dias às 14h00, 16h20, 18h40 e 21h00. Os ingressos custam de R$09,00 (meia) a R$30,00 (inteira) e podem ser encontrados através do site oficial da Caixa Belas Artes. “A Favorita” tem duração de 120 minutos e classificação indicativa para maiores de 14 anos. Em cartaz por tempo indeterminado, consulte a programação.