Os momentos mais especiais da edição 2016 do Lollapalooza

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(Foto: MRossi)

A edição 2016 do Lollapalooza chegou ao fim. Foram dois dias de muita diversão e muita, mas muita música. Mais de 40 atrações passaram pelos quatro palcos espalhados pelo Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Eminem, Florence and the Machine, Karol Conka, Bad Religion, Marina and the Diamonds, Emicida, Cold War Kids, Jack Ü e Planet Hemp agitaram as mais de 150 mil pessoas que curtiram o final de semana em perfeita harmonia. O festival tem a intenção de unir públicos, sem qualquer discriminação. Por esse motivo, músicos de várias nacionalidades e diferentes gêneros celebraram a diversidade, o amor e a vida.

A organização do evento animou os espectadores que poderiam torcer o nariz com o mau tempo da capital paulista. Apesar de aberto, o Autódromo de Interlagos tem estrutura para receber com conforto o número de pessoas esperado em um festival de tamanha magnitude. Em comparação ao Brahma Valley – que aconteceu no Jockey Club de São Paulo e se tornou um mar de lama -, o cuidado e a atenção dos organizadores surpreendeu o público. Pouquíssimas pessoas saíram sujas e tampouco se teve notícias de brigas ou roubos. Haviam centenas de seguranças, postos médicos em locais específicos e muitos pontos de luz.

Com a melhor visibilidade, o palco Onix garantiu a preferência do público. Em segundo lugar, o intimista Trident rendeu momentos sensacionais para a plateia. Os espaços Skol e Axe poderiam garantir melhor visibilidade dos espectadores com uma estrutura poucos centímetros mais alta, mas todos obtiveram êxito em suas localizações. A distância de um palco para o outro rendeu elogios. Além de uma apresentação não causar interferência na outra, era possível andar de um ao outro em um curto período de tempo. A ordem dos shows causou um leve desconforto em fãs de bandas em que os horários coincidiam em sua quase totalidade de duração, mas a proximidade dos palcos acalmou os ânimos de quem se satisfez curtindo parte de um e parte de outro.

O Setor VIP conferiu algumas das mais aguardadas apresentações e destaca os espetáculos que fizeram mais sucesso nas quase 40 horas de Lollapalooza!

FLORENCE + THE MACHINE

Florence é uma artista que atrai todos os olhares. Se não pela beleza, por sua performance de encher os olhos e palpitar o coração. A cantora transpira amor e se entrega como poucos. Em determinado momento, Florence desce do palco para cumprimentar o público. Ao sentir uma mão podando o carinho dos admiradores, a artista interrompe o ato do segurança e segue ainda mais entregue. Foi o momento de maior aplauso da edição do Lollapalooza. No repertório, a pedida “No Light, No Light”, a graciosa “Shake It Out” e o grande sucesso “Dog Days Are Over”.

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(Foto: MRossi)

JACK Ü

O resultado da soma é super positivo! Skrillex e Diplo não sobem ao palco para fazer qualquer coisa. A apresentação da dupla foi uma das mais energéticas da história do Lollapalooza no Brasil. Talvez no mundo! As telas laterais sintonizavam a plateia na “Ü TV” e o telão principal exibia o símbolo como emoticons, pulsando com as batidas das músicas, fazendo coreografias e até nas famosas janelas de mensagens de erro do Windows. O repertório passeou por canções da clássica “Runaway” (Galantis) até “Hello” (Adele). No final do show, MC Bin Laden, o criador de “Tá Tranquilo, Tá Favorável”, surgiu no palco e o público delirou com os remixes de “Veja Só No Que Deu” (Wesley Safadão) e de “Baile de Favela” (MC João). Inesquecível!

ZEDD

O DJ é o queridinho de quem gosta de música eletrônica e tem uma quedinha por canções populares. A cara de bom moço, somada ao sorriso tímido, despertam paixões por Zedd. Como suas aparições são sempre embaladas por música boa, o resultado é uma plateia cheia de gente jovem, que não tem a menor pressa para a festa acabar. O artista roda o mundo animando as baladas mais famosas do planeta e carrega na mala muitas máquinas de fumaça, de chuva de papéis picados e de serpentinas. O destaque vai para as parcerias igualmente interessantes como “I Want You To Know”, com Selena Gomez; “Stay The Night”, com Hayley Williams; e “Clarity” com Foxes.

MARINA AND THE DIAMONDS

Marina and the Diamonds causou decepção ao cancelar de última hora sua participação no Lollapalooza do ano passado. Promessa é dívida e a promessa foi cumprida! “Esperei muito para encontrar vocês!”, disse emocionada. “Obrigada por me esperarem!”, agradeceu em meio aos discursos cheios de carinho e atenção. Sorridente, Marina desfilou divertidos figurinos com uma excelente forma física. “Mowgli’s Road”, “I Am Not a Robot”, “Hollywood”, “Bubblegum Bitch”, “Primadonna” e “Froot” foram apenas algumas das canções executadas pela banda em um show fora de série. O público aprovou e foi embora querendo muito mais.

ALOK

Alok não é só mais um rostinho bonitinho. Cheio de estilo, tatuado e com o corpo impecavelmente bem cuidado, o músico ainda por cima é talentoso. Considerado um dos melhores DJs do mundo, Alok é o único brasileiro que figura na lista dos 100 melhores da revista inglesa “DJ Mag”. “Não é porque o Snoop não veio que não vai ter música do cara”, disse antes de “The Next Episode”. Natural de Brasília, Alok chamou a atenção de quem não o conhecia pelos efeitos de sua apresentação. Os fogos e a chuva de papéis picados podiam ser vistas pelo público de todos os outros palcos do festival.

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(Foto: MRossi)

NOEL GALLAGHER’S HIGH FLYING BIRDS

Formado em 2010 após o fim da banda Oasis, o grupo Noel Gallagher’s High Flying Birds lançou dois discos: “Noel Gallagher’s High Flying Birds” (2011) e “Chasing Yesterday” (2015). A passagem da banda pelo Lollapalooza relembrou ambos os trabalhos. Dedicada aos fãs do Oasis, “You Know We Can’t Go Back” (“Você Sabe Que Não Podemos Voltar”, em tradução literal) emocionou os mais saudosistas. “Champagne Supernova”, “Listen Up”, “Digsy’s Dinner”, “Wonderwall” e “Don’t Look Back In Anger” – todas da banda Oasis – foram as mais curtidas pelo público.

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(Foto: MRossi)

MUMFORD & SONS

Pela primeira vez no Brasil, os britânicos do Mumford & Sons foram os responsáveis por um dos momentos mais épicos do festival. A vinda da banda era aguardada com ansiedade e todas as expectativas foram superadas. “Esse é o melhor show das nossas vidas!”, disse o vocalista Marcus. Em determinado momento, uma fã subiu ao palco para traduzir o que o cantor queria dizer. “Meu português é muito ruim!”, brincou. O grupo reviveu sucessos de seus três discos – : “Sign No More” (2009), “Babel” (2012) e “Wilder Mind” (2015) – e não deixou de fora canções como “Babel”, “Little Lion Man”, “Believe”, “I Will Wait” e “The Wolf”. “Voltaremos em breve!”, prometeram.

PLANET HEMP

“Sem Snoop Dogg e com Bob Marley morto, qual maconheiro sobrou?”, brincou Marcelo D2. A banda Planet Hemp substituiu o rapper de última hora e teve a difícil responsabilidade de encerrar o Lollapalooza, cargo normalmente destinado a uma grande estrela internacional. Deu certo! O vocalista é autêntico e carismático, mesmo quando fala sério. No dia de uma das maiores manifestações políticas dos últimos anos no Brasil, o grupo recebeu João Gordo para cantar “Crise Geral”, do Ratos do Porão. D2 ainda deu voz a grandes sucessos como “Futuro do País”, “Zerovinteum”, “Legalize Já” e “Queimando Tudo”. O show terminou com o Congresso Nacional sendo implodido no telão.

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(Foto: MRossi)