“Pantera Negra”: representatividade e reverência à cultura africana

(Foto: Divulgação)

Dirigido por Ryan Coogler (de “Creed”), “Pantera Negra” conquistou os títulos de maior estreia de um diretor afro-americano da história e de maior estreia de um filme estrelado predominantemente por atores negros. Baseado no personagem das histórias em quadrinhos, o longa-metragem se tornou a quarta maior bilheteria da Marvel e a nona maior bilheteria de todos os tempos.

Tamanha visibilidade chamou a atenção dos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que indicaram a produção do Universo Cinematográfico da Marvel em sete categorias do Oscar. “Pantera Negra” é o primeiro longa-metragem de super-heróis que concorre na premiação como Melhor Filme. O longa-metragem arrecadou mais de US$1.345 bilhão.

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Distribuído pelos Estúdios Disney, “Pantera Negra” é estrelado por Chadwick Boseman (que apareceu pela primeira vez como o personagem em “Capitão América: Guerra Civil”, em 2016), Michael B. Jordan (de “Quarteto Fantástico”), Lupita Nyong’o (do premiado “12 Anos de Escravidão”), Daniel Kaluuya (do premiado “Corra!”), Angela Bassett (de “Lanterna Verde”), Danai Gurira (da série “The Walking Dead”) e Forest Whitaker (do premiado “O Último Rei da Escócia”). Falecido em 2018, Stan Lee participa rapidamente do longa-metragem.

A intenção de produzir um filme do super-herói existe desde 1992. “Pantera Negra” surgiu como oportunidade de promover a representatividade negra no cinema e registrar a importância da cultura africana, região em que estaria localizada a cidade fictícia de Wakanda. Inspirado em tribos como Maasai, Tuareg e Zulu, o belíssimo figurino é composto por mais de 700 peças, algumas influenciadas pelo trabalho dos estilistas Donna Karan e Yves Saint Laurent. O figurino de Angela Bassett foi inspirado na ex-mulher de Nelson Mandela, Winnie Mandela.

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Preocupados em agradar os admiradores do super-herói, os cenógrafos se inspiraram nas imagens criadas para as histórias em quadrinhos de “Pantera Negra”. Os profissionais usaram a criatividade apenas em cenários que não haviam sido previamente desenvolvidos para as revistas. A equipe se inspirou principalmente no sul da África, em países como Congo, Etiópia, Ruanda e Uganda. Alguns conceitos foram baseados no trabalho da arquiteta iraquiana-britânica Zaha Hadid.

A sequência de “Pantera Negra” está sendo desenvolvida por Ryan Coogler.