Público enaltece Rod Stewart em espetáculo “The Hits”

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No dia 19 de setembro, após apresentar-se em Curitiba e antes de subir ao palco do Rock in Rio, o cantor e compositor britânico Rod Stewart levou 15 mil pessoas ao Allianz Parque, em São Paulo. Aos 70 anos, o astro mostrou que tem energia de sobra e não economizou nos tradicionais passos de dança, nas clássicas performances com o pedestal de seu microfone e nos incontáveis olhares e sorrisos sensuais, que ainda mexem com o imaginário de grande parte de seu público. O carisma do artista é inegável e encantou a plateia durante as quase duas horas da apresentação em solo paulista.

“Que noite linda!”, cumprimentou após dar início ao espetáculo minutos antes do horário programado, pegando todo mundo de surpresa. “Infatuation” (1984), “Having a Party” (1993) e a contagiante “It’s a Heartache” (2006) animaram a plateia que não poupou os gritos, independente da idade. Vestindo um paletó dourado e acompanhado na tonalidade por sua banda, Rod duplicou as expressivas demonstrações de carinho ao despir-se da peça e afrouxar a gravata. É a vez de “Tonight’s The Night” (1976), seguida por um “obrigado”, assim mesmo, em português. O clima é digno de um rockstar e a emoção misturada ao saudosismo toma conta dos espectadores, afinal, “The Hits”, o show que trouxe ao Brasil, é um apanhado de mais de 50 anos de uma bem-sucedida carreira. Rod Stewart vendeu mais de 250 milhões de discos.

Depois de costumeiras composições como “Baby Jane” (1983) e “Rythym Of My Heart” (1991), é hora da dobradinha mais especial da noite. “Have You Ever Seen The Rain?” (2006) e “Forever Young” (1988) são gravações de sucesso incomparáveis. As músicas traduzem de forma poética o êxito de Rod Stewart durante as últimas décadas. A voz rouca e a disposição interpretativa do cantor transformam ambas as apresentações em números inesquecíveis, que indiscutivelmente entrariam para a história da música, mais cedo ou mais tarde. Por sorte, o talento do cantor foi reconhecido a tempo de Stewart viajar o mundo mostrando para as plateias o quão divertida pode ser a experiência de comprovar ao vivo clássicos únicos e inesquecíveis.

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Durante a apresentação de “Forever Young”, o cantor retira-se do palco e volta vestindo um terno rosa choque. A banda interrompe a canção, ele pede uma reverência à roupa e dá continuidade ao ápice da obra em meio a um furacão de aplausos. Rod Stewart diverte-se com sua própria caricatura e aproxima-se do público ao desmistificar suas excentricidades. A orquestra o recebe de volta ao palco vestindo vermelho. A bonita “The First Cut Is The Deepest” (1976), seguida pela impecável “I Don’t Want To Talk About It” (1975) e pela apaixonante “Have I Told You Lately” (1991), é apresentada com os músicos sentados à beira do palco. O momento faz com que a plateia paulista transpire romance em uma das noites mais quentes dos últimos anos na cidade.

A nova “Please” (2015) e a clássica “Sweet Little Rock and Roller” (1974) substituíram de surpresa algumas das canções do repertório pré-definido, como “Can’t Stop Me Now” (2013). Da mesma forma que a primeira troca de roupa, a banda de Rod Stewart trocou de roupa discretamente, um por um. Enquanto as backing vocals entoavam “I’m Every Woman”, de Chaka Khan, o astro trocava de roupa pela segunda vez. Vestindo uma calça e uma camisa pretas, Stewart deu voz à espetacular “You’re in My Heart (The Final Acclaim)” (1977) com as cores da bandeira brasileira no telão. Impossível não se arrepiar.

“Maggie May” (1971) e “Stay With Me” (1993) antecederam “Da Ya Think I’m Sexy?” (1978), seu maior sucesso. No telão, uma capa da revista “Rolling Stone” com a frase: “Não quero cantar ‘Da Ya Think I’m Sexy?’ aos 50 e ser uma paródia de mim mesmo”, brincava mais uma vez com a tranquilidade do artista em relação às excentricidades. Provando aos que ainda desacreditavam em sua boa forma, Rod distribuiu dezenas de bolas de futebol autografadas para o público e não errou um chute. “Sailing” (1975) encerrou a apresentação deixando o público ávido por mais algum dos sucessos que preenchem seus quase 30 álbuns. Apesar de programado, o retorno do astro ao palco para “Rollin’ and Tumblin'” (2015) não aconteceu. A plateia demorou a levantar. Com as luzes acesas e os técnicos no palco, os espectadores começaram a dispersar, decepcionados pela dor da despedida, mas satisfeitos pelos momentos ao lado do ídolo.

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