São Paulo recebe primeira versão nacional do musical “Billy Elliot”

(Foto: João Caldas)

“Billy Elliot” estreou em Londres, em 2005. Três anos depois, desembarcou na Broadway, em Nova York. Em junho de 2009, o espetáculo conquistou dez prêmios na 63ª edição do Tony Awards, incluindo Melhor Musical. Programada para durar pouco mais de três meses, a primeira versão brasileira do espetáculo estreou na última sexta-feira (15), no Teatro Alfa, em São Paulo. Para os sete personagens infantis, foram escaladas vinte e quatro crianças que se revezam nas apresentações, incluindo três atores para interpretar o protagonista.

Em 1984, a Greve dos Mineradores movimenta County Durham, condado situado no nordeste da Inglaterra. Após a perda da esposa e mãe de seus filhos, Jackie tenta manter a vida do pequeno Billy Elliot o mais normal possível, enquanto o primogênito Tony se rebela contra a situação trabalhista da comunidade, envolvendo-se em inúmeros embates com a polícia. Encorajado por Mrs. Wilkinson, Billy troca as luvas de boxe pelas sapatilhas de balé, escondendo a decisão de sua família e dividindo seu segredo apenas com Michael Caffrey, seu melhor amigo.

(Foto: João Caldas)

Na sessão vista pelo Setor VIP, Tiago Fernandes interpretou Billy Elliot. Estudante de dança há quatro anos, o artista se destaca nas cenas de sapateado e durante a execução de números formados na maior parte do tempo por passos de balé clássico, como “Swan Lake” e “Eletricity”. Paulo Gomes (outro artista que não se apresenta em todas as sessões) empolga o público ao interpretar o doce e divertido Michael Caffrey. “Expressing Yourself”, número executado pelos personagens Michael e Billy, é uma das cenas mais empolgantes do musical.

Produzido pela Atelier de Cultura, responsável por montagens como “A Noviça Rebelde” (2018) e “Annie” (2018), “Billy Elliot” passa a impressão de não estar pronto. Pequenas falhas resultam em um notável descuido, inaceitável em um espetáculo que cobra até R$310,00 por ingresso. Entre outros deslizes, há coreografias em que o elenco não executa em sincronia, como “Solidarity”; todas as entradas de Sara Sarres aconteceram com seu microfone desligado; e parte do elenco não se acostumou com os figurinos, deixando os personagens com visual desleixado.

Apesar dos equívocos, “Billy Elliot” é um bom espetáculo, principalmente para quem não assistiu à produção original. Embora não seja uma franquia, o musical tem direção (John Stefaniuk) e coreografias (Peter Darling) muito parecidas com a montagem inglesa. Além de “Expressing Yourself”, há números muito bem executados, como o divertido “Born to Boogie” e o emocionante “Swan Lake”. Com músicas de Elton John, “Billy Elliot” é um musical necessário e inspirador, que combate o preconceito e encoraja as pessoas a serem quem realmente são.

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(Foto: João Caldas)

“Billy Elliot” está em cartaz no Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro), em São Paulo, às sextas (20h30), sábados (15h e 20h) e domingos (14h e 18h30). As entradas custam de R$37,50 (meia) a R$310,00 (inteira) e podem ser encontradas no site oficial do Ingresso Rápido. O elenco pode sofrer alterações sem aviso prévio. “Billy Elliot” tem classificação livre e duração de 150 minutos. Inicialmente até 30 de junho. Estrela1 Estrela1 Estrela1